Mostrando postagens com marcador adolescente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador adolescente. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de maio de 2017

13 reasons why: Uma reflexão à luz do que a Psicologia Moral já sabe sobre bullying

O seriado define claramente o que entendemos por bullying, as características dos personagens envolvidos em tal fenômeno, bem como a sua inter-relação.



"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons". 
Martin Luther King


A série "13 reasons why" produto da Netflix, chegou recentemente ao Brasil e tem sido foco de muitas opiniões controversas. Trata-se da história de Hannah Backer, adolescente norte-americana, que comete suicídio após sofrer uma série de intimidações na escola que passa a frequentar, após sua família mudar de cidade em função dos negócios do pai. Ao se matar, deixa com Tony, colega de escola, um conjunto de 13 fitas-cassete, cada uma dedicada a um dos responsáveis, segundo ela, pela sua decisão de se matar. O que representa essa atitude de Hannah? Crueldade? Morbidez? O que ela realmente está querendo dizer? Vingança, simplesmente? Chamar a atenção, como acreditam alguns dos envolvidos? 

Quando não me sinto pertencente 

Antes de tentar responder a todos estes questionamentos, vamos analisar aqui o que a história de Hannah nos conta. Em primeiro lugar, fala das dificuldades que muitos adolescentes encontram de pertencer em suas escolas – sejam eles novatos ou não. Por pertencer, queremos dizer ser aceitos e respeitados em suas particularidades, em suas diferenças e se sentirem valor em seu espaço de convivência, a escola. Em paralelo a história da protagonista, correm as de Jessica e Alex, novatos como ela, que se submetem – mesmo em desacordo, na maioria das vezes – aos populares da escola e por isso acabam se afastando de Hannah e a de Courtney, a garota com fama de boazinha, reprimida na expressão de sua opção sexual, entre outras razões, por ser filha de um casal homossexual e ainda a história de Clay, o amigo mais próximo da protagonista, o espectador, que já havia vivido os seus dias de alvo anteriormente. 

O Bullying e Cyberbullying

O segundo ponto abordado pelo seriado é sem dúvida o Bullying/Cyberbullying, contato da perspectiva de quem o sofre, o alvo. Seu sofrimento relatado nas treze fitas provoca diferentes repercussões em quem o pratica – os autores – bem como em quem assiste, os espectadores. Evidencia aqui que, numa situação de bullying, todos sofrem - alvos, autores e espectadores. Além disso, chama a atenção para dois outros pontos presentes sempre que situações de intimidação sistemática acontecem: o fato de ocorrer longe dos olhos das autoridades e a importância do olhar atento aos sinais de quem educam – a família e a escola.

Assim, o seriado define claramente o que entendemos por bullying, as características dos personagens envolvidos em tal fenômeno, bem como a sua inter-relação. Comecemos pela definição, e aqui optaremos pela de Dan Olweus, da Universidade de Bergem (Noruega), por ter sido ele o primeiro pesquisador a chegar a uma definição precisa deste tipo de violência, diferenciando-a das brincadeiras comuns entre pares e incidentes pessoais. Diz o autor que um aluno torna-se alvo de bullying quando sofre ações agressivas, repetidas e intencionais ao longo do tempo, praticada por um ou mais alunos, causando um sofrimento constante, caracterizado por angústia e dor. Aponta ainda para a existência de uma relação desigual de poder, já que "[...] o (a) aluno (a) exposto (a) às ações negativas tem dificuldades para defender-se" (OLWEUS, 1993, p.139). Certamente identificamos Hannah (Alex, Jessica, Courtney, Clay e tantos outros da ficção ou reais) nesta definição, não? A tais características somam-se a presença das testemunhas, notórias na ficção aqui descrita, e o fato de que essa violência ocorre entre pares, ou seja, neste caso, entre alunos.

