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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Cyberbullying: agressão permanente


É uma violência feita à distância, mas como se se estivesse perto. Todos os dias, a todas as horas, com milhões assistindo.


O medo tinha hora marcada. Começava e terminava com o sinal da escola. Adriana sabia que era ali que a paralisia facial mais se notava. Durante dez anos aguentou sozinha os comentários de gozação feitos em todas as aulas, os empurrões e insultos durante os intervalos. Não lhe valeu o irmão, que assistia a tudo ali mesmo ao pé e que, também com medo, ficava em silêncio. De certa forma, ela fez o mesmo. Aguentou até ter coragem para contar à mãe o que se passava. A vida desta família já se encaminhava para rumar mais a sul, o bullying foi a gota d'água.

Adriana mudou de cidade, fez terapia, cresceu, recuperou das mazelas. Sentiu-se “curada”. Mas, dez anos depois da primeira vez em que as crianças da escola a rodearam para cuspir e gritar que ela era “feia, pequena, deficiente, um verme” que não merecia viver, os insultos voltaram. Agora, não existiam círculos no recreio, nem aparecia ninguém, de repente, para lhe dar uma palmada na cabeça, nem lhe roubavam a roupa depois do treino de educação física. Os insultos e ameaças chegavam através do Facebook e do celular, constantemente. Ali, sem ver a cara dos agressores, ela voltava a ser “feia, pequena, deficiente, um verme” que não merecia viver. Como se nunca tivesse saído da primeira escola onde o assédio começou.

Adriana, 15 anos, passava de vítima de bullying a vítima de cyberbullying. Ironia das ironias, porque denunciou o que sofreu na infância. Numa manhã nublada — de um dia do qual nunca se vai esquecer —, esperou que a família saísse de casa e sentou-se em frente ao computador. Pegou umas folhas em brancas e uma caneta de feltro, escreveu e ligou a câmara. Um sorriso. E, novamente em silêncio, começou a mostrar o texto escrito nas folhas brancas. “Olá, eu sou a Adriana :-) Tenho 15 anos, quase 16. Vim do Alentejo. Alguma vez você sentiu necessidade de contar um dos seus maiores segredos? Bem, eu sinto isso há algum tempo. Só preciso de alguns minutos da sua fantástica vida de adolescente. Desde os 5 anos que sou vítima de bullying. Parece simples, não é? Era gozada por ter a boca de lado, devido a uma paralisia facial. Diziam que eu era pequena, feia, deficiente, que nunca devia ter nascido. Imagina como me senti? Era tão fraca... Tão ingênua e inocente. No 7º ano tudo piorou, quando tive uma segunda paralisia e a minha cara ficou pior, pois é raro ter duas na minha idade. Sofri calada. Chegava a casa cheia de dores, com dores nos olhos. Sentia-me uma merda. Então, culpei-me a mim própria. Estava farta de sofrer, de ser fraca. Por isso, tentei acabar comigo. Morrer. Simplesmente morrer. Tenho marcas que por mais que tente não vão desaparecer, nem o fato de ter sofrido tanto. Pareço feliz, mas uma parte de mim ainda acha que não sou o suficiente para o mundo. Hoje estou a viver em Portimão. Já não sou vítima de bullying. Passaram 14 anos de sofrimento. Sozinha. Mesmo assim, há quem ainda tente deitar-me abaixo. Mas eu concretizei um sonho: ser forte.”

O pior de uma vida tão curta estava descrito sem voz, entre sorrisos e lágrimas, em três minutos de vídeo. E nele uma mensagem de esperança: “A vida ensina-te a ser forte da pior forma”, o título que Adriana deu ao filme. Nos primeiros dias recebeu vídeos de resposta, felicitações, viu adolescentes da mesma idade partilharem a sua história recorrendo também a folhas brancas e canetas de feltro. Iniciava-se, porém, um ciclo diferente do que estava à espera. Os agressores, que durante tantos anos a intimidaram e perseguiram, viram o vídeo e responderam com a agressividade e maldade a que a tinham habituado. Desta vez, a quilômetros de distância, mas como se estivessem muito perto. O que era para ser um momento de catarse, o de pôr um ponto final num período negro, tornava-se, afinal, no começo de outro.

