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terça-feira, 31 de maio de 2016

Viciados? Estudo revela que crianças e adolescentes extrapolam no tempo diante de smartphones


Recentemente o The Washington Post escreveu um artigo interessante sobre as estatísticas de utilização das redes sociais pelos adolescentes, baseado em uma pesquisa de 2015 realizada pelo Common Sense Media.

A mesma firma divulgou há pouco que os jovens estão gastando em média 9 horas por dia consumindo conteúdo em seus portáteis, e o mais alarmante é que as crianças de 8 a 12 anos estão fazendo o mesmo.

Das 15 horas que ficam acordados ao longo do dia, 6 são dedicadas à escola, e aproximadamente 9 aos smartphones, computadores ou tablets — isso é quase o dobro de tempo de uso cotidiano que um adulto faria.


O problema é que, segundo outra pesquisa feita pela Associação Americana de Transtorno da Ansiedade, o uso exacerbado de redes sociais pode ser diretamente ligado a diversos problemas seríssimos como, por exemplo, a depressão.

Além disso, a luz azul emitida pelas telas pode fazer com que o cérebro pare de produzir melatonina, aumentando as chances de insônia, distração, obesidade e câncer de próstata e mama.

As crianças também estão começando a ser afetadas por esses hábitos; o Center For Generational Kinectics fez uma análise da ”Geração Z” (crianças de atualmente) e descobriu que elas passam de duas a cinco horas por dia olhando para as telinhas...


As informações são alarmantes, pois esse tipo de comportamento pode alterar a forma como o cérebro das crianças se desenvolve, tornando-as menos capazes de se concentrar algo que, por exemplo, poderá impedi-las de ampliar seu vocabulário.

Psicólogos também afirmam que toda essas estimulação constante pode levar os jovens e crianças a algo chamado de “Síndrome da Tela Eletrônica”, algo que afeta diretamente o sistema nervoso, impedindo a habilidade de se ter um sono adequado.

Pais e responsáveis devem começar a prestar mais atenção, e dosar o uso desses aparelhos; por mais que eles reclamem, ou até tentem te envenenar, sabemos que no final das contas, vai ser algo para seu próprio bem.

Data: 27 de maio de 2016

Fonte: http://www.tudocelular.com/android/noticias/n72412/adolescentes-criancas-viciados-smartphones.html

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Mundo digital vicia como fumo, álcool e outras drogas

Médicos alertam para danos psiquiátricos entre crianças, jovens e adolescentes

Rio - Mariana, de 3 anos, mal sabia falar quando começou a usar, sozinha, o computador da avó. A menina tinha apenas um ano e meio, e deixou a mãe, Luciane Domingos, assustada ao mostrar sua intimidade precoce com a tecnologia.


Mariana tem apenas 3 anos, masmostra grande intimidade com aparelhos eletrônicos da família
Foto: Divulgação / Cacau Fernandes 

“Ela grava áudios, diz ‘bom dia’ nos grupos do WhatsApp, manda figurinhas e fotos, e as pessoas acham que fui eu. Mas é difícil controlar, às vezes ela pega o celular quando vou ao banheiro”, explica Luciane, que tenta restringir os acessos da filha aos eletrônicos.

O contato cada vez maior e frequente de crianças na primeira infância com estes dispositivos preocupa especialistas. A psicóloga da Santa Casa da Misericórdia Simone Freitas afirma que o uso das tecnologias para os pequenos pode ser tão nocivo quanto o de drogas ilícitas. “A cada ponto ganho, o cérebro da criança fica mais dependente”, aponta. Para Simone, é importante que os pais não incentivem o uso de smartphones, tablets e notebooks por crianças menores de cinco anos.

Novas formas de tratamento para a dependência de redes sociais e jogos eletrônicos, que aumenta ainda mais entre adolescentes e jovens, e preocupa especialistas, serão debatidas em um simpósio internacional sobre tabaco, álcool e outras drogas, que acontece de amanhã até sábado no Rio.

“Hoje em dia se acredita que seja considerado um problema psiquiátrico, uma dependência como outra qualquer, como álcool, tabaco, maconha, cocaína. No Brasil, esta dependência está começando agora, mas seguramente é um número que cresce cada vez mais”, afirma a psiquiatra Analice Gigliotti, que organiza o evento.

