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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pesquisa mostra que apenas 37% dos pais se preocupam com vida digital dos filhos


Uma pesquisa da Kaspersky Lab revela que apenas 37% dos pais estão preocupados com o que seus filhos podem acessar na Internet. O aumento de dispositivos conectados na rede e disponíveis na família não mudou muito a percepção em relação ao conteúdo que as crianças possam ser expostas, seja ele inadequado ou explícito.

Há mais crianças e adolescentes usando smartphones, games e tablets, mas a atenção dedicada ao comportamento na rede é inversa. Outros dois números comprovam o descuido: 36% dos pais estão atentos à comunicação dos filhos com estranhos e 34% temem o bullying virtual.

Veja outros números que tratam do comportamento dos pais em relação à vida digital dos seus filhos:

  • 38% conversam sobre os perigos da Internet;
  • 27% verificam o histórico de navegação;
  • 21% estão conectados às redes sociais dos filhos.

No quesito segurança, a situação também não é muito animadora. O estudo mostra que somente 26% dos pais utilizam algum tipo de software de controle das atividades on-line. 

E entre aqueles que não usam programas que limitam o acesso a determinados conteúdos na rede, 21% acreditam que as crianças devem aprender sozinhas a usar a Internet com segurança.

Número de vítimas na rede

A pesquisa foi além e investigou o número de vítimas de alguma ameaça digital. De acordo com o levantamento, 41% das crianças estiveram expostas a intimidações no período de um ano anterior ao estudo. As ameaças englobam conteúdo inadequado, bullying virtual, contato com pessoas perigosas, acesso a pornografia, entre outras.

Para Andrei Machola, chefe de negócios ao consumidor da Kaspersky Lab, "os pais precisam ajudar seus filhos a conhecer melhor os computadores e implantar métodos de segurança". A consciência do perigo on-line é a melhor solução para evitar que os filhos sejam vítimas de algum crime.

Por Redação | 11.08.2017 às 17:18

Imagem: Getty Images

Fonte: https://canaltech.com.br/internet/pesquisa-mostra-que-apenas-37-dos-pais-se-preocupam-com-vida-digital-dos-filhos-98774/

terça-feira, 11 de outubro de 2016

9 dicas para segurança das crianças na internet

30% das crianças passam de duas a cinco horas por dia utilizando dispositivo móvel em atividades como assistir vídeos (62%), mídias sociais (59%) e trocar mensagens (47%).



De acordo com estudo da Intel Security, realizado no ano passado, quase metade das crianças e adolescentes brasileiros admite esconder suas atividades on-line dos pais (48%) e mudar seu comportamento quando sabem que os pais estão vigiando (33%). Entre as técnicas mais usadas pelas crianças para esconder o que fazem estão: apagar o histórico do navegador (23%), apagar mensagens (20%), usar um dispositivo móvel em vez de laptop ou desktop (17%) e minimizar o navegador quando adultos estão por perto (16%).

Outro dado preocupante é que quase 30% das crianças passam de duas a cinco horas por dia utilizando dispositivo móvel em atividades como assistir vídeos (62%), mídias sociais (59%) e trocar mensagens (47%).

José Matias Neto, diretor de suporte técnico da Intel Security, comenta que é muito importante que os pais estejam atentos e acompanhem todos os passos das crianças na internet. “Além de ameaças tecnológicas, como malwares, existem ameaças muito piores, como contato com desconhecidos e mesmo agressões virtuais, como o cyberbullying. Muitas vezes, os pais acreditam que os filhos sabem mais de tecnologia do que eles próprios e acabam não dando a devida atenção à exposição e ao comportamento que a criança tem no mundo virtual”, explica Matias.

A Intel Security sugere nove dicas para proteger as crianças na internet.

1. Conecte com seus filhos. É muito importante falar casualmente e frequentemente com as crianças sobre os riscos on-line, e certificar-se que as linhas de comunicação estejam sempre abertas. Comente sobre notícias relevantes ou casos que tenham acontecido na escola ou com pessoas conhecidas.