O medo deixava de ter hora marcada. Em perfis falsos, diziam que a culpa era dela, que era calada e, por isso, não tinha amigos. Chamaram-lhe nomes, prometeram que não a iam deixar em paz. No anonimato e graças à desregulamentação da internet, Adriana sentia-se uma presa fácil. “Era como se fosse a continuação de tudo o que tinha passado. Mas não conseguia ver a pessoa cara a cara. Era humilhada perante um público maior. Pensava em quantas pessoas estavam vendo aquilo!” Post atrás de post. Todos os dias, a todas as horas. Tanta gente a ver e ninguém a podia proteger. Ninguém a podia levar dali para fora, porque a internet é omnipresente. Mesmo que saísse de todas as redes sociais, sabia que continuariam a fazer o mesmo. “Tanto o bullying como o cyberbullying são formas de assédio. O bullying é direto com a vítima. O cyberbullying é um assédio virtual que usa vários meios de comunicação (como o telemóvel e as redes sociais) de uma forma repetida. O bullying é físico, deixa mais visibilidade. O cyberbullying é uma forma continuada e repetida de vitimização. Deixa mais sequelas, dura mais tempo”, explica Daniel Cotrim, psicólogo da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

Adriana sentiu-se sentada no escuro, como se não conseguisse ter uma vida diferente. Maria Ana esteve três anos sentada nesse lugar escuro. Nunca foi uma aluna popular na escola, mas as regras rígidas do colégio católico em que estudava não davam espaço para ninguém correr o risco. Um dia, chegou a casa e abriu o e-mail. Lá dentro, um link encaminhava-a para um blogue que lhe era dedicado. Uma fotografia sua, tirada à revelia, com a cintura das calças caídas e mostrando um rabo, abria o blogue. Meia dúzia de posts apontavam-lhe os ‘defeitos’. Um vídeo mostrava vários alunos populares da turma a dizer como ela era chata e detestável. “Comecei a arranjar desculpas para faltar às aulas. Deixava de dormir para estar constantemente a ver se havia atualizações no blogue. Isolei-me, por não ter a certeza de quem tinha sido a ideia. Era como se estivessem todos envolvidos. E perdi a segurança.” Enquanto na escola algum adulto a podia ver e defender, não havia ninguém a quem se queixar na blogosfera.

“Muitas vezes, em casos de bullying, há grupos onde os jovens se sentem seguros. Por exemplo, o bullying pode ocorrer na sala de aulas, mas não na equipa de futebol da escola. Aqui não há fronteiras nem de tempo nem de espaço”, sublinha Ivone Patrão, docente e psicóloga da clínica do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA). Adriana sabe bem o que é ficar sozinha — com o cyberbullying, deixou de ter um lugar seguro. Ela denunciava uma conta de Facebook e dois segundos depois aparecia outra. Ela bloqueava um ‘amigo’ e esse mesmo, mas com outro nome, voltava a pedir-lhe amizade. Ela desamigava outros amigos, mas os vídeos ameaçadores e de gozo voltavam a aparecer no seu feed. E milhares — milhões mesmo? — vendo, compartilhando. E ela desconfiando, mas sem ter a certeza de quem estava por trás.

HUMILHAÇÃO UNIVERSAL

A visibilidade universal da internet torna-se a principal arma do agressor. Há mais gente vendo a humilhação, e ela pode acontecer onde quer que se esteja. Uma só pessoa pode criar várias contas para perseguir e insultar. “É uma questão de exposição, que ali ultrapassa os limites. A visibilidade faz com que outros problemas sejam acrescentados ao assédio, ao que seria o bullying, como o não querer ir às aulas, perturbações de sono, porque ficam até mais tarde na internet a ver o que os outros dizem sobre eles. Traz uma série de efeitos que são ampliados”, explica Luís Fernandes, psicólogo. Autor de “Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores” e atualmente a preparar um plano nacional de ação contra este tipo de assédio e agressão, está habituado a visitar escolas e a falar com alunos e educadores. E não tem encontrado jovens surpreendidos com a possibilidade de ameaçarem e perseguirem na internet, através de SMS, com vídeos e imagens e sem terem de mostrar a cara. “Dez a 20% dos jovens consideram-se agressores ou vítimas. E um dos problemas é o sexting (envio de fotografias de pessoas nuas ou em poses íntimas).”

Com a internet instalaram-se novas palavras, como sextorsion, chantagem que consiste em exigir favores sexuais para não divulgar fotos íntimas. Os jovens crescem cada vez mais depressa. Têm conta de Facebook e telemóveis ainda antes de entrarem na adolescência. Da mesma forma, também começam a descobrir cedo o corpo e a sexualidade. E, como nativos digitais que são, trocam fotografias íntimas com naturalidade. Luísa, 44 anos, descobriu este ano as nudes (as tais fotografias íntimas). A filha Leonor, 11 anos, andava com um comportamento diferente. Embora ela não tivesse dado importância, percebeu que algo se passava. O filho mais velho comentou que andavam alguns colegas a gozar com Leonor no Facebook. Foi aí que decidiu entrar no mundo da adolescência em que Leonor se movimentava.

