sexta-feira, 31 de julho de 2015

WhatsApp pode ser usado como prova em decisões judiciais

Data: 30/7/2015 às 17h10


Tudo pode ser usado como prova em uma ação judicial. Desde objetos e impressões digitais até fotos, áudios e vídeos. Mas agora mensagens de Whatsapp também podem ser usadas no tribunal.

Os celulares são grandes aliados de quem ingressa com uma ação na Justiça. As chamadas provas tecnológicas – foto, vídeo e áudio – corroboram com depoimentos pessoais e de testemunhas, e fortalecem a defesa em conjunto de outras evidências específicas a cada caso. De acordo com a consultoria IDC Brasil, circulam pelo país 54,5 milhões de smartphones, que podem fornecer informações importantes para investigações e julgamentos.

Segundo o advogado Fabricio Sicchierolli Posocco, do escritório Posocco & Associados, o histórico do WhatsApp e de outros aplicativos de mensagens pode ser utilizado como prova em processos judiciais.

— Se a negociação ficar registrada no aplicativo e através dela for possível comprovar que houve uma oferta de serviços com a aceitação da parte contrária, ou em outras palavras uma transação e a conclusão da mesma, o juiz pode aceitar o WhatsApp como prova, desde que regularmente houvesse a efetiva comprovação de que foi recebido e lido pelo suposto destinatário da mensagem pelo aviso de leitura (simbolizado por dois tiques azuis).

Todavia, em relação aos contratos, o especialista pondera. Para ele, é certo que a comunicação via aplicativo jamais vai substituir a segurança das transações contratuais que contém assinatura digital ou até mesmo a física.

— Essa forma não é a mais adequada para conclusão de negócios, frente à possível insegurança e discussão que irá existir nos processos judiciais, principalmente, sobre a validade desta comunicação de intenções e atos, seja por WhatsApp ou Facebook, uma vez que existem formalidade legais que devem ser cumpridas e não podem deixar dúvidas de interpretação.


Fonte: http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/whatsapp-pode-ser-usado-como-prova-em-decisoes-judiciais-30072015

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Uso da Internet móvel por jovens faz crescer o desejo de vigilância por pais


O Globo | Data: 29/07/2015


Divulgada nesta terça-feira, a pesquisa TIC Kids 2014, do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), apontou a consolidação do celular como principal ferramenta de conexão à rede pelos jovens brasileiros, com 82% desses usuários fazendo uso do dispositivo para esse fim — índice superior até mesmo ao uso de PCs. E, diante dos desafios trazidos por essa dinâmica ao cuidado dos filhos, muitos pais dizem ver um aumento no apelo do uso de aplicativos de monitoramento remoto na para manter os filhos longe de possíveis perigos on-line.

Mas enquanto psicólogos e especialistas em segurança digital reconhecem a utilidade dessas ferramentas na criação dos jovens, principalmente os menores, esses profissionais também ressaltam a importância de que seu uso não se sobreponha ao diálogo familiar.

Mãe do carioca João Pedro, de 10 anos, Cláudia Herdina conta que, preocupada com possíveis conteúdos impróprios que podem chegar ao filho pela internet móvel, ela verifica diariamente o que ele acessa pelo aparelho e não descarta instalar um programa para acompanhar melhor o uso que o jovem faz da tecnologia.

— Tenho acesso a todas as senhas dele, e, antes de dormir, sempre dou uma olhada no seu celular para me certificar que ele não está fazendo nada que não deve, ou recebendo mensagens de desconhecidos. E só não instalei um app de monitoramento ainda porque não tive tempo para escolher um. A gente sempre teme passar um pouco do limite da proteção, mas eu prefiro errar para mais do que para menos.

Confira os principais resultados da TIC Kids On-line 2014

A dinâmica é semelhante na casa de Viviane Ferreira, mãe de Nicole, também de 10 anos, que ganhou um smartphone no ano passado.

— Costumo verificar quais grupos ela faz parte no WhatsApp, como ela costuma se comportar trocando mensagem com os amigos, o que costuma receber, essas coisas. Às vezes, ela fica com um pouco de vergonha, mas acaba me mostrando assim mesmo. Procuro sempre o diálogo, mas esse mundo conectado acaba sendo um desafio no cuidado com os filhos — afirma Ferreira.

PROCURA POR SOLUÇÕES CRESCE

De olho no fenômeno, as companhias de segurança digital vêm aumentando a sua oferta de soluções de controle parental, que dão aos pais poderes para, por exemplo, impedir o acesso a determinados conteúdos, receber notificações no caso de tentativas de visualização de sites indevidos, acompanhar o tempo passado pelo jovem em redes sociais e até supervisionar mensagens de texto e vídeos visualizados no YouTube.

É o caso do Norton Family: Parental Control, desenvolvido pela Symantec. Especialista em segurança digital da companhia, Nelson Barbosa Jr. diz que a procura pela solução vem aumentando, e que a importância de seu uso por pais vai além de impedir que os filhos acessem conteúdos impróprios.

— O acesso a dispositivos móveis ocorre cada vez mais cedo entre as crianças, e esses jovens muitas vezes não têm o discernimento para saber se estão se colocando em um perigo real a partir do ambiente virtual. Eles podem não ter a malícia para perceber, por exemplo, se há alguém se passando por outra pessoa falando com eles pela internet. É aí que entra a importância dessas soluções.

A Trend Micro é outra que tem apostado no segmento. Presente em alguns de seus produtos, a sua ferramenta de controle parental permite que pais bloqueiem o acesso de sites específicos em smartphones e tablets.

— A figura de criminosos e de pedófilos que varrem a internet em busca de vítimas é real e frequente. No território de jogos on-line ou móveis, extremamente populares entre crianças e adolescentes, temos um outro tipo de criminoso, que se utiliza de iscas para infectar os dispositivos com malwares que podem roubar as informações pessoais — afirma André Alves, especialista de segurança da informação da Trend Micro.

Na Coreia do Sul, o próprio governo lançou no mês passado um aplicativo gratuito do tipo, o Smart Sheriff. Nos EUA e na Europa, para além das companhias de segurança digital, são as operadoras de telefonia que oferecem ferramentas de controle parental em opções gratuitas e pagas. No Brasil, as soluções são amplamente disponíveis, porém sem nenhuma obrigatoriedade oficial sobre a sua oferta por lojas de telefonia.

CONVERSA AO INVÉS DE BLOQUEIO

Mas, diante do elevado grau de monitoramento que essas ferramentas permitem, até que ponto o seu uso em nome da segurança dos jovens se justifica? Para o psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de educação da ONG Safernet, esse tipo de recurso jamais pode se sobrepor ao diálogo familiar, ou ser usado escondido dos filhos.

— Ao invés de monitorar, os pais devem procurar mediar o uso da tecnologia pelo jovem, e isso só pode ser feito por meio do diálogo. Na minha percepção, essas ferramentas que limitam e registram o uso dos dispositivos só são realmente importante no caso de crianças pequenas, abaixo dos 7 ou 8 anos. Já para os jovens maiores, é importante desenvolver junto a eles um senso de responsabilidade no uso da tecnologia — afirma Nejm.

Acostumada a observar os conflitos entre pais e filhos oriundos do uso da tecnologia, Verônica Portugal, coordenadora educacional do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, diz que o controle, por si só, pode prejudicar mais do que proteger os filhos.