Passemos agora aos personagens envolvidos em uma situação de bullying e aqui, Hannah será nosso foco inicial. Começaremos então a falar do alvo de bullying, que caracterizado como frágil, se vê com tão pouco valor, a ponto de acreditar que mereça ser provocado, diminuído, não tendo força para reagir (Tognetta, 2013). Fala-se ainda de indefensibilidade própria e pessoal (Aviles, 2006) na medida em que não dispõe de ferramentas psicológicas de defesa para afrontar o maltrato. No episódio 6, uma reflexão de Hannah traduz o que foi dito anteriormente: "Não pude me mover, não pude levantar ou ir embora ou gritar. Qualquer coisa teria sido melhor que sentar lá, pensando que de algum modo tinha sido minha culpa. Pensando que ficaria sozinha para sempre." O alvo nem sempre é tímido, calado e sensível e acaba reagindo de forma a irritar ou a provocar ainda mais os seus algozes, caracterizando um perfil que vem sendo denominado de vítima provocadora. (Tognetta, 2013; Avilés, 2013). Seria Hannah uma vítima provocadora? Acreditamos que não era o seu perfil. Ela era uma garota frágil, que foi aceitando todas as provocações que foram lhe sendo feitas, como se não se importasse com elas – e como se as merecesse - muito mais por não saber o que fazer e ver fracassar todos os seus pedidos de socorro, vendo no suicídio a única saída para o seu sofrimento. O que ela faz ao gravar as fitas além de buscar responsabilizar cada um dos envolvidos em sua história, é uma tentativa de sensibilizá-los com a sua dor, para que talvez eles mesmos pudessem enfrentar as suas próprias, já que todos, de uma forma ou de outra também as tinham e buscavam, na intimidação, uma forma de lidar consigo mesmos. 

Falemos então do autor – ou dos autores – de bullying. No seriado, representado por Alex, Jessica, Justin e principalmente por Bryce. Unidos na intimidação que fazem a Hannah, a protagonista, muitos deles já foram alvos de violência daqueles com os quais se associaram, como forma de se protegerem de suas próprias fragilidades e da exposição delas pelos demais. Assim, a caracterização dos autores de bullying apontados pelas pesquisas (Tognetta 2010; Tognetta & Vinha, 2013; Tognetta e Rosário 2012) fica claramente retratada no seriado, ou seja, o autor de bullying tem uma hierarquia de valor invertida, prevalecendo os valores individuais (valentia, intimidação, etc.) sobre os morais (humildade, justiça, etc.). Além disso, carecem de sensibilidade moral, ou seja, a capacidade de se sensibilizar com a dor do outro. 

Certamente, o próprio funcionamento do "High School" americano favoreceria a prevalência dos valores não morais – força, beleza, rendimento esportivo... Clay, um dos expectadores, no episódio 13 aponta: "Acho que em nossa sociedade os valores estão invertidos", quando Bryce é ovacionado ao chegar a escola, após seu desempenho em uma partida e todos sabiam o quanto ele era responsável pelas intimidações e outras formas de violência que ocorreram na escola.

Para completar a tríade envolvida nas situações de bullying, não podíamos deixar de falar dos expectadores, representados aqui por Clay, mas também pelos demais personagens envolvidos na trama quando não estavam à frente das intimidações. Como se viu no último episódio, nenhum dos envolvidos estava indiferente ao que acontecia com Hannah, ou seja, todos haviam presenciado – e executado – algum tipo de constrangimento sofrido pela protagonista. A teoria mostra que grande parte dos que contemplam seus colegas sendo maltratados acredita que o que está acontecendo não lhes diz respeito, que é um assunto entre o autor e o alvo, e que eles devem resolvê-lo. Estes são os chamados espectadores indiferentes (Avilés, 2013). Entretanto, muitos deles acreditam que deveriam fazer algo, mas não o fazem porque não sabem exatamente como ajudar, ou ainda temem ser os próximos alvos – aqui podemos encaixar principalmente Clay, que ao longo dos 13 episódios vai tomando consciência de que a máxima "Não fazer nada já e fazer alguma coisa" se aplica em situações de bullying. 

Salmivalli et al (1996) realizaram estudos em que nomearam os espectadores de acordo com o seu posicionamento na situação de bullying que presenciam. Desta forma, nomeou-se assistentes e reforçadores aqueles que se juntam aos autores (idealizadores dos maus tratos) e fornecem um feedback positivo para as intimidações (por exemplo, rindo, aplaudindo, ou apenas dando audiência) – no seriado, todos os demais autores quando não estavam envolvidos diretamente na agressão . Podem ser também espectadores propriamente ditos, os que ficam afastados das situações de bullying, como no caso da participação de Clay, na maioria das situações. Finalmente, os defensores, aqueles que tomam partido das vítimas, consolando e apoiando-as. 

O papel da educação – a família

Além de caracterizar a situação de bullying, o seriado traz pelo menos mais um ponto extremamente importante de reflexão: o papel daqueles responsáveis pela educação, nas figuras da família de cada um dos envolvidos e da escola, representados pelos professores, o diretor e mais especificamente, o orientador. 