A conversa entre mãe e filha não começou de forma pacífica. Leonor não se queixava abertamente nem tinha vergonha de ter tirado as fotografias. A princípio, Luísa pensou que eram imagens provocantes. Quando entrou na conta de Facebook da filha, depois de lhe tirar as passwords de todas as redes sociais, não estava à espera nem do conteúdo nem da facilidade com que se espalhava. “Num grupo chamado chamado Leonor Má apareciam fotos e vídeos da Leonor. Os miúdos não têm consciência do que estão a fazer.” Aquele grupo era embaraçoso, mas o pior estava na caixa de mensagens. Um amigo do namorado de Leonor ameaçava publicar as imagens mais explícitas se Leonor não tivesse relações sexuais com ele. 

Em países como os EUA, onde surgiram as primeiras leis anticyberbullying, no Canadá e no Reino Unido há casos de jovens que se suicidaram por causa do cyberbullying. Quase todos tinham medo de que as suas fotografias e vídeos em poses íntimas fossem parar à internet. “Em Portugal também há casos de tentativas de suicídio. O problema não é só ser agredido, é toda a gente ver. Cada pessoa que vê pode enviar para 10 ou 15, que também vão ver... E isso vai contra a imagem que o jovem andou a construir”, diz Luís Fernandes.

NADA DESAPARECE DA INTERNET

O caso de Leonor é um exemplo típico das queixas de pais apresentadas na Polícia Judiciária (PJ). E, contado assim, parece um crime moderno que apenas existe porque há internet e redes sociais. Jorge Duque, ex-inspetor-chefe da área de criminalidade informática da PJ, anda quase 20 anos para trás no tempo para recordar um dos casos que mais o marcou. Uma menor, da área da Grande Lisboa, foi filmada a ter relações sexuais com o namorado sem ter conhecimento disso. O rapaz partilhou o vídeo com amigos no IRC (um antigo serviço de chat), e a comunidade da zona onde ela vivia ficou a saber. A jovem começou a faltar às aulas, e a família, envergonhada, mudou de localidade. Um ano mais tarde, alguém encontrou o vídeo e partilhou-o no Hi5, uma rede social prévia ao Facebook. “Os dados na internet não são privados. Não desaparecem. Temos situações bastante graves, como tentativas de suicídio”, alerta Jorge Duque.

Na maior parte das vezes, os pais descobrem o que se passa numa altura em que a situação parece incontrolável, já os menores passaram por humilhações e chantagens. Luís agiu assim que teve noção da gravidade do problema. Mal descobriu, tratou de guardar todas as conversas e foi à APAV pedir ajuda para apresentar queixa. Queria — e quer — que o caso seja julgado e os culpados penalizados, mas, mais do que isso, gostava que o assunto fosse debatido na escola de Leonor. “Depois de guardar as provas, fui à escola, quis falar com a presidente do Conselho Diretivo e com os pais do rapaz. Mas a escola não quis saber, disse que não se tinha passado dentro de portas e que, por isso, não tinha qualquer responsabilidade. Faz-me confusão que os pais não saibam, que não tenham noção do que se passa com os filhos, mas também que as escolas não se envolvam.”

Esta apatia escolar deve-se muito ao desconhecimento do que é o cyberbullying. Uma sondagem feita pela APAV, há cerca de três anos, mostrava que a maioria sabia que existia, porém não o conseguia identificar. Se para os pais o bullying é hoje um conceito compreendido, e para o qual estão mais despertos, o cyberbullying é-lhes ainda difícil de definir. Para os educadores, que são imigrantes digitais, não é linear perceber se as fotos e posts que os filhos publicam e que são publicados sobre eles são gozo ou brincadeira. E até os mais novos, numa fase da vida em que estão em formação, ficam na dúvida entre o que é ‘rir de mim’ ou ‘rir comigo’. “Há uma fronteira ténue entre o que é cyberbullying e o que é uma opinião. A linha é ténue, porque depende de fatores externos, da vida pessoal e da estabilidade de cada um. Mas há casos em que não há dúvidas: criar contas falsas nas redes sociais só para falar mal dos colegas é um deles”, diz Ivone Patrão.

A realidade é nova, mas as próprias redes sociais — as plataformas que permitem a disseminação do medo, do ódio e da agressão — já deram por ela. Primeiro foi o Instagram a aumentar a lista das palavras ofensivas, agora é o Twitter a expandir a opção “Silenciar”, para permitir que os utilizadores bloqueiem tweets que contenham determinadas palavras ou frases.

Os pais pedem ajuda no limite. Mas não basta dar um ralhete e cortar o acesso às redes sociais aos filhos. A diferença entre a maioria e Luísa é que ela tentou compreender o que fazia Leonor partilhar imagens daquelas. “Ela sempre foi muito vaidosa, sempre gostou muito de se fotografar. Aquelas foram mais umas fotografias, que são hoje muito comuns na escola”, conta. Em vez de entrar em pânico, e apesar do medo que também sentiu, encaminhou Leonor para uma psicóloga e ponderou mudar a filha de escola. Só que, se essa medida funciona numa situação de bullying, no cyberbullying não adianta. Este tipo de assédio é um “Big Brother”. Em 24 horas, esteja-se onde se estiver, pode ser-se vítima. Foi por isso que Adriana se sentiu mais no limite. Não havia por onde fugir.