2. Crie regras. Dependendo da idade da criança é importante definir um limite de tempo para jogos e passatempos na Internet. Também é importante usar ferramentas para bloquear o acesso a conteúdos inapropriados para a idade.

3. Alerte sobre a importância das senhas. Para mostrar amizade e confiança, as crianças podem compartilhar suas senhas de mídia social com amigos ou conhecidos. Amigo ou não, esta é uma prática perigosa e as senhas jamais devem ser compartilhadas.

4. Leia os comentários dos aplicativos usados pelas crianças. Ao conhecer mais sobre os aplicativos como restrições de idade e comentários de clientes, você estará mais bem preparado para avaliar se um aplicativo pode ser adequado para o seu filho.

5. Ganhe acesso. Os pais devem ter as senhas para contas de mídia social dos filhos, assim como as senhas dos dispositivos.

6. Amplie seu conhecimento em tecnologia. Busque informações sobre redes sociais, dispositivos e jogos mais populares.

7. Crie contas nas redes sociais. Tenha contas nas redes sociais que as crianças usam. Ficar bem informado é uma forma importante para entender como elas funcionam e como as crianças se comportam nesses ambientes.

8. Fique atento ao cyberbullying. A possibilidade de anonimato com a criação de perfis falsos nas redes sociais pode fazer com que as crianças tenham comportamento cruel e inadequado com outros colegas. Fique atento se a criança não está sendo alvo de bullying virtual ou se ela não o está cometendo.

9. Instale uma solução de segurança em todos os dispositivos. Mantenha sempre soluções de segurança abrangentes instaladas e atualizadas em todos os dispositivos usados pelos seus filhos, sejam computadores, tablets ou smartphones. Utilize as ferramentas de controle parental para bloquear sites e aplicativos inadequados e para controlar o que as crianças fazem na internet.

Autor: Redação
Fonte: IT Forum 365
Publicado em 10 de Outubro de 2016 às 09h02


Fonte: http://www.itforum365.com.br/noticias/detalhe/121551/9-dicas-para-seguranca-das-criancas-na-internet

Uso de eletrônicos em excesso atrasa desenvolvimento infantil, diz Unicamp

Estudo foi feito com crianças de 8 a 12 anos, na região de Campinas. Pesquisadora se surpreendeu com o tempo gasto com os aparelhos.



Um estudo da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, em Campinas (SP), concluiu que as crianças que usam aparelhos eletrônicos sem controle e não brincam, ou brincam pouco, no "mundo real" podem ter atraso no desenvolvimento. A pesquisa foi realizada com meninos e meninas de 8 a 12 anos de idade, que ficam de quatro a seis horas diante das telas de computadores, tablets, celulares e videogames.

Para a pedagoga Ana Lúcia Pinto de Camargo Meneghel, que desenvolveu o estudo na FE durante o mestrado na linha de psicologia da educação, as crianças que se enquadram neste perfil acabam não brincando e nem tendo uma rotina, o que afeta no ritmo de construção do desenvolvimento cognitivo.

Ao todo, 21 meninos e meninas de uma escola particular na região de Campinas (SP) passaram por testes para avaliar as capacidades que eles precisam ter para, inclusive, aprender bem o conteúdo ensinado na escola. Para a surpresa da pesquisadora, de todas as crianças, apenas uma mostrou as habilidades esperadas para essa faixa.

"Apenas uma criança, de 12 anos, tinha construído as noções lógico-elementares, que seriam as noções matemáticas e a noção de espaço", afirma a pesquisadora da Unicamp.

Brincar aumenta a criatividade

O uso de eletrônicos em si não é exatamente o problema, segundo a pesquisa, mas sim a falta de brincadeiras no "mundo real".