Comecemos pelo papel da família e depois da escola, ambas envolvidas e complementares na tarefa de educar. É sabido que a família tem papel importante no fortalecimento de meninos e meninas para não serem vítimas e/ou agressores de bullying. Para tanto, a educação que recebem deve direcionar crianças e jovens a admirar valores morais tão desejáveis como o respeito, a tolerância e a justiça e não o poder sobre o outro, ou a não aceitação da diferença. Além disso, é primordial que a relação dentro da família seja pautada na confiança e desenvolvida através do diálogo. Agrega-se a estes fatores o olhar atento dos pais às mudanças de comportamento de seus 
filhos, tais como isolamento, irritação, agressividade, resistência a ir à escola, poucos amigos, entre outros.

No desenrolar dos episódios é possível observar diferentes estilos de educação parental, do negligente – notadamente a família de Bryce, sempre viajando, completamente ausente da vida do filho; passando pelo permissivo – em que o afeto é valorizado, mas pouquíssimas regras são colocadas (aqui podemos pensar em Courtney e porque não em Hannah e Clay); alguns exemplos do estilo mais autoritário, como Alex e Jessica e finalmente, a busca por uma modelo autoritativo, [1] especialmente pelos pais de Clay que vão alterando a forma de relacionamento com o filho. Contudo, seria a família a única responsável por essa formação do sujeito? 

O papel da educação – a escola 

A resposta à pergunta anterior de que a família seria a única responsável pela formação humana de crianças e jovens ainda parece ecoar em nossos ouvidos – não é possível mais acreditar que seja verdadeira essa resposta. Savater, filósofo espanhol contemporâneo, (2005) afirma que a família e escola têm papéis complementares na formação do indivíduo, ressaltando ainda que se houver falha na primeira – no âmbito da família- não significa que a segunda – de responsabilidade da escola – não terá êxito. 

Passemos então a tratar da escola: O que cabe a ela? Além dos conteúdos das diferentes disciplinas descritas no currículo da escola, à essa instituição de educação cabe também o cuidado com as relações interpessoais, para além das campanhas puramente informativas. Na série, o posicionamento da escola, em relação à formação mais global dos alunos, acontecia sempre após um incidente em que estes estivessem envolvidos. Foi assim após a morte de Jeff, que a escola avaliou ser por embriaguez e no dia seguinte espalhou cartazes orientando a não beber e dirigir e após a morte de Hannah, quando a escola ateve-se à questão do suicídio, orientando, novamente através de cartazes, os jovens a procurar ajuda, além de promover uma palestra aos pais sobre o tema. Nesta, quando o tema bullying é levantado por alguns dos presentes, ele é negado pelo diretor, até que a mãe de Hannah Baker entra na reunião e evidencia um problema até então não visto pela escola: o desrespeito que permeava a relação entre os alunos da instituição, pelos registros ofensivos nas paredes do banheiro.

Certamente, a escola é um espaço público, é a instituição em que o indivíduo irá aprender a viver em sociedade, o que possibilitará ao sujeito "o reconhecimento do outro e a busca por coordenar perspectivas distintas, administrar conflitos de uma maneira dialógica e justa, estabelecer relações e perceber a necessidade das regras para se viver bem" (Vinha & Tognetta, 2013, p. 4). 

As cenas marcadas pelo desrespeito que foram o foco da trama revelaram que as relações entre os alunos eram pautadas no individualismo e na competitividade. O outro, que não fosse considerado amigo, era visto, na melhor das hipóteses, com indiferença e, na pior delas, com inimigo e por isso passível de ofensas, intimidações e outras tantas formas de desrespeito. A forma com a escola lidava com os conflitos interpessoais só reforçava este panorama. 

Indubitavelmente já sabemos muito a esse respeito: a perspectiva construtivista, que tem em Piaget uma das suas mais fortes referências teóricas, considera os conflitos interpessoais como uma possibilidade de aprendizagem e fundamentais para o trabalho com valores e regras. Assim, as intervenções pautadas no diálogo têm como finalidade maior, auxiliar os envolvidos a reconhecer os pontos de vista dos outros e a resolver seus problemas de forma mais assertiva. Ao falarmos tomamos consciência de nossos atos e os elaboramos. Aquilo que vira palavra é passível de intervenção, de mudança. Nada disso ocorria na escola de Hannah. Os alunos não eram ouvidos – e quando o eram, de forma superficial - e os conflitos resolvidos de forma punitiva, sem reflexão. É evidente que em um contexto em que falta a intervenção ou o olhar cuidadoso daqueles que educam a intensidade das agressões tende a aumentar (Yoon et al, 2011). 

Numa escola em que a convivência ética fosse um valor (Cowie, 2005), certamente o sofrimento de Hannah não passaria despercebido, fosse ele produto das relações estabelecidas, fosse ele fruto de um estado depressivo, ou uma combinação dos dois. 