Até há cinco anos, existia uma lista de cinco medidas para prevenir o cyberbullying. Uma delas dizia que o computador devia estar na sala, para ser usado em família. Outra dava dicas sobre os filtros que se deveriam usar para controlar o que os menores fazem online. Com os smartphones, as duas tornaram-se ultrapassadas. “Este é um mundo muito complexo. As famílias devem integrar as tecnologias nas suas vidas, de uma forma positiva, quando os filhos são pequenos, para eles poderem compreender”, frisa a psicóloga do ISPA. Já Jorge Duque alerta para a prematuridade com que pessoas ainda em estado imaturo se expõem a milhares. “Valerá a pena correr o risco de deixar os jovens terem uma conta numa rede social? A reprodução dos dados na internet funciona como bola de neve.” E é difícil encontrar a fonte da origem.

O anonimato da internet pode transformar-se num refúgio, tornando as vítimas de bullying em agressores de cyberbullying. É o reverso da moeda. Protegidos pela distância física e sem terem de mostrar o rosto, é comum que jovens que sejam perseguidos e ameaçados na escola usem as redes sociais para se vingarem. “Acontece muito, e assim continua o ciclo de violência. É por isso que é importante trabalhar com o agressor. Fazê-lo perceber que ele também pode ser visto como bom se estiver a fazer bem, trazê-lo para o outro lado”, sublinha Luís Fernandes. É que, se há sempre uma vítima e um agressor, isso não quer dizer que sejam bons ou maus. Enquanto a violência existir, o medo terá sempre hora marcada.

CAROLINA REIS (TEXTO), ALEX GOZBLAU (ILUSTRAÇÃO)

Artigo publicado na edição do EXPRESSO de 3 de dezembro de 2016

Fonte: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-12-08-Cyberbullying-agressao-permanente

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Agressão e bullying contra criança rendem condenação a escola e pais de autor


“Age com culpa, na modalidade de negligência, a instituição de ensino que, desatenta às normas de disciplina interna, coloca em risco a integridade física de seus alunos.” Com esse entendimento, a 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reformou sentença de primeiro grau e condenou o Instituto Coração de Jesus e os pais de um aluno que agrediu um colega nas dependências do colégio a indenizar a vítima em R$ 15 mil. A instituição afirma que recorrerá da ação (veja nota completa abaixo).

A ação foi movida em nome do aluno agredido por sua mãe, policial militar. Ela relata que no dia 22 de novembro de 2010, seu filho, então com 7 anos de idade, chegou em casa com o olho roxo e inchado. Ele contou que havia sido agredido por outros alunos no horário de recreação da escola, mostrando um bilhete escrito pela coordenadora pedagógica. Esta apenas relatou que “infelizmente o colega lhe deu um tapa perto do olho esquerdo”, enquanto jogavam totó, apesar das características do hematoma indicarem que ele fora agredido com um soco.

A policial providenciou um boletim de ocorrência e o exame de corpo de delito. Ao procurar o colégio, ela foi informada de que o aluno que bateu em seu filho possuía um histórico de agressões a outros alunos e pelo ocorrido foi proibido de jogar totó no horário do recreio, o que ela considerou uma sanção leve.

Na ação, ela denuncia a falta de zelo dos prepostos da escola no momento da agressão, pois eles apenas deram ao seu filho uma bolsa de gelo para colocar no olho e deixaram-no no mesmo ambiente dos agressores, que permaneceram zombando do colega. Alega também o descaso da escola, que não a contatou para esclarecer os fatos. Além disso, afirma que seu filho foi vítima de bullying, pois não quis mais frequentar a escola, por medo e vergonha dos colegas, e ela precisou matriculá-lo em outro colégio. Além de pedir a condenação da escola, requereu a condenação também dos pais do aluno agressor.

O juiz de primeira instância negou os pedidos de indenização, o que levou a policial a recorrer ao Tribunal de Justiça.

No julgamento do recurso, o desembargador Newton Teixeira Carvalho, relator, afirmou que os réus não negaram a ocorrência dos fatos, que foram motivados por “conduta omissiva” por parte da escola, uma vez que seus monitores se descuidaram dos alunos.

“O caso dos autos evidencia suposta lesão de ordem extrapatrimonial decorrente de má prestação de serviço educacional, incidindo, na espécie, as disposições do Código de Proteção e Defesa do Consumidor”, afirmou o relator.

Segundo o desembargador, a escola não pode se eximir da responsabilidade pelo acidente, uma vez que era responsável pela vigilância e pela guarda do aluno. Assim, deve “responder pelo risco assumido, embora causado por outro aluno, menor de idade, razão pela qual os pais deste também devem responder pelos atos do filho”.