— O vigiar é quando você espiona. Quando você monitora, você está acompanhando e orientando. Esse processo tem que ser conversado, do contrário a relação de confiança não é construída. E o responsável que só tenta controlar o jovem, acaba evitando que ele construa uma autonomia que é necessária.

Fonte: http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?noticia=Uso_da_internet_movel_por_jovens_faz_crescer_o_desejo_de_vigilancia_por_pais&edt=0&id=8728

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Pesquisa da Intel revela dados sobre cyberbullying no Brasil

Por Redação em | 28.07.2015 às 14h49


O bullying é uma prática que, infelizmente, acontece com bastante frequência nas escolas. E as agressões, tanto físicas quanto verbais, são bastante preocupantes. Atualmente, essa manifestação de ódio está se tornando a cada vez mais comum devido ao constante uso da Internet. Com base nisso, a Intel Security desenvolveu uma pesquisa que mostra como crianças e adolescentes lidam com esse problema.

O estudo foi realizado no Brasil com 507 crianças e adolescentes de idades entre 8 e 16 anos, e mostra que a maioria (66%) já presenciou casos de agressões nas mídias sociais. Cerca de 21% afirmaram que já sofreram cyberbullying e grande parte das vítimas tem entre 13 e 16 anos.

Entre as atividades realizadas em redes sociais por 24% dos entrevistados da pesquisa, que são consideradas cyberbullying, 14% das crianças admitiram falar mal de uma pessoa para outra, 13% afirmaram tirar sarro da aparência de alguém, 7% marcaram pessoas em fotos vexatórias, 3% ameaçaram alguém, 3% assumiram zombar da sexualidade de outra pessoa, 2% disseram já terem postado intencionalmente sobre eventos em que um colega foi excluído, entre outros casos.

As crianças entrevistadas justificaram o comportamento com três principais motivos: defesa, porque a pessoa afetada as tratou mal (36%); por simplesmente não gostar da pessoa (24%); e para acompanhar outras pessoas que já estavam praticando o cyberbullying.

O engenheiro de produtos da Intel Security, Thiago Hyppolito, afirma que os pais sempre devem estar atentos ao comportamento on-line dos filhos para evitar possíveis agressões ou, até mesmo, golpes na internet. Além disso, é necessário também evitar que os filhos sejam os autores dessas ofensas.

"Muitos pais acham que os filhos sabem mais sobre tecnologia do que eles próprios e acabam por não monitorar apropriadamente o comportamento dos filhos na Internet por achar que eles sabem o que estão fazendo. No entanto, conhecer as ferramentas não significa usá-las com sabedoria. A Internet é um ambiente inóspito e as crianças precisam de orientação, assim como quando estão na rua. Se você não deixaria seu filho sair sozinho em uma cidade grande, não o deixe sozinho na Internet", afirma o engenheiro.

A Intel Security recomenda que os pais estabeleçam um controle do tempo em que a criança passa na internet e nas mídias sociais, e que conheçam quais são as plataformas sendo frequentadas por eles. Também é indicado o uso de ferramentas de controle parental.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Por que uma mãe deletou o Facebook da filha de 10 anos


Data: 21/07/2015

Está lá, na seção de perguntas frequentes do Facebook: “Para se cadastrar no Facebook, é preciso ter pelo menos 13 anos”.

Tenho quase certeza que você conhece alguém com menos de 13 anos que tem uma conta na rede social, certo?

Dá para entender por que as crianças não respeitam a regra – a maioria das vezes com o aval dos pais. As redes sociais são um ambiente extremamente convidativo. Dá para jogar, assistir a vídeos e, principalmente, manter contato com os coleguinhas de escola. Proibir o seu filho de usar o Facebook pode lhe render um ar de mãe radical ou carrasca. Significa ouvir a resposta automática: “Mas todo mundo na minha classe está no Feeeice!”

Daí entra a velha máxima da minha mãe: “Se todo mundo se jogar do penhasco, você se joga junto?”. Como eu odiava quando ela falava assim… mas, como boa mãe que é, tinha razão.

Você deixaria sua filha ou seu filho brincar numa praça que está lotada de gente com más intenções?

Nada melhor para chamar a atenção para um problema tão sério do que um relato verdadeiro publicado por uma mãe. Ontem, a carioca E. S. (ela pediu para não ser identificada), mãe de uma garota de 10 anos, compartilhou uma história em sua página no Facebook de causar calafrios.

Leia trechos do relato:

“Sempre achei que criança não deveria ter facebook, mas a maioria dos amiguinhos da C. tem, e sempre ouvi de muitas pessoas que eu era radical por não deixá-la ter… Enfim, acabei cedendo. Ontem à noite ela pediu pra usar e deixamos, pela primeira vez. Imaginem qual não foi o tamanho da minha surpresa ao ver que ela tinha 92 solicitações de amizade, a maioria com fotos de adulto no perfil e sem nenhum amigo em comum! Me pergunto o que uma criança de 10 anos tenha de tão interessante pra um adulto desconhecido, embora, infelizmente, eu já saiba a resposta… Ela veio muito assustada mostrar pra mim e pro meu marido uma mensagem de um desconhecido. Que bom que conversamos muito com ela e a orientamos, mas mesmo assim ela poderia ter caído na conversa.”

As imagens falam mais do que qualquer comentário que eu possa fazer:



A partir daí, E. S. começou a se passar pela filha até enquadrar o sujeito. Ele a bloqueou.

As ruas estão cheias de criminosos ou gente com doenças que podem levá-las a cometer crimes. Por isso, ninguém em sã consciência deixa o filho pequeno sair por aí sem supervisão, certo? Deveria ser assim também nas redes sociais.

O relato de E.S é raro. As pessoas preferem não se expor. Mas é essencial para abrir os olhos de outros pais e responsáveis por menores que insistem em criar perfis em redes sociais. Como disse a própria E.S no final de seu post: “Tudo no seu tempo.”

Fonte: http://epoca.globo.com/vida/experiencias-digitais/noticia/2015/07/por-que-uma-mae-deletou-o-facebook-da-filha-de-10-anos.html



Justiça determina quebra de sigilo do WhatsApp - Por Rodrigo Barboza


Em uma geração onde a comunicação e a facilidade de acesso a Internet está cada vez mais fácil a partir das redes sociais, não poderia ocorrer de outra forma com o aplicativo WhatsApp, sua utilização para os mais diversos fins já está difundida na cultura mundial.

O WhatsApp é um aplicativo para celular que permite aos seus usuários independente de sua localização, trocar mensagens, vídeos e fotos em tempo real. Com esta facilidade e com a utilização por mais de trinta milhões de usuários, os problemas também começaram a surgir, tais como, envio de arquivos com conteúdos difamatórios, inclusive pornográficos.

Diante disso e com o falso sentimento de impunidade que a Internet oferece, o poder judiciário está cada vez mais demonstrando que cada ato seja qual for, terá suas consequências julgadas.

Cite-se por exemplo o julgamento inédito no Brasil (Agravo de Instrumento n.º 2114774-24.2014.8.26.0000), onde o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao apreciar recurso originário de ação judicial movida por uma garota que teve seu nome e imagem atribuídos, equivocadamente, a material pornográfico divulgado em um grupo de conversas do WhatsApp, determinou que o Facebook, que é o proprietário deste aplicativo, apresente naquele processo os IP’s (identificação dos dispositivos que acessaram o aplicativo) daqueles indicados como autores do suposto crime, bem como o inteiro teor de todas as conversas realizadas em determinado período no grupo em que tal conteúdo foi divulgado.