Sabemos que o suicídio destacado na série evidencia também uma espécie de eufemismo moderno que torna o suicida, um herói. 

Desvencilhar –se dessa ideia seria então possível no mundo adolescente de hoje?

É possível quando se tem um clima de "pertencimento" na família e na escola cujos espaços de diálogo assegurem a certeza de que o jovem que tanto deseja ser valor, realmente o seja podendo dizer o que pensa, tendo espaços para expressar o que sente. Isso posto, há evidências deste feito na literatura: quando os relatos são desacreditados ou minimizados pelos adultos que não intervém, há um aumento da sensação de desamparo nas vítimas (Craig et al., 2.011). 

Em resposta às primeiras perguntas

O que representa essa atitude de Hannah? Crueldade? Morbidez? O que ela realmente está querendo dizer? Vingança, simplesmente? Chamar a atenção, como acreditam alguns dos envolvidos?

As respostas a esse conjunto de perguntas devem ter sido percebidas pelo leitor ao longo do texto quando caracterizamos os pontos envolvidos na trama pós moderna que confunde pais e professores se devem ou não permitir que seus filhos ou alunos a assistam. 
Em uma palavra: a série gera uma crise. E a cada crise, um desequilíbrio cuja volta ao equilíbrio é um desejo. Equilibrar-se novamente, neste sentido, é fazer valer a ideia de que os alertas estão dados; resta-nos a esperança de que pais e professores possam, pelo estudo e pelo diálogo, se interar das novas perspectivas que precisam, de uma vez por todas, ser repensada também em nossos cursos de licenciaturas: a questão da convivência e como fazer com que ela seja ética na escola e fora dela. 

Referências:
AVILÉS, J. M. (2013) Bullying: Guia para educadores. Campinas (SP): Mercado das Letras.

COWIE, H. "El problema de la violencia escolar: trabajando las relaciones". In: Sanmartín, J. (Coord.) Violencia y escuela.. Valencia: Centro Reina Sofía para el estudio de la violencia. pp. 183-187, 2005.

CRAIG, K., BELL, D., & LESCHIED, A. (2011). Pre-service teachers" knowledge and attitudes regarding school-based bullying. Canadian Journal of Education, 34(2), 21-33. 

OLWEUS, D. Bullying at school: what we know and what we can do. Blackwell: Oxford, 1993. 

SAVATER, F. O valor de educar. São Paulo: Planeta do Brasil, 2005.

TOGNETTA, L. R. P. (2010) Bullying e intervenção no Brasil: um problema ainda sem solução In: Actas do 8º. Congresso Nacional de Psicologia da Saúde: Saúde, Sexualidade e gênero. ISPA – Instituto Universitário. Lisboa, Portugal. Anais eletrônicos. ISBN 978-972-8400-97-2

TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T. Reconhecimento de situações de bullying por gestores brasileiros e as intervenções proporcionadas. In: LINARES, J. J. G. et al. Investigación en el ámbito escolar: un acercamiento multidimensional a las variables psicológicas y educacionales. Almeria/Espanha: Editorial GEU, p. 227-232, 2013.

TOGNETTA, L.R.P.; ROSÁRIO, P. Bullying: dimensões psicológicas no desenvolvimento moral. Revista Estudos em Avaliação Educacional, 24(56), 106-137, 2013.

YOON, J., BAUMAN, S., CHOI, T., & HUTCHINSON, A. S. (2011). How South Korean teachers handle an incident of school bullying. School Psychology International, 32(3), 312-329. doi: 10.1177/0143034311402311

As autoras

Luciana Zobel Lapa é Mestranda em Educação pelo Programa de Pós Graduação da Faculdade de Ciências e Letras – Unesp de Araraquara. Membro do GEPEM – Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral.

Luciene Regina Paulino Tognetta é Doutora em Psicologia Escolar e professora do Programa de Pós - Graduação da Faculdade de Ciências e Letras – Unesp de Araraquara. Líder do GEPEM – Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral.

Ambas, pertencentes ao GEPEM, têm sistematizado, em parceria com pesquisadores de universidades internacionais, programas de intervenção ao bullying e cyberbullying no Brasil.

Fonte: http://www.ogirassol.com.br/opiniao/13-reasons-why--uma-reflexao-a-luz-do-que-a-psicologia-moral-ja-sabe-sobre-bullying

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Mãe deixa aviso emocionado, depois de o bullying no Snapchat ter levado a filha ao suicídio


Uma mãe destroçada deixou um aviso emocionado depois de os “bullies” no Snapchat terem conduzido a sua filha adolescente, com apenas 14 anos, ao suicídio, depois de várias provocações naquela rede social. 