O relator considerou que o ocorrido atingiu “a honra, reputação e intimidade do aluno, afetando seu comportamento psicológico, causando aflição, desequilíbrio e angústia”. Ele fixou a indenização por danos morais em R$ 15 mil.

Os desembargadores Alberto Henrique e Rogério Medeiros acompanharam o voto do relator.

O Bhaz procurou a instituição de ensino para comentar sobre o caso, mas até a publicação desta reportagem não havia recebido retorno.


Nota ICJ na íntegra: 

O Colégio ICJ informa que prestou toda a assistência necessária ao aluno e a família e que recorrerá da decisão, uma vez que o juiz da 1ª instância, responsável pelos depoimentos e recolhimento de provas, indeferiu os pedidos dos responsáveis pelo aluno.

Atualizada às 18h do dia 25/12/2016
Foto: Wikipedia

Fonte: http://bhaz.com.br/2016/11/25/agressao-e-bullying-contra-crianca-rendem-condenacao-a-escola-e-pais-de-autor/

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Polícia investiga morte de menino de após ferimentos em colégio

Criança estava desmaiada e com hematomas quando família o encontrou. Parentes afirmam que menino sofria bullying e que escola foi omissa.


A Polícia Civil investiga nesta quarta-feira (31) o caso do menino Eduardo Souza Cordeiro, 12 anos, que morreu durante esta madrugada no Pronto Socorro Municipal Mario Pinotti, em Belém. A família afirma que a criança foi espancada dentro da Escola Estadual Santo Afonso, no bairro do Telégrafo, e não resistiu.

“Ele ficou muito machucado, foi muito violento, sem explicação”, conta Natália Leal, prima da vítima. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) apura as circunstâncias da morte do menino. Em nota, a secretaria informou que apura duas versões do fato: a de que o aluno sofreu uma queda durante o intervalo de aula, e a outra de que foi vítima de agressões motivadas por bullying. As aulas doram suspensas no colégio Santo Afonso.

Eduardo morava com a avó e uma tia. Segundo familiares, na tarde de terça-feira (30) o menino foi para a escola, onde estudava no turno da tarde. No final da tarde, a família foi avisada por um vizinho que Eduardo havia sido espancado.

“Quando meu sobrinho chegou, ele [Eduardo] estava todo batido, na sala da diretora. Ela não deu nenhuma explicação. Meu irmão acha que deram pauladas nele. Chegamos a levar ele pra casa, mas ele tinha muitos hematomas, ficou roxo. Levamos pro Pronto Socorro, fizeram exames, tentaram reanimar. Umas três horas [da madrugada] ele teve cinco paradas cardíacas e morreu às 4h”, afirma Rosilene Leal, tia da vítima.

Funcionários da Escola Estadual Santo Afonso dizem que os ferimentos que provocaram a morte do menino foram resultado de um acidente: segundo a escola, o garoto estava brincando durante o intervalo quando caiu e bateu as costelas.

Bullying

A tia conta ainda que Eduardo vinha sofrendo bullying e que a família já havia procurado a escola por causa do problema. “Ele era um menino diferente, branquinho, franzino. Ele tinha medo de falar. No mês de junho, um moleque deu uma surra nele”, diz ainda a tia.

“Ele estava com uma rejeição e ir pra escola. Minha mãe, minha avó já tinham ido lá. Ele falou que não queria mais ir pra aula”, lembra a prima de Eduardo.

A família registrou um boletim de ocorrência no posto policial do hospital. Os parentes querem explicações sobre o que aconteceu com Eduardo na escola.

“Como a escola é uma área fechada, por que nenhuma servente, uma secretária, ninguém viu esses moleques? Por que não nos avisaram o que tinha acontecido?”, questiona a tia da vítima.

O corpo de Eduardo de Souza Cordeiro foi levado parao Instituto Médico Legal e passa por perícia na manhã desta quarta-feira (31). O velório do menino será na casa da família, na rodovia Arthur Bernardes, em Belém.

Veja a nota da Seduc na íntegra:

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) tomou conhecimento do fato ocorrido em relação ao estudante Eduardo de Souza Cordeiro, 12 anos de idade, matriculado no 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Santo Afonso, no bairro do Telégrafo.

A Seduc apura as circunstâncias nas quais o fato se deu. A Secretaria de Educação levanta informações sobre duas versões do fato: a de que o aluno sofreu uma queda durante o intervalo de aula, na tarde da terça-feira, dia 30, e a outra de que foi vítima de agressões motivadas por bullying, ainda que a escola não possua histórico de agressões entre estudantes.

Uma equipe de psicólogos e técnicos da Seduc presta assistência aos familiares do estudante que e encontram no Instituto Médico Legal.

A Seduc, através da sua Ouvidoria, acompanhará o inquérito policial que vai apurar os fatos.

As aulas na Escola Santo Afonso foram suspensas, de vez que os estudantes da unidade escolar encontram-se solidários com os familiares do aluno em questão.