"O mais importante é eles brincarem. Num parquinho, na piscina, na escola. Precisa oferecer para essas crianças atividades criativas. Atividades que eu vou buscar, que eu tenha curiosidade". explica Ana Lúcia.

Moradora de uma chácara em Vinhedo (SP), Isabella Bracalente, de 9 anos, aproveita para subir em árvores e explorar brincadeiras, como andar de bicicleta, patins e pular corda.

"Eu acho que só ficar no tablet o dia inteiro, a gente não desenvolve a nossa criatividade. Por isso que eu gosto de brincar", conta a menina.

Segundo a pesquisa, quando a criança brinca, faz uso das operações infralógicas, que garantem noção operatória de espaço, tempo e causalidade. Um exemplo é uma brincadeira simples de entrar debaixo de uma cadeira. A criança precisa viver a experiência para saber se cabe naquele espaço ou não.

Crianças foram entrevistadas

A pedagoga e pesquisadora Ana Lúcia conversou com as crianças e todas afirmaram ter pelo menos quatro aparelhos eletrônicos em casa. Sobre brincadeiras na rua, os meninos e meninas responderam que não brincavam porque os pais não deixavam, por ser perigoso.

Sobre a prática de atividades físicas, das 21 crianças avaliadas, 14 afirmaram que não praticavam nenhuma. As que disseram sim, afirmaram fazer natação, uma ou duas vezes na semana.

A pesquisadora percebeu em outros questionamentos, sobre o que as crianças fazem quando não estão na escola, que muitas não conseguem descrever suas rotinas.

Dificuldades para medir espaço

Entre os testes desempenhados, as crianças tiveram que montar uma torre com peças de madeira em uma mesa e depois outra no chão, com peças diferentes. A ideia é que construíssem torres de igual tamanho. Elas tiveram dificuldades para medir as duas.

Em outra prova, a pesquisadora avaliou a perspectiva. Com a ajuda de uma maquete de casas e fotos de diversos ângulos da maquete, muitas das crianças não conseguiram definir as posições das casas. Ana Lúcia concluiu que essas crianças ainda não tinham desenvolvido a noção de espaço.

E em atendimentos psicopedagógicos, verificou que as crianças sem oportunidade de brincar, explorar e que passam horas diante dos aparelhos eletrônicos, apresentaram dificuldade na hora de organizar os pensamentos. Foi difícil, por exemplo, montar contas matemáticas no papel com um número embaixo do outro.

29/09/2016 11h50 - Atualizado em 29/09/2016 11h50

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Crianças mentem sobre a idade nas redes sociais



O estudo Connected Kids, elaborado pela Kaspersky Lab e pela iconKids & Youth, revela que as crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 16 anos não só estão viciadas em comunicar através das redes sociais, como também têm comportamentos muito perigosos nas mesmas, colocando-os a eles próprios e ao resto da família em perigo.

As crianças, hoje em dia, dependem da Internet para se conectarem e comunicarem com as outras pessoas e este fenômeno intensifica-se à medida que vão crescendo. Embora as redes sociais permitam que os jovens se mantenham em contacto uns com os outros, também os tornam extremamente vulneráveis devido à maior exposição a que os colocam.

As crianças que querem fazer parte do grupo de pessoas que utilizam as redes sociais podem acabar por compartilhar demasiada informação pessoal nas mesmas. Muitos deles acabam por fazê-lo sem sequer perceberem que a informação que compartilham pode ser vista e utilizada por pessoas perigosas. Cerca de 66% compartilham o nome da escola que frequentam, 54% compartilham os lugares que visitam e um em cada cinco (22%) expõem as suas casas.

Esses compartilhamentos por parte das crianças fornecem uma quantidade de informação relevante aos criminosos da qual estes podem tirar vantagens. Um terço das crianças (36%) revelam informações sobre atividades dispendiosas que os pais concretizam, 33% partilham qual o emprego dos mesmos e um quinto (23%) conversam sobre os salários que os pais recebem.