Megan Evans, de 14 anos, suicidou-se depois de ter sido submetida a abusos no Snapchat. 

A polícia está a investigar a morte de Megan em Milford Haven, Pembrokeshire, no Reino Unido, e a sua mãe, Nicola Harteveld, de 40 anos, pediu que os jovens pensem antes de fazerem comentários nas redes sociais.

A mãe disse ao Mirror: “Tenham cuidado com o que dizem, as palavras não podem ser retiradas. Elas podem parecer triviais, podem ser ditas com raiva, ou por brincadeira, mas elas não podem ser retiradas depois de ditas”

A mãe, devastada, disse que os adolescentes estão constantemente nos seus telefones, e quer alertar outros pais a procurar sinais de que os seus filhos são infelizes.

“Eu não quero que a morte da minha filha seja em vão. Eu quero aumentar a consciência dos pais para manterem um olho aberto para os sinais. Eu não tinha ideia. Dizem que podemos ver os sinais, e olhando para trás, podia.”

Um inquérito foi aberto, e entretanto adiado, enquanto as investigações policiais continuam, mas não há para já circunstâncias suspeitas.

Enquanto a família se prepara para o funeral, a mãe, de luto, pediu a Justin Bieber para enviar um presente para o funeral da sua filha. Megan tinha um bilhete VIP para ver o seu ídolo em junho, e esperava obter o seu autógrafo.

A mãe Nicola Harteveld, de 40 anos, quer colocar lembranças assinadas de Bieber dedicadas a Megan no seu caixão.

Por Joana Ventura
Publicado a 13 Fevereiro, 2017

Fonte: http://www.hiper.fm/mae-aviso-emocionado-bullying-no-snapchat-ter-levado-filha-ao-suicidio/

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Jovem brasileiro é mais conectado à Internet do que a média global

Pesquisa mostra que adolescentes, se pudessem, implantavam até um chip. Para esta geração conectada, um emoji vale mais que mil palavras.


A gritaria com o bloqueio no WhatsApp mostra que o jovem brasileiro é um dos mais conectados do mundo. Uma pesquisa mostra que nossos adolescentes não desgrudam do celular. Se pudessem, implantavam até um chip no corpo.

Para esta geração, um emoji vale mais que mil palavras. Todo mundo usa aquelas carinhas para expressar o que quer dizer. É uma febre, mas até mesmo os jovens sabem que essa mania de ficar no celular o tempo todo precisa ter limites.

Cada um no seu mundo particular, sozinhos. Mas não solitários. Em contato com os outros. Grudados no celular. Uma pesquisa feita com adolescentes brasileiros entre 15 e 18 anos mostrou que 68% deles se sentem ansiosos e solitários quando estão sem internet. Mais do que os 65% que se sentem assim longe da família.

A pesquisa foi realizada em dez países e mostrou que os jovens brasileiros são mais conectados do que a média global. Os brasileiros também estão mais acostumados a checar as redes sociais logo que acordam.

O celular hoje é uma extensão do corpo. E acredite: 88% dos entrevistados gostariam de ter um dispositivo conectado à internet dentro do braço. Uma coisa que nem passava pela nossa cabeça um tempo atrás.

Um telefone público mostrado na reportagem fica no pátio de um cursinho de pré-vestibular em São Paulo. Ele já está lá há muitos anos, mas não é sequer notado pelos alunos. Praticamente metade dos jovens brasileiros entrevistados na pesquisa nunca usou um desses na vida.

Mas os brasileiros sabem muito bem como usar os emojis. De novo: mais do que a média dos jovens do mundo. “O fato de você receber mensagem, haver a troca de mensagens numa maneira bastante frequente, ele impacta, ele afeta uma parte do cérebro, uma região do cérebro que tem a ver com o prazer, o que, na verdade cria o quê? Uma dependência. Então, existe todo um mecanismo biológico por trás que explica esse fenômeno. Portanto, de vez em quando, acho importante também a gente pensar e fazer um detox disso”, diz Kan Wakabayashi, diretor da Amdocs Brasil.

Essa é a pergunta que fica: mas qual é o limite dessa conectividade? “Tem a questão de você dar atenção à pessoa que está do seu lado. A gente esquece que a pessoa está ali e fica mexendo no celular, isso é ruim também”, diz a estudante Camila Portela Venturini.

Na hora da aula, uma consulta no celular pode até ajudar. Mas o professor lembra que a vida real não tem replay. “Ele pode assistir a um vídeo várias vezes, mas aquela aula, daquele momento, ela é única”, afirma Lilio Paoliello Júnior, diretor Pedagógico do Cursinho da Poli.
Um em cada quatro entrevistados brasileiros acredita que um robô ainda vai ser seu melhor amigo.