Segundo ela, determinadas pessoas são mais propensas a ficar mais dependentes. “Você começa a perceber um prejuízo do adolescente, da criança. Eles se isolam, se escondem. É uma maneira de fugir da realidade real por meio de uma realidade virtual. É uma forma de ter uma outra personalidade, ser uma outra pessoa. E isso acaba dando prejuízos reais — em sua saúde, vida acadêmica, vida afetiva, relações sociais”, explicou.

Prejudicam a criançada

A psicóloga Simone Freitas alerta que os eletrônicos podem influenciar no desenvolvimento social e cognitivo das crianças, que necessitam mais da presença dos pais do que dos smartphones. 

“O importante é que os pais não entreguem isso às crianças, no lugar da atenção que eles mesmo devem oferecer a elas”, completa Analice Gigliotti. 

Para ela, a internet e as redes sociais não são necessariamente prejudiciais. “Não tem como você impedir que crianças tenham acesso a isso, mas limitar o uso de internet em uma ou duas horas por dia já ajuda”.

Para a especialista em Gestão e Planejamento Educacional Infantil Ester de Carvalho o uso de smartphones é nocivo ao aprendizado. “Tenho alunos que acessam redes sociais, mas não sabem ler corretamente”, lamenta Ester, que trabalha com crianças de 3 a 14 anos.

Fonte: http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2015-11-11/mundo-digital-vicia-como-fumo-alcool-e-outras-drogas.html

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Crianças ganham celular com 8 anos e o uso vira problema sério nas escolas

Segundo pesquisa, 100% das escolas já tiveram problemas com o uso inadequado do celular.


Foto: Divulgação/Ilustração

Na América Latina, 60% das crianças ganham o primeiro celular aos 12 anos, mas no Brasil, a média de idade dos filhos que são presenteados com o aparelho é de 8 anos.

Em uma pesquisa realizada pelo Instituto iStart, 100% das escolas ouvidas alegaram já ter passado por incidentes envolvendo o uso inadequado de celular entre alunos.

Todas também afirmam que a grande maioria ou todos os alunos da escola têm o aplicativo de troca de mensagens WhatsApp e que já tiveram problemas com alunos que tiraram fotos dos colegas e compartilharam em redes sociais. 

De acordo com o estudo, os incidentes mais comuns são: cyberbullying (75%), distração, dispersão e interferência no andamento da aula por conta do manuseio do celular (56,25%) e a exposição de intimidade com o compartilhamento de imagens íntimas de menores de idade (31,25%).

Patricia Peck Pinheiro,  fundadora do Instituto iStart, destaca o poder que os celulares têm e recomenda: “Os pais devem alertar seus filhos sobre os riscos. Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)‎, a criança, que é o menor até 12 anos incompletos, não pode ficar desacompanha de um adulto, seja em casa, na rua tradicional ou na Internet. Sempre tem que haver um adulto responsável supervisionando e assistindo."

Por IG São Paulo | Publicada em 09/10/2015 12:23:02

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/2015/10/09/criancas-ganham-celular-com-8-anos-o-uso-vira-problema-serio-nas-escolas

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Pesquisa revela que 83% das adolescentes brasileiras têm smartphone

Levantamento nacional feito pela CAPRICHO também mede o grau de engajamento delas como consumidoras; hiperconectadas, a maioria delas não sai do quarto.

FONTE/AUTOR.: CAIO MARTINS | DATA: 29/09/2015



A difusão das plataformas mobile e das redes sociais é a principal raiz de um traço marcante entre as adolescentes de hoje: é na comodidade de seus quartos, e não em ambientes externos, que elas desenvolvem a sociabilidade e constroem uma identidade. Esta é a principal conclusão da pesquisa 101 Quartos, realizada pela CAPRICHO, que revela que as principais atividades ligadas à afirmação da personalidade — como escolher os melhores looks, experimentar produtos de beleza, assistir às suas séries favoritas e interagir com amigos e colegas — se passa principalmente no quarto.

A pesquisa é composta de dois levantamentos — o primeiro, quantitativo, entrevistou 4.747 adolescentes entre 14 e 17 anos das classes A (22%), B (60%) e C (18%); já o segundo, qualitativo, consistiu em visitas aos quartos de 101 adolescentes, presencialmente e por Skype.