No entanto, os riscos podem ainda ir mais além se considerarmos que um terço das crianças (31%) está preparada para mentir sobre a sua idade on-line. Cerca de 17% das crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 16 anos fingem ser mais velhas do que são e, uma em dez (10%) altera a idade dependendo da rede social que está utilizar.

Nos casos mais preocupantes, este cenário pode colocar as crianças numa posição vulnerável e deixá-las mais próximas de abordagens inapropriadas por parte de determinados adultos, que podem pensar que estão a falar com pessoas da sua idade, bem como expostas a conteúdos impróprios para a sua verdadeira idade.

A Kaspersky Lab aconselha os pais a falar com os filhos sobre as suas experiências e preocupações assim como explicar porque é que a utilização das redes sociais é aconselhável para pessoas com mais de 13 anos.

Os pais devem encorajar a criatividade das crianças online e fazer publicações em conjunto antes que elas as façam sozinhas. Encorajá-los a mostrar que opções ou novas aplicações existem, especialmente se estiverem relacionadas com privacidade.

De vez em quando imprimir o perfil que têm on-line, já que os conteúdos on-line quando impressos assumem um aspecto totalmente diferente.

Via Kaspersky Lab.

Por LUIS VEDOR | 17 JULHO, 2016

Fonte: http://www.pcguia.pt/2016/07/criancas-mentem-sobre-a-idade-nas-redes-sociais/

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Crianças mentem nas redes sociais e compartilham muitas informações sigilosas

Um estudo recente mostra que cerca de 35% dos utilizadores entre os oito e os 16 anos não concebem sequer a ideia de viverem sem redes sociais, além de terem comportamentos on-line que colocam em risco a sua segurança.

14-07-2016 17:47




O estudo Connected Kids, elaborado pela empresa de segurança Kaspersky Lab e pela iconKids & Youth, revela que cerca de 31% das crianças de todo o mundo estão dispostas a mentir sobre a sua idade quando utilizam redes sociais on-line. Mais: uma em cada dez altera a informação referente à idade em função do site que está a visitar, ao passo que 17% desse conjunto finge ser mais velho do que realmente é.

A pesquisa visa os menores com idades entre os oito e os 16 anos e indica outro fato que justifica a preocupação da maioria dos pais e educadores sobre a utilização da internet: cerca de 35% das crianças afirmam que não estão dispostas a viver sem utilizar as redes sociais.

O documento refere que “as crianças não só estão viciadas usar as redes sociais, como também têm comportamentos muito perigosos nas mesmas, colocando-os a eles próprios e ao resto da família em perigo”. Cerca de 66% dos entrevistados confessa compartilhar o nome da escola que frequentam, enquanto 54% revelam os locais que mais visitam no seu dia a dia. Por outro lado, 22% expõe claramente a sua morada de residência nos seus perfis de redes sociais.

“Por vezes as crianças não veem perigos nas conversas que mantêm on-line – estão disponíveis, não têm medo e são muito comunicativas. E é precisamente por isto que os pais têm de alertar sobre os perigos desta exposição. Soluções de segurança como o Kaspersky Safe Kids podem ajudar a monitorar constantemente as mudanças nas listas de amigos e nas publicações efetuadas pelas crianças, para que seja possível elevar os índices de segurança”, garante Alfonso Ramírez, diretor geral da Kaspersky Lab Iberia.

Fonte: Sapotek

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Ensine as crianças a navegar em segurança na Internet

As crianças passam, em média, sete horas por dia em frente a uma tela.


Num artigo publicado pelo World Economic Forum, afirma-se que o volume de informação circulando aumenta a cada dia que passa e o fenômeno do digital é capaz de gerar tanto inúmeras possibilidades como incertezas, sobretudo para as crianças que estão no centro destas transformações. Segundo um estudo de 2015 da mesma entidade, estima-se que, em 2025, cerca de 90% da população mundial esteja conectada à Internet. 