31/08/2016 10h28 - Atualizado em 31/08/2016 13h04 | Do G1 PA

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Pai compartilha vídeo falando sobre o filho que se suicidou devido a bullying



Daniel, residente em Staten Island (Estados Unidos), tinha apenas 13 anos quando se suicidou. Antes de morrer, deixou uma carta e na mesma dizia que os professores na sua escola nunca fizeram nada para impedir que os colegas o mal tratassem. “Eu desisto”, escreveu.

No mesmo dia, a irmã mais velha encontrou-o morto, com um cinto à volta do pescoço.

Revoltado com a situação, o pai da criança, Daniel Fitzpatrick (mesmo nome do filho), esteve no Facebook para deixar uma mensagem aos pais das crianças que exerciam bullying sobre o filho. Depois de agradecer a todos as pessoas o apoio, começa a falar sobre o que aconteceu.

“Ele passou por muita dor. Sinto muito a falta do meu filho. Nenhum pai devia ter de enterrar o seu filho e nenhuma criança devia passar por aquilo que o meu filho passou. O que ele escreveu na carta é a verdade, são as suas palavras”, começa por dizer.

“Aos pais dos filhos que atormentaram o meu filho, espero que nunca tenham de sentir aquilo que a minha família está passando”, continua dizendo nas imagens desfeito em lágrimas.

Depois do acidente, a escola (Holy Angels Catholic Academy) afirmou: “depois da tragédia, estamos examinando as nossas políticas. O diretor, professores e todo o pessoal da escola estão devastados”.

17/09/2016 | POR INÊS ESPARTEIRO ARAÚJO

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/639681/pai-partilha-video-sobre-filho-que-se-suicidou-devido-a-bullying

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Intimidação sem controle é causa de suicídios e danos emocionais

Todas as vezes que entrava em sala de aula, Gustavo ouvia de um colega de turma que ele parecia um “veadinho” pelo cabelo liso e por estar acima do peso. Em uma oportunidade, já sem paciência, o garoto devolveu a provocação e disse ao colega que o problema dele era ter o “cabelo duro” e foi acusado de racista. Ambos pararam na direção e as famílias foram chamadas para ajudar a contornar o conflito.

Ana, 12 anos, era novata na escola quando alguns colegas de sala pegaram uma foto dela e divulgaram nas redes sociais, dizendo que a garota já havia namorado todos os meninos de uma série, que era vadia e fazia sexo oral com todos. Desesperada, a mãe da garota acionou a escola e a Delegacia Especializada em Crime Contra Criança Adolescente. “Nem mesmo na delegacia sabiam como lidar com essa situação, mas não podia deixar de lado uma situação absurda como essa”, conta a mãe da garota. 



Desde a semana passada, entrou em vigor no Brasil uma lei que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying). A Lei nº 13.185 determina que será considerada intimidação sistemática todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação.

Mais do que coibir situações como essas, a proposta deve minimizar os impactos dessas agressões para a saúde física e mental de crianças e adultos. Isso porque algumas dessas situações repercutem de forma tão impactante na vida do indivíduo que podem desencadear traumas até a vida adulta, além de promover humilhações tão severas que facilitam atos extremados como o suicídio e o assassinato.

Força desproporcional

“Os conflitos de relacionamento existem, sempre existiram e são necessários para o crescimento pessoal, no entanto, quando a situação foge do controle, é necessária intervenção rápida e objetiva para promover a violência sofrida”, explica a psicóloga Keila Parente, que atua como orientadora psicopedagógica do Colégio Villa Lobos. 

Ela ressalta ainda que, embora o termo esteja desgastado e termine sendo utilizado para designar outras situações como a pirraça e a chacota, é importante salientar que o bullying é uma violência que acontece entre pares. 

A experiência da jovem CD (identidade preservada a pedido da fonte) é uma ilustração de como a agressão psicológica e física pode acompanhar alguém por décadas, determinando, inclusive, como suas relações serão determinadas no futuro. Desde muito cedo, ouvia gracejos sobre o desenvolvimento da região pubiana (monte de vênus). A situação assumiu contornos preocupantes quando entrou na pré- adolescência. Ela tinha 10 anos quando um colega de escola da mesma idade lhe disse, durante uma aula de Educação Física, que a estupraria. 

No início, ela ignorou, mas eram tão constantes as ameaças que a garota deixou de usar shorts ou calças. Abandonou as aulas de balé e jazz porque as vestimentas possibilitavam que ele e outras pessoas notassem o que ela considerava uma anomalia anatômica.

“Chorava todo dia com medo dele e não conseguia falar isso para ninguém. Fiquei introspectiva e bem calada, coisa que nunca fui”, diz. “Para os outros que me ameaçavam me ‘pegar’, dizia que tinha doenças graves”, conta. 