Segundo a pesquisa, 100% das entrevistadas têm conexão no quarto e a grande maioria, 83%, tem um smartphone, enquanto 48% têm um computador só delas. Conectadas a maior parte do tempo e trocando dicas e informações por mídias sociais, elas são consumidoras ativas e bem informadas. A maioria (61%) afirma ter um conjunto de make “só delas”. Alguns produtos, mostra a pesquisa, são regra entre as adolescentes: 90% usam máscara para os cílios, 70% usam batom e 64% aplicam pó. O financiamento desse consumo, em grande parte, provém da renda dos pais. Metade das entrevistadas não tem mesada e 54% não têm cartão de crédito — apenas 10% delas trabalham.

Quarto representa segurança

A revista aponta que a conectividade “arejou” o quarto, que assim deixou de ser um espaço confinado e atrelado à família. Dessa forma, as adolescentes podem interagir com outras pessoas e construir suas personalidades onde se sentem protegidas: o quarto atenua os riscos existentes no ambiente externo, como a violência, crime, a exposição física e o custo do deslocamento. Há de se considerar também o momento em que elas atravessam: na passagem para o ensino médio, elas são transferidas de escolas de bairro para colégios em uma região afastada e não familiar, obrigando a adolescente a encontrar novos espaços de convivência e interesse.

O resultado dessa nova configuração, entretanto, é um alto grau de sedentarismo: 70% das entrevistadas confessam que não praticam atividades extras. As principais atividades que se passam no quarto, segundo elas, são estudar, assistir a séries, ler e acessar a Internet.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Crianças a partir de 8 anos já trocam fotos nuas

Jovens também utilizavam aplicativos para mandar mensagens com conteúdo sexual, prática conhecida como "sexting"

Data: 31/08/2015

A polícia de Gales do Sul, na Inglaterra, fez uma descoberta alarmante: crianças a partir de oito anos já estão tirando fotos peladas e mandando mensagens com conteúdos sexuais por meio de aplicativos de celular. As informações são do Mirror .

De acordo com a polícia de Gales do Sul, 65 crianças já foram pegas mandando mensagens e fotos explícitas nos últimos dois anos | Foto: iStock

Autoridades começaram a se preocupar com o aumento no número de crianças de escolas primárias que estão usando seus celulares para mandar fotos peladas por aplicativos como o Snapchat. E organizações especializadas em crianças alertam que essa é só a ponta do iceberg.

De acordo com informações fornecidas pela polícia de Gales do Sul, 65 crianças já foram pegas mandando mensagens e fotos explícitas nos últimos dois anos. Mas as autoridades temem que esse número ao redor da Inglaterra seja ainda maior, chegando aos milhares.

Pesquisas galesas mostram que garotas são mais propícias a enviarem fotos peladas: nos casos reportados, 40 eram meninas e 25 meninos. A polícia também descobriu que jovens entre oito e 17 anos são os que mais praticam essas atividades, sendo 14 anos a idade mais popular para isso.

Apesar da maioria ter utilizado aplicativos de mensagens para enviar as fotos, outros utilizaram redes sociais como o Facebook, Kik e Camfrog.

Oficiais disseram que os jovens foram advertidos sobre seu comportamento enquanto outros foram encaminhados para o serviço social ou terão que completar um programa de justiça restaurativa.

Como manter os jovens em segurança? 

Em resposta a essa “moda” alarmante, a polícia de Gales do Sul criou uma iniciativa com as escolas locais. Segundo um porta-voz, “nós trabalhamos próximos às escolas quando o problema é o ‘sexting’, repassando lições sobre o assunto”. “Essas aulas têm sido bem recebidas e explicam a definição de consenso e a possível ficha criminal que o ‘sexting’ pode causar”, afirma.

Des Mannion, da instituição NSPCC, alertou que os números de “sexting” na infância podem ser maiores do que se imagina. “Essas estatísticas são apenas a ponta do iceberg, porque a polícia não tomará conhecimento de casa caso”, explica. “O ‘sexting’ é cada vez mais uma característica das relações entre adolescentes e as crianças assumem riscos online que às vezes nem imaginam”.

Zoe Hilton, da Agência Nacional de Crime (NCA na sigla em inglês), alerta que jovens consideram o ‘sexting’ como algo normal. “Com smartphones, tablets e novos aplicativos surgindo o tempo todo, esse comportamento é bem normal para adolescentes. Mas pode ser preocupante para a mãe e o pai que não sabem o que fazer quando as coisas dão errado”, afirma.

Para tentar ajudar em casos como esses, a NCA lançou um junho uma campanha para conscientizar os pais e ajudá-los a lidar com essas situações. A chefe da NCA revela que, em média, eles recebem uma denúncia por dia envolvendo problemas com “sexting”.