Ao proferir referida decisão, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo aplicou o disposto na recente Lei n.º 12.965/2014, que ficou conhecida como Marco Civil da Internet, a qual prescreve, em seu artigo 13, que “na provisão de conexão à Internet, cabe ao administrador de sistema autônomo respectivo o dever de manter os registros de conexão, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de 1 (um) ano, nos termos do regulamento”.

Portanto, chegamos a conclusão de que a Internet e principalmente o WhatsApp não passará a imagem de uma terra sem lei. Verifica-se, assim, uma luz no fim do túnel com este precedente judicial, o qual demonstra para aqueles que de alguma forma foram surpreendidos com fotos e vídeos divulgados sem a sua autorização, que podem buscar e confiar na justiça!

Rodrigo Barboza de Melo é advogado e sócio do SLM Advogados 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Games podem ter riscos ocultos

Por: Patricia Knebel | Data: 24/07/2015


Mais de meio bilhão de pessoas em todo o mundo joga games diariamente, acumulando cerca de três bilhões de horas por semana. Apesar de ainda não existirem números específicos para o Brasil, os adeptos dos jogos vem crescendo mês a mês, e levam junto uma indústria cada vez mais voltada para esse perfil de usuário, como fabricantes de computadores, teclados e outros dispositivos que possam melhorar a performance. Empresas desenvolvedoras de jogos crescem e o próprio Rio Grande do Sul é um polo reconhecido pela qualidade dos games produzidos aqui.

Essa é a parte boa da história. A ruim está voltada para os riscos à segurança dos usuários. A especialista em Direito Digital, Patrícia Peck, alerta que as armadilhas vão desde clonagem de cartões até pedofilia, prostituição a estelionato.

O maior risco é justamente dos jogos em rede, nos quais pessoas que geralmente não se conhecem passam a interagir durante a competição - quase metade dos adolescentes americanos se comunica por chat com outros jogadores enquanto jogam, segundo o The Statistics Portal. "Muitas vezes a abordagem parece inofensiva, mas o aumento da convivência durante o jogo vai afastando a percepção de que quem está falando é um estranho e as pessoas podem se tornar vulneráveis", comenta Patrícia.

Análises e mapeamentos feitos por especialistas em segurança para identificar esses riscos revelaram que existem dois tipos de quadrilhas atuando a partir de informações recolhidas junto aos gamers: as especializadas em assaltar casas e as voltadas para a pedofilia.

Em ambos os casos, os cibercriminosos começam conquistando a confiança do usuário. Enquanto dão dicas de jogos específicos e ensinam como conquistar mais vidas virtuais, fazem perguntas para levantar a rotina da vítima, como saber se moram sozinhas, se costumam jogar em casa, se os pais estão viajando, entre outras.

"É uma abordagem que tenta pegar usuários entre 8 a 14 anos, que ainda não tem muita malícia. Estes dados passam a embasar a engenharia social que depois vai resultar em um crime", alerta a especialista em Direito Digital. Quadrilhas que antes costumavam ligar para o celular das pessoas e fingir que tinham sequestrado um parente passaram a usar os jogos em rede para praticar crimes.

Os criminosos envolvidos com o crime de pedofilia também começam tentando conhecer melhor a vítima. Mas, logo já tentam habilitar a webcam para poder captar imagens das crianças e jovens. Fazem isso estimulando os jogadores a ligarem o dispositivo ou enviando links com códigos maliciosos com a falsa promessa de que deve ser instalado para ter uma melhor performance no jogo. São sistemas que habilitam a webcam sem o usuário perceber.

Patrícia comenta que muitos adolescentes jogam no quarto, geralmente com roupas mais íntimas, como pijama. E isso é suficiente para alimentar com imagens sites de pedofilia

"O cuidado com a segurança da informação deve estar intrínseco à cultura das pessoas, das famílias. As pessoas vão continuar jogando, claro, mas precisam estar atentas de que devem fazer isso sem revelar assuntos pessoais", sugere.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

7 sinais de que seu filho é o que está causando bullying

Caroline Canazart


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Reprodução: Internet
 
Além da preocupação com as notas dos filhos, muitos pais também ficam alerta para perceber se eles estão sofrendo algum tipo de coação na escola. O bullying é um termo em inglês que descreve uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. A palavra bullying tem origem na palavra bully, que significa valentão ou brigão.
Mas, e se for o seu filho ou filha a criança que provoca atos de violência contra um colega? Você já parou para pensar nisso? Alguns especialistas associaram o bullying a algumas situações que ocorrem dentro da família e reflete nas atitudes das crianças na escola.
Veja os itens abaixo e saiba se seu filho se encaixa no perfil.

·         1. Ele tem problemas para dormir

A Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriu por meio de uma pesquisa com 341 crianças que as que tinham problemas em dormir, como distúrbios respiratórios do sono, têm mais tendência em desenvolver atitudes agressivas contra os colegas da escola ou ter algum problema de má conduta na instituição de ensino.
Uma forma de ajudar seu filho a não desenvolver essas atitudes negativas é, caso ele ofereça sinais de problemas para dormir, procurar um especialista do sono para checar o que pode ser feito. Afinal, uma boa noite de sono ajuda muito para que o próximo dia seja mais calmo e produtivo.

·         2. Ele tem problemas comportamentais

De acordo com D. Janell Dietz, autor de livros sobre bullying e ex-conselheiro de escola e professor, existem três sinais importantes que podem ser encontrados em crianças que praticam o bullying: nervosismo, ser impulsivo ou frustrar-se facilmente. A frustração por algo que não conseguiu pode levar a criança a não ter empatia por outra e acabar atacando quem acredita ser mais fraco. Normalmente essas crianças têm histórico de indisciplina.

·         3. Ele está tendo problemas na escola

Se você tem recebido chamados da escola porque seu filho tem brigado constantemente, pode ser um sinal de que ele tem um comportamento de quem pratica bullying em outras crianças. Perceba se ele sempre age com atitude dominante e agressiva com outros alunos. É um sinal amarelo.

·         4. Ele é obcecado em ter popularidade

A vontade de ser popular na escola pode levar a criança ou adolescente a tratar outros de forma hostil e excluir outros que ele considere diferente de sua roda de amizade. De acordo com especialistas esses sinais são relacionados a quem tem insegurança.

·         5. Os amigos de seu filho têm tendências agressivas

Talvez você não consiga observar a agressividade ou intimidação nas ações de seu filho. Porém, se você conseguir ver isso nos amigos dele, provavelmente ele estará envolvido com ações de assédio moral contra outras crianças. Quem tem amigos que praticam bullying, possivelmente também estará praticando.

·         6. Sofre violência em casa

O Controle e Prevenção de Doenças do Departamento de Saúde Pública de Massachusetts, nos Estados Unidos, concluiu depois de um estudo que as crianças que sofrem algum tipo de violência em casa estão mais propensas a praticar intimidações e bullying. A pesquisa diz que é quatro vezes maior a chance delas praticarem assédio moral e físico do que uma criança que não experimenta a violência no lar.