O estudo foi realizado nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Rússia, Índia, Cingapura, Filipinas, México e Brasil.

A maioria dos jovens brasileiros acha que o acesso à internet deveria, inclusive, ser considerado um direito humano.

20/07/2016 08h53 - Atualizado em 20/07/2016 11h05

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/07/jovem-brasileiro-e-mais-conectado-internet-do-que-media-global.html

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Morte de adolescente que conheceu assassino no Facebook comove Argentina



A Argentina está comovida com o assassinato de Micaela Ortega, uma adolescente de 12 anos encontrada morta no final de semana, após permanecer 35 dias desaparecida. Segundo fontes oficiais, ela conheceu o assassino no Facebook.

De acordo com as autoridades, o assassino confesso contou que entrou em contato com Micaela pelas redes sociais e se passou por uma garota, com o objetivo de violá-la. A menina, que morava com os pais em Bahia Blanca, 700km ao sul de Buenos Aires, saiu de casa no último dia 23 de abril e nunca mais voltou.

O corpo foi encontrado na noite de sábado para domingo, depois de uma ofensiva na casa de Jonathan Luna, de 26 anos, que confessou o crime e indicou o lugar onde estava o corpo de Micaela, segundo Emiliano Álvarez, secretário de Segurança de Bahia Blanca.

Alguns dias atrás, imagens de câmeras de segurança mostraram a menina com um homem, que foi indicado como parceiro de Luna. Álvarez disse que o assassino foi localizado graças à cooperação da Embaixada dos Estados Unidos e de dados de contas do Facebook.

O promotor que investiga o caso, Rodolfo De Lucia, contou à imprensa que Luna convenceu Micaela a acompanhá-lo, dizendo que a levaria para a casa de uma amiga, a mesma que o assassino inventou no Facebook.

— Eu a matei porque ela não queria ter relações sexuais comigo — informou Luna de acordou com o portal de notícias de Bahia Branca.

Foram descobertos vários perfis falsos de Luna no Facebook. Ele estava cumprindo pena por roubo, mas escapou durante uma saída temporária da prisão. Após a localização do corpo de Micaela, centenas de moradores marcharam para exigir justiça. Cinquenta vizinhos, indignados, incendiaram a casa de Luna na periferia de Bahia Branca.

— Ela foi encontrada com as mãos atadas, as pernas cruzadas e a mesma roupa que vestia quando saiu de casa — disse Álaverez.


Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/morte-de-adolescente-que-conheceu-assassino-no-facebook-comove-argentina-19402824 


30/05/2016 18:06 / atualizado 30/05/2016 18:41

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Amizades e apoio da família ajudam a prevenir depressão na adolescência, diz pesquisa


A adolescência é, por si só, um período complicado, que envolve um amadurecimento à flor da pele na medida em que o(a) jovem vai descobrindo o mundo e criando sua própria identidade.

Porém, essa etapa do crescimento pode ficar ainda mais difícil se vivida com uma depressão. 

Pesquisadores da Universidade de Cambridge descobriram recentemente que amizades e o apoio da família ajudam a prevenir que o adolescente tenha uma depressão. 

O estudo, destacado pelo portal de pesquisas Science Daily, também constatou que adolescentes que cresceram em um ambiente familiar tumultuado são mais propensos a sofrer bullying na escola. 

“A adolescência pode ser difícil para qualquer pessoa, mas fica ainda mais difícil para os jovens que tiveram um ambiente familiar desfavorável”, explica a psiquiatra Anne-Laura van Harmelen, principal autora do estudo. 

“Adolescentes que experimentaram ambientes familiares negativos são mais suscetíveis a sofrer bullying na escola, e têm menos chances de receber apoio da família na adolescência. Também vimos que crianças que sofreram bullying na escola primária eram menos propensas a contar com os amigos na adolescência”, completa Harmelen. 

A pesquisa, realizada pelo Departamento de Psiquiatria, observou 322 meninos e 449 meninas e usou um modelo matemático para examinar o impacto das amizades e do apoio familiar, aos 14 anos, em jovens com sintomas de depressão aos 17 anos e que passaram por adversidades na família e bullying na escola.

Estudos anteriores já tinham mostrado que um dos maiores fatores de risco para a depressão na adolescência é uma adversidade familiar na infância, como pais e mães ausentes, falta de afeto, abuso sexual, físico ou emocional, problemas financeiros ou a perda de um ente querido. 