De acordo com o porta-voz da NSPCC, “elas (crianças) não pensam muito nas consequências. Normalmente (as fotos) são enviadas para uma namorada ou namorado, mas essas imagens podem rapidamente se espalhar pela escola inteira ou no ambiente digital”.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/nudes-criancas-de-8-anos-estariam-trocando-fotos-pelo-celular,7a71e5401dd95113097a29e6d50b51fai69zRCRD.html

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Veja resultado de pesquisa sobre o comportamento de crianças e adolescentes na Internet

05/08/2015 às 11h03min - Atualizada em 05/08/2015 às 11h03min


Reprodução/Internet
O acesso à Internet tem sido cada vez mais precoce, segundo o Cetic.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil). Mas qual tem sido a relação das crianças com a rede? Elas são capazes de reconhecer os riscos desse ambiente digital? Essas são algumas das perguntas respondidas pela edição 2014 da pesquisa anual sobre o uso da internet no Brasil.

No levantamento do Cetic.br, foram entrevistados 2.015 crianças e adolescentes usuários de Internet com idades entre 9 e 17 anos em todo o território nacional, entre outubro de 2014 e fevereiro de 2015.

Veja abaixo dez dados sobre o comportamento desses brasileirinhos.

82% navegam pelo celular diariamente; os smartphones correspondiam a 53% dos acessos (contra 71% de desktops), em 2013

22% ainda usam as velhas lan houses para ter acesso à rede; em 2012, o índice era de 35%

73% apontam as redes sociais como a principal atividade no ambiente virtual. O Facebook é a rede preferida e conta com o perfil de oito em cada 10 jovens entrevistados (78%)

43% das crianças entre 9 e 10 anos que acessam a internet tem um perfil em alguma rede social. Entre a faixa de 11 a 12 anos, o número sobe para 68% e entre 13 e 14 vai para 88%. Quanto mais alta a classe social, maior o número de jovens com perfil nas redes sociais (85% nas classes A e B e 69% na classe D e E)

32% admitiram mentir a idade para poder entrar no Facebook, que permite que apenas pessoas com mais de 13 anos façam o cadastro na rede social.

52% informaram que seus perfis são públicos, ou seja, podem ser vistos por qualquer pessoa. Se somarmos ao número de perfis "parcialmente privados", o número chega a 64%. Além disso, 30% informaram o telefone, 17% o endereço e 46% a escola onde estudam

13% adicionaram quem não conheciam nas redes sociais e 29% já teve contato pela Internet com quem nunca viu antes. Quando questionados se já encontraram com alguém que conheceram na Internet, 13% responderam que sim

9% receberam pedidos de foto de partes íntimas ou conversas de conteúdo sexual pela Internet. Entre os jovens de 14 a 17 anos, o número é de 14%. 15% já acessaram sites para adultos com conteúdo pornográfico e 47% disseram ter visto imagens e vídeos com conteúdo sexual em redes sociais nos últimos 12 meses

15% dos entrevistados entre 11 e 17 anos disseram que já foram tratados de forma ofensiva na internet. O número sobe para 20% na faixa dos 15 aos 17 anos. Dois em cada 10 já encontrou mensagens de ódio contra uma pessoa ou grupo de pessoas. Entre 15 e 17 anos, o número é de 27%

63% seis em cada dez crianças e jovens brasileiros que usam a rede admitem que não seguem as orientações dadas pelos pais.


Fonte: Fonte: Uol Tecnologia

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Com quantos anos uma criança pode ter um smartphone?


Data: 10/08/2015 21:10 | Por Leigh Weingus, do Brasil Post

Criança usando celular
Estudo indica que 56% dos pais de crianças entre 8 e 12 anos deram um celular para os filhos

Você quer saber se chegou a hora de dar um celular para seu filho? Normal. Faz sentido que você queira que seu filho esteja conectado com você 24 horas por dia. Além do mais, muitas crianças têm celular.

Infelizmente, o uso de celulares está associado a diminuição da atenção, dores nos punhos e problemas de sono.

A chave para evitar esses problemas é fazer um uso consciente do aparelho, o que exige um nível de responsabilidade e autocontrole que só vem com a idade. Como decidir se chegou a hora?

Conversamos com John Breyault, da Liga Nacional dos Consumidores. Em 2012, ele trabalhou num estudo sobre crianças e celulares.