O ritmo do crescimento e das mudanças tecnológicas é frenético. Os especialistas falam numa eminente quarta revolução industrial potenciada pela inteligência artificial e pelo uso frequente da Internet nos dispositivos do quotidiano (internet of things), que conduzirá certamente a uma fusão do mundo físico e digital.

A televisão, o computador, as consolas de jogos, os telemóveis – todos estes objectos disputam a atenção das crianças. Hoje em dia, o impacto digital e dos media em idades mais jovens é preocupante e, segundo a American Academy of Pediatrics, as crianças passam uma média de sete horas diárias em frente às telas de qualquer que seja o dispositivo tecnológico.

O contato excessivo com aparelhos digitais é um fator alarmante tanto para os pais como para as respectivas crianças. Estudos demonstram que problemas de atenção, dificuldades escolares, distúrbios alimentares e de sono e até comportamentos desviantes são resultantes deste uso desmesurado das tecnologias por parte dos mais jovens.

Desta forma, os pais devem estar atentos e monitorar a rotina tecnológica dos filhos, pois estes acabam passando mais tempo em frente às telas do que com os próprios pais ou na escola. Além de tudo isso, não se podem negligenciar os elevados riscos aos quais as crianças estão expostas. São exemplo disso os conteúdos violentos e de teor sexual, o cyberbullying, o roubo de dados e a dependência da tecnologia.

A rápida expansão do mundo digital e a sua natureza evolutiva acabam tornando ineficazes algumas das políticas de proteção de crianças. Juntando-se a isso, está o intervalo geracional entre os adultos e os mais jovens, que fazem uso distinto das tecnologias tendo também diferentes pontos de vista sobre os comportamentos que são ou não aceitáveis.

A questão que se impõe nesta altura é: como é que os pais podem preparar as crianças de forma a sobreviveram em segurança à era digital?

O DQ Project, fundado por Yuhyun Park, é um projeto onde colaboram especialistas de várias universidades de todo o mundo, e constitui-se como uma plataforma online que pretende capacitar as crianças com inteligência digital através de habilidades emocionais, sociais e cognitivas.

Os responsáveis pelo projetos afirmam que as crianças têm que ser capazes de enfrentar os obstáculos tecnológicos e adaptarem-se à vida digital de modo a evitar os riscos.

Os mais jovens devem criar uma identidade digital, isto é, saberem controlar a sua presença on-line de forma equilibrada, medindo o impacto das suas acções a curto e a longo prazo. Deverão igualmente ser capazes de fazer um bom uso do digital, estimulando a sua aptidão para usar dispositivos e suportes digitais, mas visando sempre a harmonia entre a vida on-line e a off-line.

15.06.2016 Por Life&Style

Fonte: http://lifestyle.publico.pt/noticias/362207_ensine-as-criancas-a-navegar-em-seguranca-na-internet

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Crianças que utilizam Internet correm mais risco de dependência

A utilização da internet em idades muito precoces aumenta o risco de dependência desta rede na idade adulta, assim como o seu "uso desregulado e excessivo".


O estudo foi realizado entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015 com 1.105 internautas, de idades entre os 16 e os 75 anos, de vários países; de acordo com o investigador português Halley Pontes, da Nothingham Trent University, no Reino Unido.

Os investigadores verificaram que uma grande parte da adição à internet pode ser explicada pelas variáveis "idade", "idade de iniciação ao uso da Internet" e "tempo despendido online semanalmente por lazer".

"Concluímos que, de um modo geral, a adição à internet está muito desenvolvida pelo fator da idade e iniciação ao uso da internet", disse Halley Pontes em entrevista à agência de notícias Lusa.

Segundo o pesquisador, as crianças que utilizam a internet antes dos cinco, seis anos "estão potencialmente em maior risco para desenvolvimento da adição à internet".