Outro fator de risco é o bullying dos colegas. A combinação de todas essas situações está associada ao aumento da gravidade dos sintomas de depressão. 

Segundo o portal EurekaAlert, da Universidade de Cambridge, essa foi a primeira pesquisa a examinar, ao mesmo tempo, a complexa relação entre depressão na adolescência e adversidades no começo da vida, bullying, apoio da família e amizades. 

“Na realidade, descobrimos uma forte conexão entre um ambiente familiar negativo e o bullying nos primeiros anos de escola. Estas situações colocam os adolescentes em dupla desvantagem e indicam que eles se tornam mais propensos a experimentar sintomas mais severos da depressão no fim da adolescência”, constata a pesquisadora. 

De acordo com o estudo, meninos que sofreram bullying eram menos propensos do que as garotas a desenvolver amizades fortes na adolescência. Os pesquisadores sugerem que isso ocorre porque eles teriam vivenciado bullying mais severo ou eram mais sensíveis às ofensas. 

Os resultados da pesquisa não deixam claro o quanto o apoio emocional influencia a saúde mental na vida adulta. 

No entanto, os pesquisadores sugerem várias possibilidades, inclusive a de que um ambiente amparado pela família e com amigos pode ajudar as crianças a lidar com situações adversas, por meio da promoção de autoestima e pelo alívio do estresse. Isso também encoraja o desenvolvimento de habilidades interpessoais. 

“Nosso trabalho sugere uma maneira de agir preventivamente, como a ajuda aos pais de famílias em risco para que possam desenvolver habilidades para apoio emocional ou a ajudar os adolescentes que sofreram bullying a reconstruir sua confiança e a desenvolver habilidades sociais para se fazer e preservar amigos”, conclui Harmelen.

HuffPost Brasil | De Amanda Mont'Alvão Veloso 
Publicado: 24/05/2016 11:29 BRT Atualizado: 24/05/2016 11:33 BRT

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2016/05/24/adolescencia-depressao-pesquisa_n_10115594.html

sexta-feira, 4 de março de 2016

Jovem é indiciado por divulgar fotos íntimas de adolescente nas redes sociais


Um jovem de 18 anos foi indiciado pela Polícia Judiciária Civil, na sexta-feira (12.02), por divulgar imagens pornográficas de uma adolescente de 15 anos nas redes sociais. O fato foi registrado no município de Confresa (1.160 km a Nordeste). O suspeito, M. S. P. S, irá responder pelo crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Em novembro passado, a mãe da garota procurou a Polícia Civil e relatou que a filha de 14 anos teve fotos íntimas divulgadas em redes sociais, depois de ter envolvimento amoroso com o jovem S.D.D.K, 18 anos, que, na ocasião, foi preso junto com um menor apreendido, que teria gravado as imagens, e um terceiro na cidade de Vila Rica.

Na sexta-feira (12.02), a mãe da adolescente procurou novamente a Delegacia da Polícia Civil e informou que outro rapaz, iniciais M. S. P. S., também de 18 anos, tinha copiado as fotos divulgadas no mês de novembro de 2015 e postado novamente em redes sociais. "A mãe levou print de conversas do jovem difamando a filha no grupo que tinha compartilhado as fotos íntimas", disse o delegado André Rigonato.

O delegado adverte que o simples fato de adquirir, possuir ou armazenar pornografia de criança e adolescente constitui crime tipificado no Artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente e a pena imposta é de reclusão de 01 a 04 anos.

A divulgação de imagens é crime previsto no artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente, qual seja, “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”. A pena imposta é de reclusão de 03 a 06 anos sem direito a fiança.

Segundo o delegado o delito vem ocorrendo com frequência na região. “Tem sido cada vez mais denunciado na nossa região e as equipes policiais estarão atuando constantemente para coibir essa prática criminosa que tem resultados catastróficos tanto de ordem pessoal quanto profissional para as 
vítimas”, finalizou.

14/02/2016 - 03:48:08

MT Agora - PJC-MT

Fonte: http://www.mtagora.com.br/policia/jovem-e-indiciado-por-divulgar-fotos-intimas-de-adolescente-nas-redes-sociais/128426992

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Jovem lança vídeo contra o cyberbullying

Tem uma mensagem importante para todos os utilizadores da Internet.


À medida que passamos cada vez mais tempo na Internet, seja a visitar websites, participar em fóruns, ou mesmo a jogar on-line com outras pessoas, o cyberbullying está a tornar-se uma ameaça cada vez maior.

Luke Culhane, um jovem de 13 anos que afirma já ter sido vítima de cyberbullying, lançou agora um vídeo de alerta. O vídeo procura mostrar que, embora o cyberbullying tenha lugar em sítios virtuais, os seus efeitos são reais e afectam a vida das pessoas.