·         7. Os pais não têm um bom relacionamento com o filho

A presença do pai e da mãe na formação dos filhos é fundamental para que se sintam amados e valorizados ou se tornem pessoas com um comportamento duvidoso. De acordo com Dietz, as crianças são mais propensas a intimidar outras se elas sentem que são um incômodo para seus pais. Ter um relacionamento mais aberto e com diálogo leva a diminuir a possibilidade de tornar-se alguém que irá praticar bullying.
O bullying é algo sério e precisa da atenção das famílias de crianças e adolescentes que sofrem e as que praticam os atos de violência. O relato emocionante de uma mãe, Amy Briggs, que perdeu o filho de 16 anos por causa do bullying têm movimentado a internet. Daniel cometeu suicídio após receber uma mensagem no celular. Depois de anos de violência física e moral na escola, ele não suportou a pressão. "Faça alguma coisa quando você souber que alguém está sofrendo bullying. Você é tão culpado quanto a pessoa que está cometendo o bullying quando você não faz nada", afirmou emocionada a mãe do menino. 

Você pode ver o vídeo completo no link:http://www.dailymotion.com/video/x2u0vlc_daniel-bullying_people

Fonte: http://familia.com.br/filhos/7-sinais-de-que-seu-filho-e-o-que-esta-causando-bullying

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A escola contra o BULLYING




Uso da internet deve ser orientado pela escola

Data: 07/07/2015 | Por: Évilin Matos

Atualmente, a prática de agressões, físicas ou verbais como forma de intimidação, conhecida como bullying, está sendo tratada com mais seriedade, pois já é comprovado que elas podem acarretar traumas em crianças e adolescentes, como, por exemplo, baixa autoestima, rendimento escolar insuficiente e transtornos de ansiedade. Uma nova forma de se praticar a agressão tem gerado preocupação por parte de quem trabalha para evitar esse tipo de atitude. Trata-se do ciberbullying.

A prática se caracteriza por ofensas, constrangimento e exposição indevida por meio das redes sociais. Segundo uma pesquisa realizada pela ONG SaferNet, em 2013, que entrevistou 2.834 jovens, entre 18 a 23 anos, 49% afirmam temer sofrer bullying pelas redes sociais, 35% têm um amigo que já sofreu e 12% admitem já terem sido agredidos através dessas mídias.

O estudo entrevistou adolescentes em razão de este público sofrer ou praticar com maior intensidade o ciberbullying, o que não exclui o fato de essas agressões ocorrerem em outras faixas etárias. Pelo fato de os jovens usufruírem sem devida orientação de dispositivos eletrônicos com acesso à internet, eles estão mais expostos à prática.

Conforme a pesquisa, 60% dos entrevistados partilham dados pessoais e 6%, imagens íntimas na internet. Vendo a carência de instrução, o Marco Civil da Internet, Lei nº 12.965/14, determinou, em seu artigo 26, o dever do Estado em prestar educação digital a jovens.

Entretanto, após um ano de vigência da lei, poucas instituições de ensino disponibilizam instruções aos alunos. De acordo com um levantamento realizado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), apenas 4,75% das escolas privadas daquele estado têm uma disciplina para tratar do assunto. Entre as escolas públicas, a porcentagem cai para 1%. A pesquisa também apontou que 83% das instituições paulistas de ensino não sabem o que é o Marco Civil da Internet e 65,9% não pretendem incluir nas suas matrizes curriculares uma disciplina de educação no mundo digital.

"A letra da lei é muito bonita, mas a possibilidade e a execução dela é prejudicada. Seria fundamental se houvesse instrução sobre o ciberespaço, pois hoje as crianças já nascem eletrônicas e não estão preparadas psicológica, social e eticamente para esse tipo de exposição ou poder que é concedido a elas", explica o advogado especializado em Direito Digital Leonardo Zanatta.

Contudo, para incluir uma disciplina de educação digital, seria necessário dispor de investimentos e de estrutura adequada com computadores, acesso à internet e um docente capacitado em instruir os alunos. Conforme o Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS), nenhuma escola particular gaúcha dispõe de uma disciplina especializada para tratar sobre o assunto. O tema é apresentado a alunos, pais e professores por meio das matérias tradicionais. O sindicato também realiza congressos e palestras para debater o assunto com a comunidade escolar, principalmente com o intuito de capacitar os professores.

A advogada especialista em Direito Digital Virginia Matte Chaves ressalta que as escolas devem promover a inclusão digital das crianças, pois a disseminação da tecnologia é um caminho sem volta. "As instituições devem estar preparadas para receber essa nova geração de jovens, orientar sobre os direitos e os deveres do comportamento adequado na internet. Não dá para mensurar o tamanho do problema quando o bullying ocorre na rede", enfatiza.

Crimes cibernéticos exigem conhecimento virtual do Judiciário

Conforme a sociedade se torna mais tecnológica, as leis buscam se adequar à essa nova realidade. Com isso, tanto o Marco Civil da Internet, Lei nº 12.965/14, quanto a Lei nº 12.737/12, conhecida como a Lei Carolina Dieckmann, conceituam o crime cibernético, sendo ele caracterizado em casos em que ocorram injúria, calúnia e/ou difamação. Também o Judiciário e os advogados devem estar capacitados para julgar e defender, respectivamente, processos referentes ao ciberespaço.

Com duas décadas de existência no Brasil, a internet ainda é nova do ponto de vista histórico. O Judiciário ainda está começando a compreender mais sobre o ciberbullying, como esclarece a advogada Virginia Matte Chaves. "Determinações como a de um juiz que ordenou ao aplicativo WhatsApp que saísse do ar tendem a diminuir conforme o Judiciário entende não apenas a lei que conceitua o crime cibernético, mas também de qual forma ele pode ser aplicado", argumenta.

O advogado especialista em Direito Digital Leonardo Zanatta salienta que políticas públicas de orientação para que as pessoas tenham um comportamento responsável no ambiente on-line seriam necessárias. "O virtual nada mais é do que uma potencialização do caráter ou da falta dele, então, vamos sempre voltar para o ponto de que só com a educação é possível evitar, por exemplo, a disposição de fotos íntimas de uma pessoa. É a falta de educação que potencializa isso", conclui Zanatta.

A arte da prudência no mundo digital - Por Giane Barroso

Os meios de comunicações e o acesso às informações pela Internet hoje nos facilitam a vida, mas também podem nos complicar bastante se faltar o bom senso e a prudência. Nosso comportamento no mundo digital é o tema da moda. Tão em voga que tivemos duas relevantes alterações na legislação brasileira: uma com a Lei 12.737/12, mais conhecida como “Lei Carolina Dieckmann”, que surgiu diante da situação específica experimentada pela atriz, em maio de 2011, que teve arquivos copiados de seu computador pessoal e suas fotos em situação íntima foram divulgadas na Internet. Essa Lei tipifica criminalmente os delitos informáticos, a qual criou o artigo 154-A do Código Penal, criminalizando a conduta de invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita. A segunda alteração mais recente foi a Lei 12.965/14, conhecida como o Marco Civil da Internet, que veio estabelecer os princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil.