"Estes resultados revelam que os pais têm que ter alguma preocupação sobre o modo como deixam os filhos utilizarem essa ferramenta, que inclui os videojogos, porque realmente há aqui uma associação clara entre idades precoces, utilização dessas ferramentas e problemas futuros", sublinhou.

Nesse sentido, os pais devem exercer esse controle e ajudar os filhos a autorregularem o uso dessas ferramentas, defendeu Halley Pontes.

"Os pais ou os guardiões legais deverão ter em conta a idade com a qual permitem que os seus filhos acedam à internet", sendo que, quanto mais precoce for permitido esse acesso, "maior a tendência para o desenvolvimento subsequente em idade adulta da adição à Internet", refere o estudo.

O estudo adverte que a dependência à internet "gera variados prejuízos psicológicos e sociais aos sujeitos", incluindo disfunções comportamentais, tal como suportam a maioria dos estudos recentes.

Também "o uso desregulado e excessivo" desta tecnologia é um fator de risco importante para o desenvolvimento da dependência à internet, especialmente nos casos em que "os internautas apresentam um uso disfuncional, persuasivo e descontextualizado da internet".

Esse comportamento pode ser explicado como "navegar apenas por navegar sem haver uma necessidade acadêmica ou profissional inerente ao uso".

O estudo aponta como exemplos deste tipo de utilização "o uso constante e excessivo" das redes sociais online, como o Facebook e o Twitter, serviços de

mensagens instantâneas, 'streaming' de conteúdos online, etc.

TECH ESTUDO 07:41 - 13/04/16 | POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com.br/tech/209954/criancas-que-utilizam-internet-correm-mais-risco-de-dependencia

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Crianças e Adolescentes na Internet: a responsabilidade dos pais ou responsáveis



Muito se discute sobre os eventuais benefícios ou malefícios às crianças e adolescentes decorrentes do uso da Internet. No Brasil, a preocupação justifica-se pelo número crescente de acesso destes jovens à rede mundial de computadores. Embora não se tenham dados estatísticos sobre o acesso desta camada da população brasileira, acredita-se que eles sejam responsáveis pela maioria dos acessos à rede mundial de computadores. Dados recentes demonstram que mais de 20 milhões de pessoas acessam diariamente a Internet com os mais variados interesses e necessidades, uma vez que ela acabou se tornando a intermediária de relações pessoais e comerciais.

Quando a Internet é utilizada para obter-se informação com vistas à pesquisa, estudos, conversas entre amigos, notadamente, concluir-se-ia que ela é um bem. Mas, ainda assim, teríamos que especular sobre a fonte de informação e com quem relacionam-se esses jovens. Seria esta fonte segura? Seria esta fonte capaz de prover informações confiáveis para contribuir com o processo educacional? Seriam esses relacionamentos estabelecidos com pessoas confiáveis? Logicamente, estas preocupações demonstram a necessidade de julgamento não somente segundo juízos de valor, mas também segundo critérios objetivos que poderiam avaliá-las sob o ponto de vista científico dentro da área de interesse em questão, ou quando não, quem são as pessoas com as quais se relacionam os jovens ao navegar na rede. Disso decorre uma outra pergunta. Teriam as crianças e adolescentes discernimento para julgá-las? Provavelmente, não. É sabido que nesta idade esses jovens ainda são carentes de educação para a vida, ou seja, dependem de orientação para guiarem-se no enfrentamento das próprias realidades ainda conflituosas em relação ao mundo que as rodeiam. Sem acompanhamento de adultos – pais ou responsáveis, educadores, etc – a Internet pode ser um mal.