O estudo indicou que 56% dos pais de crianças entre 8 e 12 anos deram um celular para os filhos, mas Breyault afirma que é difícil recomendar uma idade específica.

“Não acho que exista uma hora ‘certa’ para uma criança ter um celular. Os pais é que devem decidir se ela está pronta para essa responsabilidade”, disse Breyault ao The Huffington Post.

“Algumas perguntas que os pais devem se fazer incluem: ‘Por que meu filho precisa de um celular?’ e ‘Será que ele é maduro o suficiente para usar o telefone de maneira responsável, sem acessar ou enviar conteúdos inadequados?’.

Fazer essas perguntas (para si mesmo e para seus filhos) antes de sair às compras pode evitar dores de cabeça na hora de escolher o aparelho e o plano certos, além de garantir que o celular será usado da forma certa”.

Também consultamos Michael Rich, professor da Escola de Medicina de Harvard e fundador e diretor do Centro de Mídia e Saúde da Criança no Hospital da Criança de Boston.

Rich estudou extensivamente o impacto da mídia nas crianças. Eis o que você precisa saber sobre celulares e crianças:


Quando seu filho precisa de um smartphone?


A função mais importante do aparelho é manter a criança em contato com os pais. Apesar de “tecnicamente” seus filhos nunca precisarem de um smartphone, você decide qual é a hora certa.

“Como toda mídia, de TVs a computadores, celulares são ferramentas”, disse Rich ao The Huffington Post.

“Elas são eficazes para certas tarefas, e as crianças só ‘precisam’ de celulares quando eles forem a melhor ferramenta para determinada tarefa, como ligar para casa depois de um treino para os pais irem buscá-la.”


Quais são os potenciais problemas?


Como mencionado acima, há vários problemas associados ao uso de smartphones. “Há muita preocupação em relação a atividades danosas, como o cyberbullying e as mensagens de texto de caráter sexual”, explica Rich.

“O maior risco para o bem estar e o desenvolvimento de longo prazo é que as crianças se distraiam das pessoas e experiências reais.”


E os benefícios? 


O smartphone tem seu lado bom. Como nota Rich, o que importa não é o telefone, mas sim de como ele é usado.

“Se as crianças aprendem a fazer um uso consciente, focado e efetivo do aparelho e não distraem de experiências mais produtivas e significativas, os smartphones podem ser usados sem maiores riscos”, afirma Rich.

Antes de tomar a decisão, tenha uma conversa.

Se você tem planos de comprar um celular para seu filho no futuro próximo, certifique-se de estabelecer as regras primeiro. Se você não quer que ele use certos aplicativos, por exemplo, deixe isso claro.

“Os pais têm de mostrar para as crianças qual é o uso correto do celular, e qual é o uso incorreto, além das consequências do mau uso.”

Apesar do que você possa ter ouvido, o mundo não vai acabar se seu filho tiver um smartphone. Basta deixar as regras bem claras.

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/com-quantos-anos-uma-crianca-pode-ter-um-smartphone

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Uso da Internet móvel por jovens faz crescer o desejo de vigilância por pais


O Globo | Data: 29/07/2015


Divulgada nesta terça-feira, a pesquisa TIC Kids 2014, do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), apontou a consolidação do celular como principal ferramenta de conexão à rede pelos jovens brasileiros, com 82% desses usuários fazendo uso do dispositivo para esse fim — índice superior até mesmo ao uso de PCs. E, diante dos desafios trazidos por essa dinâmica ao cuidado dos filhos, muitos pais dizem ver um aumento no apelo do uso de aplicativos de monitoramento remoto na para manter os filhos longe de possíveis perigos on-line.

Mas enquanto psicólogos e especialistas em segurança digital reconhecem a utilidade dessas ferramentas na criação dos jovens, principalmente os menores, esses profissionais também ressaltam a importância de que seu uso não se sobreponha ao diálogo familiar.

Mãe do carioca João Pedro, de 10 anos, Cláudia Herdina conta que, preocupada com possíveis conteúdos impróprios que podem chegar ao filho pela internet móvel, ela verifica diariamente o que ele acessa pelo aparelho e não descarta instalar um programa para acompanhar melhor o uso que o jovem faz da tecnologia.