As nossas atitudes nas redes sociais e aplicativos de comunicação denunciam nossas maneiras e condutas, por isso, atualmente é muito comum as pessoas se envolverem em grandes confusões pelo uso imoderado da liberdade de expressão e da superexposição nas redes sociais e aplicativos como o WhatsApp, pois de um simples compartilhamento de vídeo, podemos estar sujeitos a um crime. Um exemplo que “bombou” nos noticiários nas últimas semanas foi o caso da “selfie” e dos vídeos das duas pessoas que executaram o trabalho de embalsamar o corpo do cantor sertanejo Cristiano Araújo, vítima de um trágico acidente automobilístico.

As duas pessoas e o colega de uma delas que iniciou o compartilhamento das imagens e vídeos foram indiciadas e responderão penalmente pelo crime de vilipêndio de cadáver previsto no artigo 212 do Código Penal. Outras pessoas estão sendo investigadas. A família do cantor entrou na justiça com ação de indenização contra a clínica, onde os funcionários que fizeram o vídeo trabalhavam, e essa clínica, segundo os noticiários, demitiu os funcionários por justa causa, e poderão ainda tomar outras providências legais contra os funcionários que acabaram denegrindo sua imagem.

Diariamente há notícias de casos judiciais derivados da “explosão digital”. O uso imoderado da liberdade de expressão na Internet pode configurar vários crimes como o de calúnia (artigo 138 do Código Penal), difamação (artigo 139 do Código Penal), injúria (artigo 140 do Código Penal), ameaça (artigo 147 do Código Penal) e ainda ensejar ações de indenização por danos morais. A injúria costuma ser mais evidente com as declarações de racismo e intolerâncias diversas. Nossas condutas no mundo virtual podem nos trazer sérias consequências judiciais em âmbito criminal e de reparação civil. De uma simples brincadeira pode nascer um grande problema, porque na Internet tudo fica registrado e assim é mais fácil fazer provas de tudo que acontece. Portanto, é essencial medir as consequências das nossas atitudes pessoais no mundo digital. A prudência é fundamental. 

Giane Marize Barroso é advogada no escritório SLM Advogados. Contato: giane@slmadv.com.br

segunda-feira, 20 de julho de 2015

5 aplicativos perigosos que você não sabe que seu filho esta usando

30/12/2014 - 00:00

Imagem: internet
As crianças estão mergulhadas em tecnologia, nasceram nesta era em que tudo é digital. Bem diferente de gerações passadas. Os pais muitas vezes não são tão digitais como as crianças e não estão antenados em tudo que acontece ou existe. 

Meus queridos pais a realidade é a seguinte: Seu filho adolescente consegue ser um mestre Jedi de tecnologia muito mais rápido do que você consegue piscar. E quais foram os presentes mais pedidos neste Natal? Um celular novo? Tablet? E você que aprendeu a usar o WhatsApp agora precisa correr atrás do prejuízo. 

E com toda esta tecnologia disponível por ai, e sinal de internet gratuito em qualquer lugar. É claro, que isso iria apresentar alguns problemas. Há um monte de perigos que vêm com qualquer gadget, e as crianças e adolescentes não tem maturidade emocional para lidar com eles sem a ajuda dos pais. 

Isso não significa que os aplicativos são ruins, o uso inapropriado deles por algumas pessoas e que faze com que fiquem perigosos para as crianças. 

O que tudo isso significa? Isso significa que como um pai ou avô que você pode nem sempre saber o que eles estão fazendo. Mantê-los seguros torna-se muito mais difícil. 

Já postei aqui no blog problemas que podem ser causados com estes aplicativos, mas se você não leu, esta na hora de se atualizar. 

Hoje eu vou falar de cinco aplicativos que as crianças estão usando e por que você deve falar com seus filhos sobre o uso deles. Não é motivo para sair correndo e pegando o celular de seu filho e deletando estes aplicativos, mas sim ter uma conversa com seu filho e explicar os riscos e a maneira certa de usar estes app. 

Snapchat 

Sabe porque o app de mensagens multimídia Snapchat potencialmente pode valer US $ 10 bilhões para os investidores? Porque os adolescentes acham que é legal. E Eles adoram usar e todos tem em seus celulares. 

Entenda o porquê: 

Você envia mensagens multimídia através Snapchat e essas mensagens duram apenas alguns segundos e supostamente desaparecem. A ideia é que você possa enviar qualquer foto ou vídeo embaraçoso ou engraçado sem ter medo de alguém ficar em posse de sua foto e compartilhar. 

Você sabe porque os adolescentes ama o Snapchat? Porque os pais não estão la como acontece com o Facebook. 

Alerta de perigo: A ideia de que Snapchat é seguro para enviar fotos está errada. É muito simples que alguém dar um screenshot (comando de qualquer celular que copia a imagem da tela)e salvar a imagem. Seu filho pode dizer que da para saber se este comando foi dados pelo administrador do Snapchat. Isso é verdade, mas saber depois que isso já foi feito não tem muita utilidade agora. 

Já existem também aplicativos que são instalados no celular e que baixam secretamente as fotos do Snapchat sem que a outra pessoa saiba. 

Além disso, muitos adolescentes estão usando Snapchat para enviar fotos intimas (sem roupa para namorados ou ficantes e que se tornaram casos gravíssimos de escândalos nas escolas, inclusive em Londrina, onde estas fotos foram copiadas e compartilhadas pelo WhatsApp na escola toda e a adolescente teve que sair da escola. 

Não adianta proibir, educar é a melhor solução. Se seu filho adolescente está usando Snapchat, pergunte-lhes como eles estão usando. Certifique-se de que os adolescente só estão conversando com as pessoas que ele conhecem. 

Muitos adolescentes divulgam seu nome no Snapchat nas redes sociais (Facebook e Instagram) para quem quiser adicionar. Converse sobre os perigos do mal uso. 

Tinder 

Tinder é um aplicativo de namoro baseado em localização que o adolescente não deveria estar usando. Ele permite aos usuários cliquem em fotos de pessoas próximas geograficamente para decidir se eles gostam ou não. Se dois usuários gostarem um do outro, então eles podem ter uma conversa privada dentro do aplicativo e, potencialmente, encontrar-se mais tarde. 

Adolescentes nem sequer deveriam estar usando este aplicativo, para começar, pois e um aplicativo de relacionamento sexual e emocional. Mas eles estão lá, mentem a idade na hora de se cadastrar no aplicativo . A única maneira de entrar no app é ter uma conta no Facebook com uma data de nascimento que indica que eles têm mais de 18 anos de idade. Isso e fácil para eles, e só ir no Facebook e alterar a data de nascimento. 

Qualquer pessoa com menos de 18 anos que acaba no app vai ter que lidar com as pessoas que estão la acima de 18 anos. Eles podem se deparar com predadores sexuais que adoram um adolescente. 

Explique a seu filho os perigos deste aplicativo e peça para ele desinstalar do telefone. 

Vine 

Vine é uma rede social ou aplicativo para dispositivos móveis. Utilizado para criação de vídeos curtos (de no máximo 07 segundos), para transmitir uma piada, ideia ou montagem rápida. 

O Vine, além de compartilhar os arquivos no Facebook e no Twitter, permite que os usuários criem perfis próprios, acumulem seguidores. Isso faz com que os adolescentes queiram estar em peso na rede em busca de notoriedade na internet. 

Vine conquistou os adolescentes que estão aí pra avacalhar e isso atrai fãs e fazem o aplicativo crescer em número de adeptos, seguidores e afins. 