No vídeo, Luke vai ficando cada vez mais magoado fisicamente à medida que recebe mais insultos através da Internet. No final, encoraja todas as vítimas de cyberbullying a bloquear e a reportar os responsáveis.

De acordo com o próprio, o vídeo demorou 40 horas a ser feito. Da nossa parte, apenas temos que elogiar e passar a importante mensagem deste jovem.

Assista o vídeo aqui:



por Jorge Loureiro Publicado 11/02/2016

Fonte: http://www.eurogamer.pt/articles/2016-02-11-jovem-lanca-video-contra-o-cyber-bullying

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Square Enix cria campanha anti-bullying inspirada por "Life is Strange"

Em colaboração com a entidade americana Coalização de Advocacia Parental para Direitos Educacionais (PACER), a Square Enix iniciou uma campanha anti-bullying inspirada pelo adventure "Life is Strange".



Utilizando redes sociais, a publisher aumentará sua doação ao Centro Nacional de Prevenção Contra Bullying a cada uso da hashtag #EveryDayHeroes, termo que aparece no jogo como um concurso fotográfico de interesse da protagonista, Max Caufield.

A campanha também encoraja pessoas a compartilhar suas histórias ou a de amigos para dar maior atenção ao problema.

No game, que se passa em uma escola preparatória, uma das narrativas envolve o assédio e ataques a uma aluna após um vídeo ser postado na internet, o que a leva a uma tentativa de suicídio.

A campanha #EveryDayHeroes vai até a próxima terça, 19 de janeiro. Para saber mais, acesse o site oficial da iniciativa (em inglês)

"Life is Strange" está disponível no PC, PS3, PS4, Xbox 360 e Xbox One.

Do UOL, em São Paulo 14/01/201612h32

Fonte: http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2016/01/14/square-enix-cria-campanha-anti-bullying-inspirada-por-life-is-strange.htm

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Menina de 12 anos tem foto montada e publicada em perfil falso nas redes sociais

Montagem diz que a adolescente já ficou com o "1º ano todo"

8/9/2015 às 00h23

Foto: Reprodução/Record Bahia
Uma menina de 12 anos foi vítima de crime na internet em Salvador. Ela teve uma foto publicada em um perfil falso nas redes sociais com informações falsas e caluniosas, que acabou circulando entre os colegas. A montagem diz que a adolescente já ficou com o 1º ano todo e mais frases ofensivas.

A mãe da garota, que preferiu não se identificar, disse que ficou surpresa quando descobriu o que estava acontecendo.

— Você se sente meio dilacerada. Você cria o seu filho com todo amor, todo carinho, dá educação, explica as coisas. Você reclama com seus filhos, você diz não, é tachada como a chata porque orienta a não fazer isso com os colegas, diz a seus filhos que não faça para os outros o que não quer que seja feito com você e não vê esse retorno, esse cuidado. A internet lhe dá o mundo, mas lhe expõe ao mundo.

Segundo a mãe da vítima, a situação ficou pior quando colegas da estudante compartilharam a foto da página em um aplicativo de celular.

— Ela não encarou com tanta gravidade. Ela ficou triste, ela chegou aqui em casa meio desnorteada, falando sobre o assunto, mas ela não tem a noção da dimensão que isso pode ter.

A mulher contou que a menina ficou com medo de ir para escola pouco antes das fotos caírem na rede, pois foi ameaçada pelos colegas dizendo que ela era patricinha e que iria colocar o nome dela na "boca do sapo".

— Nesse momento, ela me pediu para tirá-la da escola.

O caso foi parar na Delegacia Especializada em Repressão a crimes contra Criança e Adolescente. A vítima não foi a única, outros colegas de sala também tiveram fotos divulgadas em perfis falsos na internet que, inclusive, foram excluídos depois que foram descobertos. Mas, mesmo assim, a polícia garante que há como descobrir quem foi que cometeu o crime.

O delegado Charles Leão, da Delegacia Especializada em Crimes na Internet, afirmou que é um crime grave e orientou as famílias que imprimam a tela do perfil e anote o link, porque mesmo que depois a pessoa retire do ar, com aquele endereço a polícia consegue chegar ao autor.

— Envolvendo uma criança, um menor, o fato é muito mais grave, a punição será muito mais forte perante a lei.

Fonte: http://noticias.r7.com/bahia/fotos/menina-de-12-anos-tem-foto-montada-e-publicada-em-perfil-falso-nas-redes-sociais-08092015#!/foto/6