Hoje, noiva, capaz de manter relacionamentos sem o peso das agressões sofridas no primário, ela conta que demorou em se aceitar e precisou fazer terapia para conseguir se relacionar com rapazes, ir à praia ou piscina. “Me achava uma anormal”, narra.

O diretor clínico da Holiste, o psiquiatra Luiz Fernando Pedroso diz que a desproporcionalidade de força empregada em situações de bullying, como a narrada por CD, mostra uma perversão no ambiente escolar e que as boas unidades de educação têm obrigação de impedir que isso prossiga. 

“A mera provocação e o conflito por si só não são preocupantes e fazem parte do crescimento individual, no entanto, manifestações excessivas, tidas como patológicas, tanto por parte do agredido como do agressor exigem intervenção”, diz. 

O médico, no entanto, afirma que a lei possui um texto esquisito, uma vez que judicializa uma questão educacional. “O Estado termina por retirar a virtude do educador. A questão precisa e deve ser discutida e resolvida, mas no âmbito escolar, que é um espaço privilegiado de socialização”, completa o médico. 

Cura social

A psicóloga e orientadora psicopedagógica na Associação Cultural Brasil-Estados Unidos (Acbeu) Raquel Guirra destaca que o bullying alerta para a necessidade de atuar tanto com os agredidos quanto os agressores, pois ambos possuem como característica os problemas de estima. 

“É natural que o agredido seja mais bem aceito, mas o agressor também precisa ser tratado, pois, geralmente, é uma criança criada num ambiente de agressividade e que, para ser aceito e visto como forte, precisa apelar para a agressão”, completa. 

Ela pontua que se os envolvidos não são assistidos, corre-se o risco de evitar a situação no ambiente de vigilância, mas de se permitir que o cenário volte a se repetir quando ninguém estiver observando. 

Com uma postura parecida, Keila Parente é enfática em pontuar a necessidade de família e escola criarem um ambiente seguro para que a criança se sinta à vontade para relatar qualquer situação de violência. 

“Geralmente, nas situações de bullying existe a figura do agressor, do agredido e da plateia, então é preciso que a escola sensibilize sobre as normas de convivência e assegure a eles a segurança”, finaliza.


Carmen Vasconcelos (carmen.vasconcelos@redebahia.com.br)
21/02/2016 12:11:00
Atualizado em 21/02/2016 12:30:20

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/intimidacao-sem-controle-e-causa-de-suicidios-e-danos-emocionais/?cHash=6d784dcd44f7668edbdb55827cd1e8e3

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Jovem lança vídeo contra o cyberbullying

Tem uma mensagem importante para todos os utilizadores da Internet.


À medida que passamos cada vez mais tempo na Internet, seja a visitar websites, participar em fóruns, ou mesmo a jogar on-line com outras pessoas, o cyberbullying está a tornar-se uma ameaça cada vez maior.

Luke Culhane, um jovem de 13 anos que afirma já ter sido vítima de cyberbullying, lançou agora um vídeo de alerta. O vídeo procura mostrar que, embora o cyberbullying tenha lugar em sítios virtuais, os seus efeitos são reais e afectam a vida das pessoas.

No vídeo, Luke vai ficando cada vez mais magoado fisicamente à medida que recebe mais insultos através da Internet. No final, encoraja todas as vítimas de cyberbullying a bloquear e a reportar os responsáveis.

De acordo com o próprio, o vídeo demorou 40 horas a ser feito. Da nossa parte, apenas temos que elogiar e passar a importante mensagem deste jovem.

Assista o vídeo aqui:



por Jorge Loureiro Publicado 11/02/2016

Fonte: http://www.eurogamer.pt/articles/2016-02-11-jovem-lanca-video-contra-o-cyber-bullying

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Professor: aprenda a combater o bullying durante as aulas

Confira 5 dicas para lidar com essa situação em sala de aula

Fonte: Shutterstock

Muitos professores enfrentam um grande desafio: o combate ao bullying em sala de aula. Essa prática costuma ocorrer no ambiente escolar e está associada a intimidações e agressões frequentes praticadas contra um estudante, podendo ser na forma física ou psicológica. Como consequência, isso pode gerar uma sensação de angústia no aluno podendo prejudicar o seu aprendizado ao longo do ano.

Sabendo disso, separamos a seguir 5 métodos para combater o bullying em sala de aula. Confira abaixo:


1 - Observe o comportamento dos alunos
O primeiro passo para identificar a ocorrência de bullying é observar as atitudes dos estudantes. Caso perceba alguma mudança negativa e repentina de comportamento em algum aluno, isso pode não ser um bom sinal. Caso isso ocorra, procure conversar com o estudante e peça para que ele seja sincero com você, oferecendo ajuda. Não espere demais para tomar uma atitude.