Vine parece ser um aplicativo totalmente no primeiro momento. Ele fica perigoso quando você considera ate onde adolescentes podem chegar para ganhar fama nas redes sociais ou ceder a pressão dos colegas e aceitar os desafios. 

Adolescentes fazem qualquer coisa para aceitação. A melhor maneira de obter aceitação na mídia social é fazer algo nervoso ou louco. 

Isso explica o caso de adolescentes de todo o mundo que atearam fogo em si mesmo e postaram o vídeo no Vine. 

Isso não e brincadeira nem exagero. Coloque a hashtag #FireChallenge no twitter que é integrado ao Vine e descubra que esta hashtag foi uma das mais populares em agosto. 

Secret 

Secret é um aplicativo construído para espalhar rumores, fofocas e segredos. Ele permite aos usuários postar fotos e texto de forma anônima. A justiça brasileira chegou proibir o aplicativo no Brasil mas ele voltou a ser distribuido gratuitamente nas lojas online de apps do Google e da Apple 

Apps como Secret poderia ser um bom aplicativo para os adolescentes. Confissões anônimas fazer as pessoas se sentirem bem, seria uma forma de extravasar. 

No entanto, as informação que estão sendo compartilhadas no aplicativo com todas n as pessoas perto de sua geolocalização muitas vezes são calunias e cyberbulling contra os adolescentes. Já que qualquer um pode publicar imagem ou frase no aplicativo sem se identificar. 

Os aplicativos mais perigosos para os adolescentes são os que usam rastreamento GPS para unir as pessoas. O cyberbullying é muito mais doloroso quando é disseminado para as pessoas próximas a você. 

9Gag 

9gag é um dos aplicativos mais populares que distribui memes (imagem, vídeo ou frase bem-humorada que se espalha na internet como um vírus.). A parte arriscada para adolescentes está no fato de que todos os tipos de imagens são compartilhadas em 9Gag. 

Estas imagens não são moderadas e podem vir de qualquer upload e apresentar coisas que você não quer que os adolescentes tenham acesso. 

Mas não só isso, mas muitos usuários 9gag são valentões cibernéticos que cometem abuso com outros usuários online. 

Seu filho vai estar na internet, isso é um fato, sempre tente se certificar o tipo de conteúdo que eles estão recebendo, converse abertamente sobre isso e estabeleça regras e regulamentos que irão manter as crianças protegidas. 

Às vezes parece que os pais e os adolescentes não falam a mesma língua. Quando se trata de mensagens de texto, chat e email, aplicativos. Se você verificar as comunicações de qualquer adolescente, você vai achar muitas siglas e palavras que não fazem sentido. 

Essas letras e números são um código em constante evolução que as crianças pegam de seus amigos. Algumas siglas realmente são inofensivas, como o LOL ("rir em voz alta,") muito comum, mas há muitas que não são. Se você achar as seguintes siglas em dispositivos de seus filhos, é hora para uma conversa séria. 

Um método muito comum tem sido o seguinte: 

Usar hashtag omitindo vogal: (a, e, i, o, u) foram substituídas por números (a = 4, e = 3, i = 1, o = 0, u = V). Assim, a palavra "perigo" era escrita entre jovens da geração digital como sendo "p3r1g0″ e assim por diante. 

Além disso, existe um sem-número de código e abreviações, algumas abreviações de conteúdo exclusivamente erótico e muitas variantes de palavrões em inglês, mas expressados em outras línguas (português, espanhol e até italiano). 

CD9: Abreviação de "Código 9", o que significa que os pais estão por perto. 
KPC: Mantendo Pais desinformados 
MOS: Mãe sobre o ombro 
P911: Alerta pais 
PAL: Os pais estão Escutando 
PATA: Os pais estão assistindo 
PIR: Pais no quarto 
POS: Pai sobre o ombro 

Mas existem as gírias codificadas, preocupantes: 

ASL: Idade / Sexo / Local 
F2F: Face to Face. Pedindo para uma reunião ou video chat 
LMIRL: Vamos nos encontrar na vida real 
NAZ: Nome / Endereço / ZIP 
Moos: Membro do Sexo Oposto 
MOSS: Membro do mesmo sexo 
MORF ou RUMORF: Homem ou mulher, ou são seu homem ou mulher? 
RU / 18: Você tem mais de 18 anos? 
FUM: De onde você é? 
WYCM: você vai me chamar? 
WYRN: Qual é o seu nome verdadeiro? 

As piores são: 

143, 459 ou ILU: Eu te amo 
1174: convidado para uma festa selvagem 
420: Marijuana (maconha) 
GNOC: Fique pelado no vídeo 
Gypo: Abaixe as calças 
AMEZRU: Sou fácil, é você? 
IWSN: Eu quero sexo agora 
KFY ou K4Y: Beijo para você 
KOTL: beijo na boca 
NIFOC: fique pelado na frente do computador 
RUH: Você está excitado? 
TDTM: Conversa suja 

Nem todas as siglas são ruins , não sai por ai em pânico somente porque encontrou uma sigla que não conhece nas redes sociais de seus filhos. Coloque no Google e descubra seu significado antes de sair por ai igual a uma louca. 

Algumas siglas inofensivas: 

LOL = gargalhada (laugh out loud) 
GTSY = contente em ver você (glad to see you) 
GMTA = grandes mentes pensam igual (great minds think alike) 
BRB = volto já (be right back) 
AFK = longe do teclado (away from keyboard) 
HAGN = tenha uma boa noite (have a good night) 
L8R G8R = te vejo mais tarde (later gator) 
LMHO = morrendo de rir (laughing my head off) 
POOF = saí do chat (I have left the chat) 
SYS = te vejo logo (see you soon) 
SWAK = combinado com um beijo (sealed with a kiss) 
TX = obrigada (thanks) 
WB = benvindo de volta (welcome back) 
*G* = risada ou sorriso (giggle or grin) 
*H* = abraço (hug) 
*K* = beijo (kiss) 
*W* = piscadinha (wink) 

:-) = sorriso (smile) 
:) = sorriso (smile) 
;-) = piscadinha (wink) 
:' = chorando (crying) 
^5 = toca aqui (high five) 
:-0 = chocado ou surpreso (shocked or surprised) 
^ = legal (thumbs up) 
:-( = triste/ infeliz (unhappy) 
>:-( = com raiva (angry) 
:-D = rindo (laughing) 
:-> = maldoso (devilish) 

Este artigo pode parecer exagerado para algumas pessoas, mas os perigos estão por ai, compartilhe com outros pais este artigo e converse sobre o assunto na escola de seus filhos com os educadores. Juntos podem esclarecer seus filhos sobre os perigos da internet. 

Como qualquer pai vai dizer, lidar com adolescentes e pré-adolescentes é um ato de equilíbrio . Você quer dar-lhes liberdade para explorar, mas você também precisa manter o controle sobre o que estão fazendo. 

Você conhece alguma gíria que os adolescentes usam nas redes sociais, comente abaixo para que outros pais também conheçam. 

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Entre em contato para palestras em escolas para pais e filhos sobre tecnologia. 