Embora com relativo controle, estão presentes na Internet conteúdos indignos e dignos. A pornografia, a invasão de privacidade, blogs que incitam a violência e cultuam valores duvidosos, inclusive racismos, convivem com outros cujos propósitos ou são nobres, ou pelo menos se enquadram dentro dos limites da normalidade. Nos sites de relacionamento, os conteúdos são criados pelas próprias pessoas que se comunicam. Se elas são capazes de criar os seus próprios conteúdos e são partícipes de um diálogo comum é porque ali convergem suas necessidades e interesses. Mas, se estiverem ali pessoas adultas induzindo crianças e adolescentes a praticarem ações que as possam violentar, moral ou fisicamente, nada será detectado até que se consume o mal intentado, colocando-as como vítimas de pessoas inescrupulosas. As pessoas adultas, pais ou responsáveis, têm o dever moral de se colocarem próximas a esses jovens a fim de estabelecer limites e disciplina por meio do diálogo franco demonstrando as razões de suas preocupações com as potencialidades da Internet.

Estas preocupações não teriam razão de existir se não houvesse notícias de casos de ofensa às crianças e adolescentes. Mas, o que se vê e o que mais se ouve, são os impactos negativos pelo mau uso da rede, capaz de deturpar valores e viciar comportamentos com prejuízos à própria pessoa quando incapaz de discernir sobre o valor das ações e dos conteúdos presentes na Internet.

Na verdade, a Internet pode representar tanto um bem como também um mal. Existe um ditado popular que diz que a dose é a distância que separa o remédio do veneno. Esta analogia também é cabível para a Internet, especialmente em relação às crianças e aos adolescentes, onde a dose do uso da Internet deverá ser prescrita e ministrada por pais ou responsáveis. 

Por:

Donaldo de Assis Borges. Advogado. Graduado em Ciências (Universidade de Franca/SP). Graduado em Direito (Faculdade de Direito de Franca/SP). Graduando em Filosofia (Ceuclar - Batatais/SP). Especialista em Direito Tributário (Universidade de Franca/SP). Mestre em Direito (Universidade de Franca). Professor dos Cursos de Direito, Ciências Contábeis e de Pós-Graduação em Direito Tributário e Processual Tributário (Universidade de Franca/SP) e dos Cursos de Comunicação Social e de Turismo e Hotelaria do Centro Universitário de Franca - Uni-FACEF. Professor Titular de Ética e Legislação Publicitária do Curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda – e de Direito Aplicado ao Turismo do Curso de Turismo e Hotelaria do Uni-FACEF.

Fonte: http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/criancas-adolescentes-na-internet-responsabilidade.htm

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Europa pode tornar ilegal crianças usarem Facebook, Snapchat ou qualquer serviço de mensagens


Até o final desta semana poderá ser ilegal qualquer criança europeia com menos de 16 usarem o Facebook , Snapchat ou qualquer serviço de mensagens sem o consentimento expresso dos seus pais. Que, de acordo com algumas interpretações, seria o resultado de uma votação por um comitê sobre consentimentos digitais para crianças. 

É uma coisa a se pensar sobre consentimentos digitais. Como estas empresas online tratam as idades ideais para aderirem a seus aplicativos ou sites? 

Nos Estados Unidos uma lei chamada Coppa (Online Privacy infantil Protection Act) dá proteção online extra para crianças menores de 13 anos, e a Europa tem tido uma política similar. 

Agora, porém, uma Comissão civil de liberdades e dos Assuntos Internos do Parlamento Europeu está considerando uma mudança. 

A alteração do Regulamento de Proteção de Dados da Europa, diz o seguinte: "O tratamento de dados pessoais de uma criança com idade inferior a 16 anos só será legal se e na medida em que tal consentimento é dado ou autorizado pelo titular da responsabilidade parental sobre a criança. " 

Em outras palavras, as empresas online que querem lidar com menores de 16 anos terão que garantir que eles recebam da mamãe ou do papai a permissão pela primeira vez. 

As empresas de mídia social argumentam que estas restrições privariam as crianças de oportunidades sociais e educacionais e não fornece mais proteção na internet. 
Outros argumentam que as mídia social tem fornecido uma ajuda vital para adolescentes problemáticos. 