2 - Converse com os envolvidos individualmente
No caso de identificar o praticamente e o aluno que está sofrendo o bullying, o mais indicado a fazer é conversar com ambas as partes envolvidas de maneira individual. Chame cada um dos envolvidos para ter uma conversa, em um ambiente onde você possa ouvi-los com calma, dando toda a atenção para defender o estudante que está sofrendo, deixando a vítima em uma situação mais confortável.

3 - Ouça os dois lados
Durante a conversa, é importante ouvir as duas partes envolvidas no caso. Por mais que a vontade seja a de defender a vítima, é preciso também prestar atenção nos alunos que praticaram a ofensa, observando o que eles têm a dizer. Assim, você pode identificar o motivo pelo qual esse tipo de agressão é cometida, ou seja, o que está por trás daquele bullying praticado. Caso você identifique algum problema, é possível indicar um especialista fora do ambiente escolar para trabalhar melhor com o assunto em questão, auxiliando tanto os agressores, quanto a vítima.

4 - Deixe o aluno livre para desabafar
É importante que a vítima esteja livre para falar sobre os próprios sentimentos. No entanto, não tente forçá-la a isso caso ela não queira. Uma estratégia interessante para estimulá-la a expressar o que sente é através da escrita, por exemplo. Você pode propor que o estudante escreva em um papel como foi o seu dia na escola ou quais os seus sentimentos naquele momento, por exemplo. Isso pode ajudá-lo a prestar um melhor auxílio ao aluno.

 

Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/11/12/1133584/professor-aprenda-combater-bullying-durante-aulas.html

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Professor é processado por praticar bullying contra alunos

Segundo MP, professor humilhava alunos e afrontava direção da escola. Acusado chegou a dizer: 'só não passo com carro em cima porque é aluno'.

Segundo MPRO, professor abusava do cargo para
perseguir alunos (Foto: Reprodução/TV Rondônia)

Um professor de matemática da Escola Estadual Marechal Rondon, em Vitória da União, distrito de Corumbiara (RO), pode perder o direito de exercer a função. Ele é acusado pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) de "perseguir", humilhar e praticar bullying contra os alunos. O profissional foi afastado do cargo e teve os bens bloqueados, por meio de liminar.

Na ação de improbidade administrativa, o MPRO diz que o acusado abusava da condição de professor, perseguindo os alunos e os ameaçando, afrontando, inclusive, a direção da escola. Ainda segundo o Ministério Público, o comportamento agressivo do profissional prejudicou o ambiente escolar e muitos pais de alunos e a própria direção da escola já haviam registrado denúncias junto à Promotoria de Justiça de Cerejeiras.

O processo traz relatos de declarações do professor sobre o desempenho dos alunos. "Você é desprovido", "Tenho dó de você" e "Só não passo em cima dele com o carro porque é aluno da escola" são algumas das frases ditas pelo acusado em sala de aula, segundo os estudantes ouvidos pelo MP.

Em contato com o G1, o atual diretor da escola, Paulo Sérgio Alves, explicou que os casos aconteceram na gestão anterior e que o professor foi afastado há 15 dias. "Estou ciente do problema, mas estou há pouquíssimo tempo na direção, cerca de 30 dias, e não posso dizer muito a respeito. Quando vim de Cerejeiras para cá, as situações já tinham acontecido", declara.

O MPRO pede que o professor seja penalizado com a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos por três a cinco anos, a proibição de trabalhar em instituições públicas e de receber benefícios ou incentivos fiscais e o pagamento de multa de até 100 vezes o valor do seu salário.

O professor afastado foi procurado pela reportagem, mas não atendeu aos telefonemas e não retornou as ligações.

Fonte: http://g1.globo.com/ro/vilhena-e-cone-sul/noticia/2015/11/professor-e-processado-por-praticar-bullying-contra-alunos-em-rondonia.html

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Justiça determina que mãe pague indenização a vítima de cyberbullying

Estudante criou página na internet para ofender colega. Cabe recurso da decisão.



Do G1, em São Paulo

O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Sul confirmou nesta quarta-feira (30) a decisão da juíza Taís Culau de Barros, da 1ª Vara Cível de Carazinho, que determina que a mãe de um adolescente que praticou cyberbullying pague uma indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil. Cabe recurso.

Segundo o TJ, o garoto criou uma página na internet para ofender um colega de classe. A vítima alega que fotos suas foram copiadas e alteradas dando origem a um fotolog (espécie de diário fotográfico). Na página, foram postadas mensagens levianas e ofensivas. Além disso, foram feitas montagens fotográficas nas quais o garoto aparece ora com chifres, ora com o rosto ligado a um corpo de mulher.

A vítima registrou um boletim de ocorrência e ingressou com ação cautelar para que o provedor fornecesse dados sobre da identidade do proprietário do computador de onde as mensagens foram postadas.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2010/07/justica-determina-que-mae-pague-indenizacao-vitima-de-cyberbullying.html