Vera Moraes 
Designer e Jornalista 
www.enterx.com.br

Uso excessivo de tecnologia pode afetar saúde de crianças


Thayanne Magalhães / Tribuna Independente 18 Março de 2015 - 10:49

“Essa é a geração das crianças robotizadas”, opina a psicoterapeuta Aparecida Oliveira, que chama de “filhos da hipermodernidade” os pequenos que passam mais tempo mexendo em seus aparelhos eletrônicos do que gastando energia com brincadeiras mais saudáveis.

“Hoje as crianças estão muito ligadas a brinquedos eletrônicos e acabam perdendo o melhor da infância. Esses jogos acabam causando a robotização dessas crianças, que ficam muito tempo paradas. Esse comportamento também tem influenciado no aumento de problemas de saúde como diabetes, hipertensão e obesidade. As crianças têm que correr e brincar”, explica a psicoterapeuta.

Aparecida afirma ainda que para muitos pais, esse fator tem sido cômodo, já que os adultos não estão mais encontrando tempo para brincar com seus filhos.

“A troca de amor e carinho da família está sendo trocada por um ser inanimado, sem vida. Isso pode causar transtornos de personalidade. A criança pode se tornar antissocial e deixar de conversar ou interagir com outras pessoas porque isso se torna algo chato. É mais fácil digitar no WhatsApp ou ter amigos no Facebook”.

Para a psicoterapeuta, os pais devem começar logo a se preocupar com o futuro dessa nova geração.

“A tecnologia é maravilhosa, facilitou muito a vida das pessoas, mas é preciso usar de forma saudável. As bolas, a bicicleta, as bonecas e os carrinhos estão sendo totalmente substituídos por jogos eletrônicos e as crianças têm preferido os amigos virtuais. Esse é o perigo de toda essa tecnologia. Não tem como proibir, pois essas crianças nasceram numa era digital, mas tudo tem que ter limite. É preciso que os pais observem como as crianças estão usando esses aparelhos, o que acessam na internet e quanto tempo demoram”.

TRANSTORNOS

A psicoterapeuta se diz preocupada com algumas crianças e adolescentes que já apresentam dificuldades para interpretar expressões faciais, que mesmo sem estar com um aparelho eletrônico, gesticula como se estivesse usando o celular, por exemplo, e têm dificuldade para prestar atenção e memorizar.

“Mesmo estando fora do mundo virtual, essas crianças acabam trazendo os hábitos para o mundo real. Hoje em dia já existem até clínicas para pessoas com transtornos psiquiátricos pelo ‘vício digital’ e os pais precisam ficar atentos às crianças mais tímidas e introvertidas, porque são pessoas com essas características que têm maior probabilidade de ficar dependente das novas tecnologias”, alerta.

Outro aspecto preocupante, segundo Aparecida, é a falta de leitura. A psicoterapeuta explica que é importante que os pais agucem a imaginação e a criatividade das crianças.

“Os pais precisam incentivar os filhos a lerem livros, precisam ler historinhas infantis e criar o hábito. Essa dependência tecnológica tem feito muitas crianças escreverem errado e inclusive não saber usar as palavras. Outro dia vi um menino pedindo um chocolate numa cantina e ele não sabia falar o que estava escrito na embalagem. Ele só repetis que queria aquela ‘coisa’. As crianças precisam exercitar a mente, pesquisar em livros quando for fazer um trabalho do colégio, pensar mais”.

‘Modernidade mudou estrutura familiar’

A psicoterapeuta Aparecida Oliveira explica que toda essa modernidade tem mudado o modelo de família dos anos 80.

“Os pais sentavam na mesa com os filhos e conversavam, perguntavam como tinha sido o dia na escola. A família tem ficado cada vez mais distante e as refeições se resumem em pratos esquentados no micro-ondas e cada um na sua televisão em seu quarto”.

Segundo Aparecida, essa mudança acarreta na falta de afetividade.

“Os pais de hoje em dia acham que vão compensar a ausência comprando brinquedos, mas o que a criança precisa é que o pai olhe para ela e veja do que ela precisa, que é da presença, que ele participe da vida dela, interaja, leia junto uma historinha, construa um castelo na areia da praia. É preciso um entendimento melhor de valores e criança precisa de carinho e não do brinquedo mais caro, que vai ser só mais um para acumular”.

Aparecida Oliveira afirma que a estrutura familiar é a base de tudo.

“É a partir de uma boa relação com os pais, de troca de amor e participação na vida das crianças, que elas se preparam para enfrentar o mundo”.

Alguns jogos podem estimular habilidades

Psicóloga e mãe de uma menina de 6 anos, Larissa Cabús acredita que os pais devem dosar as horas para crianças usarem os aparelhos eletrônicos.

“Existem jogos que são bons estimulantes para as crianças. Isso é comprovado. Essas crianças vivem uma era moderna e esses aparelhos estimulam suas habilidades motoras ou tecnológicas mesmo, raciocínio rápido. O problema é expor demais a criança e isso lhe causar déficit de atenção”, opina a psicóloga.

Para Larissa, um dos grandes problemas está na “guerra de egos dos pais”.

“Quando os pais querem dar estímulos demais para mostrar que seus filhos são mais espertos que as outras crianças, isso acaba prejudicando e não ajudando em nada. Alguns pais querem mostrar ‘as habilidades’ dos seus filhos aos outros de forma não espontânea ao invés de permitir que a criança se desenvolva naturalmente”, critica Larissa. 

Em relação ao impacto social que a criança pode sofrer com o excesso de uso de aparelhos eletrônicos, Larissa destaca o atraso no desenvolvimento físico.

“Essa criança certamente será a menor da sala, a nerd, e possivelmente sofrerá bullying. A tecnologia tem que ser usada como aliada no desenvolvimento e não como algo que vá prejudicar o desenvolvimento. Com a minha filha, por exemplo, eu uso a internet para tirar suas dúvidas quando ela me pergunta de onde vem as aranhas ou porquê os gatos caçam os ratos. Mostro vídeos e conversamos sobre o assunto”.

A psicóloga conta ainda que estimula a criatividade da filha com atividades que não estão relacionadas aos brinquedos eletrônicos.

“Atualmente ela tem mostrado interesse em artes e pintura e nós estudamos juntas sobre o assunto. O colégio também ajuda muito. Debatemos sobre um pintor e depois ela solta a imaginação e vai pintar, tudo por vontade própria”, relata.

“Na minha opinião, qualquer estímulo exagerado causa males. Um exemplo disso é um pai ou mãe forçar a criança a ler antes da hora. Isso pode lhe causar repúdio por livros por se frustrar ao não atingir a expectativa dos pais”, concluiu.

Saiba como controlar o uso do WhatsApp entre os adolescentes

por Giovanna Tavares - iG São Paulo
Publicada em 06/03/2015 16:03:44


Para o desespero de muitos pais, hoje em dia é quase impossível ver um adolescente sem o celular nas mãos. Em casa, na escola ou na rua, os jovens estão ativos nas redes sociais e usam e abusam dos aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp e o Messenger. Na maior parte do tempo, esse uso é irrestrito e sem qualquer tipo de controle por parte dos pais. Até que ponto a privacidade dos filhos deve prevalecer? 

Para os especialistas, a proibição total desses aplicativos é algo que não funciona na vida real. Não dá para controlar absolutamente todas as conversas dos filhos, muito menos bloquear o acesso às redes sociais. Se isso acontecer, há grandes chances de que os adolescentes encontrem brechas para usar o WhatsApp secretamente, sem que os pais desconfiem.