Hoje em dia a milhares de crianças usando o Facebook e outros sites de mídia sociais, com e sem o consentimento dos pais, por isso vale a pena perguntar se o aumento do limite de idade vai fazer a diferença. 

Fonte: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-31--54-20151215

Por: Vera Moraes | Designer e Jornalista.
Data: 15/12/2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Pais temem aumento de ameaças on-line direcionadas aos filhos, diz estudo

A Kaspersky Lab e da B2B International realizaram pesquisa que constatou que 30% dos pais acham que não têm qualquer controle sobre o que os seus filhos assistem ou fazem online, e 38% temem que a relação das crianças com a Internet se torne num vício. Foi revelado ainda que mais de metade dos adultos com pais e avós ligados à Internet preocupa-se com o fato da da vulnerabilidade.

Catarina Gomes, 2015/12/07, 13:52



O estudo evidenciou que mais de metade dos participantes acredita que os perigos que os seus filhos correm on-line estão aumentando. Outra das preocupações é o risco de as crianças acessarem conteúdos inadequados ou explícitos, sendo que quase dois terços estão convencidos de que as crianças têm acesso sem restrições a esse conteúdo.

Outro receio dos pais é a possibilidade de as crianças encontrarem e se comunicarem com estranhos e divulgarem informações pessoais. Dos entrevistado, 38 % temem que os seus filhos possam se tornar dependentes da Internet e passar demasiado tempo online.

Seguidamente, na lista de preocupações, surge o risco de as crianças encontrarem e provavelmente não conseguirem reconhecer algum malware, para 37 % dos pais. O bullying virtual aparece apenas em 35% das respostas.

Adicionalmente às ameaças online às crianças, os pais também se preocupam que outras pessoas da família possam ser afetadas pelo comportamento descuidado das crianças. Por exemplo, a exclusão acidental ou perda de dados, ou despesas inesperadas por compras em aplicações de jogos on-line e de entretenimento.

Além desses receios, 52 % dos inquiridos têm pais que acessam a Internet e 29 % do total preocupa-se com a possibilidade de os idosos correrem riscos online e não saberem lidar com eles. Os abordados no levantamento que têm avós com hábitos online consideram-nos ainda mais vulneráveis, sendo que dois terços – 13 % do universo total – preocupa-se com o que esses usuários podem encontrar na web.

As maiores preocupações em relação aos internautas mais velhos incluem o risco de se tornarem vítimas de malware ou de fraudes on-line; de perder dinheiro por causa de ameaças virtuais; ou de serem espiados. O estudo revela que a comunicação online com estranhos e o acesso a conteúdo impróprio/explícito também fazem parte das preocupações de quem tem pais e avós acessando a Internet.

“A proteção é um instinto paternal, mas a Internet está mudando as regras. O nosso estudo revela que muitos pais temem que o número de ameaças online direcionadas aos seus esteja aumentandoaumentar, mas muitos deles não tomam qualquer medida para proteger a sua família e mais de metade nem chega mesmo a conversar com as crianças sobre os perigos virtuais. E com um número significativo de adultos a preocuparem-se também com a falta de experiência online dos mais velhos, é essencial trazer o tema segurança na Internet para o ambiente familiar e proteger, assim, os nossos entes queridos”, afirma Alfonso Ramirez, diretor geral da Kaspersky Lab Iberia.

O responsável insiste ainda na importância de uma educação digital e na conversa entre os pais e as crianças/avós. “É muito importante que eles saibam como se proteger e aprendam a bloquear/evitar abordagens indesejadas e outros conteúdos suspeitos”, conclui Ramirez.

Fonte:  http://www.bitmag.com.br/2015/12/pais-temem-que-numero-de-ameacas-online-direcionadas-aos-seus-aumente-diz-estudo/#GK4UJ0clIBVXJZUk.99