— Tenho acesso a todas as senhas dele, e, antes de dormir, sempre dou uma olhada no seu celular para me certificar que ele não está fazendo nada que não deve, ou recebendo mensagens de desconhecidos. E só não instalei um app de monitoramento ainda porque não tive tempo para escolher um. A gente sempre teme passar um pouco do limite da proteção, mas eu prefiro errar para mais do que para menos.

Confira os principais resultados da TIC Kids On-line 2014

A dinâmica é semelhante na casa de Viviane Ferreira, mãe de Nicole, também de 10 anos, que ganhou um smartphone no ano passado.

— Costumo verificar quais grupos ela faz parte no WhatsApp, como ela costuma se comportar trocando mensagem com os amigos, o que costuma receber, essas coisas. Às vezes, ela fica com um pouco de vergonha, mas acaba me mostrando assim mesmo. Procuro sempre o diálogo, mas esse mundo conectado acaba sendo um desafio no cuidado com os filhos — afirma Ferreira.

PROCURA POR SOLUÇÕES CRESCE

De olho no fenômeno, as companhias de segurança digital vêm aumentando a sua oferta de soluções de controle parental, que dão aos pais poderes para, por exemplo, impedir o acesso a determinados conteúdos, receber notificações no caso de tentativas de visualização de sites indevidos, acompanhar o tempo passado pelo jovem em redes sociais e até supervisionar mensagens de texto e vídeos visualizados no YouTube.

É o caso do Norton Family: Parental Control, desenvolvido pela Symantec. Especialista em segurança digital da companhia, Nelson Barbosa Jr. diz que a procura pela solução vem aumentando, e que a importância de seu uso por pais vai além de impedir que os filhos acessem conteúdos impróprios.

— O acesso a dispositivos móveis ocorre cada vez mais cedo entre as crianças, e esses jovens muitas vezes não têm o discernimento para saber se estão se colocando em um perigo real a partir do ambiente virtual. Eles podem não ter a malícia para perceber, por exemplo, se há alguém se passando por outra pessoa falando com eles pela internet. É aí que entra a importância dessas soluções.

A Trend Micro é outra que tem apostado no segmento. Presente em alguns de seus produtos, a sua ferramenta de controle parental permite que pais bloqueiem o acesso de sites específicos em smartphones e tablets.

— A figura de criminosos e de pedófilos que varrem a internet em busca de vítimas é real e frequente. No território de jogos on-line ou móveis, extremamente populares entre crianças e adolescentes, temos um outro tipo de criminoso, que se utiliza de iscas para infectar os dispositivos com malwares que podem roubar as informações pessoais — afirma André Alves, especialista de segurança da informação da Trend Micro.

Na Coreia do Sul, o próprio governo lançou no mês passado um aplicativo gratuito do tipo, o Smart Sheriff. Nos EUA e na Europa, para além das companhias de segurança digital, são as operadoras de telefonia que oferecem ferramentas de controle parental em opções gratuitas e pagas. No Brasil, as soluções são amplamente disponíveis, porém sem nenhuma obrigatoriedade oficial sobre a sua oferta por lojas de telefonia.

CONVERSA AO INVÉS DE BLOQUEIO

Mas, diante do elevado grau de monitoramento que essas ferramentas permitem, até que ponto o seu uso em nome da segurança dos jovens se justifica? Para o psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de educação da ONG Safernet, esse tipo de recurso jamais pode se sobrepor ao diálogo familiar, ou ser usado escondido dos filhos.

— Ao invés de monitorar, os pais devem procurar mediar o uso da tecnologia pelo jovem, e isso só pode ser feito por meio do diálogo. Na minha percepção, essas ferramentas que limitam e registram o uso dos dispositivos só são realmente importante no caso de crianças pequenas, abaixo dos 7 ou 8 anos. Já para os jovens maiores, é importante desenvolver junto a eles um senso de responsabilidade no uso da tecnologia — afirma Nejm.

Acostumada a observar os conflitos entre pais e filhos oriundos do uso da tecnologia, Verônica Portugal, coordenadora educacional do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, diz que o controle, por si só, pode prejudicar mais do que proteger os filhos.

— O vigiar é quando você espiona. Quando você monitora, você está acompanhando e orientando. Esse processo tem que ser conversado, do contrário a relação de confiança não é construída. E o responsável que só tenta controlar o jovem, acaba evitando que ele construa uma autonomia que é necessária.

Fonte: http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?noticia=Uso_da_internet_movel_por_jovens_faz_crescer_o_desejo_de_vigilancia_por_pais&edt=0&id=8728