“Esses aplicativos já são uma realidade, não podemos ignorá-los e sabemos pelas pesquisas que muitas pessoas estão usando. Por isso, não dá para proibir. Quando o adolescente demonstra ter uma compreensão para o uso correto dos aplicativos, não tem problema nenhum liberar. Mas é importante que os pais orientem da maneira correta, para que as redes sejam benéficas de um modo geral”, aconselha a psicóloga Nayde Rezende, orientadora educacional do Colégio Mopi.

A decisão de controlar ou não esse uso deve ter relação com a faixa etária dos filhos. Até a pré-adolescência, por exemplo, o ideal é que eles disponham de uma conta no WhatsApp – ou outras redes sociais – compartilhada com os pais. Dessa maneira, é possível acompanhar de perto todas as ações e orientar os filhos sobre o que é adequado e o que não é nos bate-papos da internet.

“É muito importante que os pais façam o acompanhamento, porque é fácil perder o controle sobre os filhos. Os adultos precisam saber com quem eles estão se relacionando. Para isso, vale conhecer os grupos nos quais os adolescentes estão presentes e sugerir a criação de um grupo familiar, para contatar os filhos sempre que possível. Eles entendem essa interferência como algo positivo”, explica Raphael Barreto, coordenador geral do ensino médio da Escola Dínamis.

Conversa franca

O diálogo aberto é sempre o melhor caminho para a conscientização. Dessa maneira, os filhos não se sentem censurados pelos próprios pais e ficam mais à vontade para comentar alguma situação desconfortável nos aplicativos.

Para estabelecer essa relação de confiança, é importante respeitar a privacidade dos adolescentes, mas sem deixar de lado algumas regrinhas básicas para o uso responsável.

Na casa de Adriana Saad, o WhatsApp reina nas mãos das filhas Cintia e Bruna, de 21 e 14 anos respectivamente. Nessas faixas etárias, é utópico tentar exercer controle rígido sobre as mensagens que os filhos trocam com amigos e conhecidos. Essa, aliás, nunca foi uma das pretensões de Adriana. Para ela, respeitar a intimidade das filhas é fundamental.

“Nunca gostei de ler o diário ou de ver as mensagens que elas escrevem. Acho que é falta de respeito, e não acredito que essa postura realmente vá evitar que algo de ruim aconteça. Eu sempre orientei, conversei sobre os problemas e os cuidados que elas devem tomar. Temos uma relação de confiança, até que se prove o contrário”, conta Adriana.

Apesar de saber a senha dos celulares de Cintia e Bruna, Adriana prefere reforçar que essa atitude de invadir “o espaço privado” dos outros é errada e não deve acontecer nem mesmo dentro de casa. Com isso, Adriana acredita que consegue ter um caminho aberto com as filhas para que não exista nenhum tipo de receio em revelar o que está acontecendo e com quem estão conversando.

Colocar alguns limites também pode ajudar, principalmente quando os filhos são mais novos. Na pré-adolescência, por exemplo, é mais fácil que eles percam a noção do uso responsável e adequado dos aplicativos, o que pode atrapalhar a rotina de sono e até de estudos do adolescente.

A orientação de Adriana em casa é simples e direta: nada de mexer no celular durante as refeições ou quando estão em reuniões familiares. Ela também chama a atenção das filhas quando percebe que elas estão “perdendo” muito tempo nas conversas online.

Dicas de segurança

Orientar sobre os perigos que existem nas redes sociais e nos aplicativos de conversa também é dever dos pais. Essa orientação é o que vai estimular e influenciar o uso responsável pelos filhos. Avisar sobre qualquer conversa com conteúdo impróprio ou sobre contatos que os filhos não conhecem pessoalmente também é um cuidado a mais que os pais devem reforçar.

“A dica é conversar sobre os benefícios e malefícios desse aplicativo, como o problema do bullying. Também vale alertar sobre a questão do compartilhamento e vazamento de fotos íntimas, que a gente sabe que vem acontecendo com frequência. É tudo uma questão de valores. Se criamos nossos filhos e os orientamos de maneira acertada, não tem problema usar o WhatsApp. Não dá para ignorar os riscos que existem e deixar os adolescentes totalmente por conta própria”, ressalta Nayde Rezende.

Muitos Pais não Sabem Lidar com Cyberbullying

Publicado em 23-03-2015 16:00

Através de um levantamento feito, foi constatado que 54 por cento dos pais que vivem no Reino Unido, não teria nenhuma idéia se seu filho estava sofrendo ciber bullying, destacando que a maioria dos pais são completamente mal informados e não sabe lidar e nem reconhecer esta ameaça crescente para as crianças. As práticas de cyber ​​bullying são cada vez mais fortes na Internet e envolvem o uso de telefones celulares ou computadores para intimidar, ameaçar ou aborrecer alguém. Quase 45 mil crianças conversaram com a ChildLine sobre o bullying que sofreram no ano passado e muitos especialistas acreditam que a maioria dos jovens ainda passará por essa experiência em algum momento da sua vida. 




No entanto, apesar de cyber bullying estar em ascensão, a pesquisa da ESET também revelou que 52 por cento dos pais não teria absolutamente a mínima idéia do que fazer se seu filho estivesse sendo intimidado no mundo cibernético. Em resposta às conclusões de um novo estudo, Mark James, especialista em segurança no ESET, disse: "Cyber ​​bullying é uma ameaça crescente para as crianças; no entanto, é um território relativamente desconhecido para a maioria dos pais, porque muitos não têm experiência anterior em lidar com o problema. Outras conclusões do estudo revelaram que, quando os pais foram questionados sobre onde seu filho estaria sendo intimidado e quem seriam as pessoas que estariam fazendo isso, as respostas foram as seguintes:


- 45 por cento disse que a escola do seu filho era o palco das investidas;
- 70 por cento disse que iria entrar em contato com o site onde seu filho estaria sendo vítima de cyberbullying;
- 38 por cento disse deles que iria entrar em contato com a pessoa que estaria intimidando o seu filho.


Cyberbullying preocupa 78% dos pais, segundo aponta pesquisa

06/03/2015 | 06h05

De acordo com a pesquisa da associação Chicos.net com apoio da Disney, entre os aspectos que mais preocupam os pais brasileiros no ambiente virtual estão a possibilidade de seus filhos serem abordados por um adulto (82%) e de sofrerem cyberbullying — bullying por meio de alguma tecnologia, ou seja, uma violência sistemática realizada por meio da internet — (78%). Carolina Lisboa explica que cyberbullying pode ter o agravante do anonimato e do grande alcance, podendo tornar a criança completamente refém da exposição. 

Os pais têm papel fundamental no monitoramento do uso das redes sociais para evitar a incidência de cyberbullying e, como vítimas dificilmente relatam as humilhações a um adulto, deve-se ficar atentos aos sinais. Se a criança está mais deprimida, triste, tem dificuldade de comer, de dormir ou passou a ir mal na escola, deve-se ficar alerta.

Outra opção é buscar o apoio da escola, já que boa parte dos casos começam no colégio. A psicóloga ainda defende que os pais fiquem atentos à possibilidade de os filhos cometerem cyberbullying — estes costumam ficar mais agressivos e ansiosos. Um risco, nesse caso, é incorporar esse tipo de atitude para a vida, uma vez que na infância e na adolescência as pessoas