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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Pai compartilha vídeo falando sobre o filho que se suicidou devido a bullying



Daniel, residente em Staten Island (Estados Unidos), tinha apenas 13 anos quando se suicidou. Antes de morrer, deixou uma carta e na mesma dizia que os professores na sua escola nunca fizeram nada para impedir que os colegas o mal tratassem. “Eu desisto”, escreveu.

No mesmo dia, a irmã mais velha encontrou-o morto, com um cinto à volta do pescoço.

Revoltado com a situação, o pai da criança, Daniel Fitzpatrick (mesmo nome do filho), esteve no Facebook para deixar uma mensagem aos pais das crianças que exerciam bullying sobre o filho. Depois de agradecer a todos as pessoas o apoio, começa a falar sobre o que aconteceu.

“Ele passou por muita dor. Sinto muito a falta do meu filho. Nenhum pai devia ter de enterrar o seu filho e nenhuma criança devia passar por aquilo que o meu filho passou. O que ele escreveu na carta é a verdade, são as suas palavras”, começa por dizer.

“Aos pais dos filhos que atormentaram o meu filho, espero que nunca tenham de sentir aquilo que a minha família está passando”, continua dizendo nas imagens desfeito em lágrimas.

Depois do acidente, a escola (Holy Angels Catholic Academy) afirmou: “depois da tragédia, estamos examinando as nossas políticas. O diretor, professores e todo o pessoal da escola estão devastados”.

17/09/2016 | POR INÊS ESPARTEIRO ARAÚJO

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/639681/pai-partilha-video-sobre-filho-que-se-suicidou-devido-a-bullying

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Você sabe o que seu filho tem feito nas redes sociais?

“O que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência de si mesma.” (Abraham Maslow)


Se vocês se chocam com boatos espalhados pela internet, fiquem atentos: a falta de controle e fiscalização do que seus filhos fazem nas redes sociais pode fazer deles a próxima vítima.

Você conhece o mundo virtual? Conhece as redes sociais às quais crianças e jovens utilizam para se comunicar? Espero que sim, e espero que você que é mãe e/ou pai esteja dedicando uma parte do seu tempo para orientar seus filhos sobre o bom uso dessa ferramenta.

Adolescentes mal orientados e mal fiscalizados usam as redes sociais para falar com bandidos, para marcar encontros com pessoas desconhecidas, para comprar e vender drogas, para trocar fotos e vídeos com forte apelo sexual – isso não acontece só nas favelas da baixada santista, acontece nas escolas particulares da nossa cidade.

Se por um lado o mundo virtual faz parte do nosso cotidiano e tem sido muito útil por uma série de motivos, inclusive a facilidade de comunicação; por outro, tem aberto portas às quais muitas vezes levam a caminhos desconhecidos, perigosos e sem volta.

Quando nós adultos filosofamos e desejamos viver de novo a juventude com a experiência que só o tempo e a vida nos trouxeram, é exatamente porque agora, temos discernimento e podemos fazer escolhas com mais sabedoria, certo? Então por que deixamos crianças e adolescentes tão sozinhos e sem norte achando que, aos dez, treze ou quinze anos eles terão maturidade para cuidar de si mesmo? Não, eles não estão prontos para isso! Precisam de orientação, de limites, de exemplos, precisam que contem a eles como as coisas funcionam por aqui!


Vocês sabem o que busca um adolescente quando expõe uma foto sensual de si ou quando se atreve a conversar com um traficando ou contraventor? Busca autoafirmação, busca combustível para sua autoestima – em resumo: BUSCA AFETO! Somos todos tão carentes…

Uma criança de onze anos ou um adolescente de quinze não podem ter acesso irrestrito à internet, principalmente quando se trata de redes sociais e, o fato dos pais adultos ou os outros colegas utilizarem não é desculpa para se omitir. O padrão primário de comportamento de um ser humano deve vir de sua família, pelo menos até chegar à fase adulta.

Eu me lembro durante a minha infância e adolescência de ter pedido algumas coisas aos meus pais, usando os seguintes argumentos: “todo mundo vai”; “todo mundo tem”. Em resposta ouvia a famosa frase “você não é todo mundo!”. Só hoje, pela própria maturidade, eu entendo o quanto havia de afeto na fala deles. O que eles estavam me dizendo era que: não ser todo mundo é ser especial, é ser cuidado, protegido, amado. Além disso, eles não podiam me dar tudo, nem permitir tudo – ninguém pode, nem deve, por mais dinheiro que tenha!

A grande maioria dos pais se omite em dizer não, em colocar regras e limites, ou em frustrar seus filhos pelo medo de perder o afeto destes, porém essa liberdade desenfreada é interpretada emocionalmente como falta de amor e de interesse.

Amadurecimento intelectual não quer dizer amadurecimento emocional. Se sua filha envia a alguém uma foto sensual aos catorze anos, ela tem razões para isso, e vocês pais, tem muita responsabilidade sobre essas razões. Se culpar ou se omitir não vai resolver nada, mas mudar resolve sim – na infância e na adolescência tudo pode ser feito e todos podem ser salvos. Basta querer.

10/5/2016 às 18h15

Fonte: http://entretenimento.r7.com/pop/jovem/o-segredo/voce-sabe-o-que-seu-filho-tem-feito-nas-redes-sociais-10052016

segunda-feira, 7 de março de 2016

Mãe dá lição em filho que fez bullying através do Facebook

As redes sociais também servem para educar os filhos.


Terry Evans é mãe de um menino de 12 anos que estragou os sapatos de uma das novas colegas da turma, fazendo “bullying contra uma menina”. Esta poderia ser mais uma história sobre violência entre colegas, mas Terry fez dela uma oportunidade para mudar a visão dos pais e das próprias crianças.

Confrontada com a situação, a mãe publicou no Facebook e explicou que quis fazer o filho “passar vergonha” para que percebesse o erro que tinha cometido, algo que não tinha acontecido na conversa que teve com o rapaz.

Na publicação da rede social, a mãe do adolescente garantiu-lhe que se voltasse a fazer algo do gênero o entregaria aos pais da jovem e frisou que o dinheiro que vier a conseguir será para comprar uns sapatos novos à menina.

A publicação de Terry Evans conta com mais de 57 mil curtidas e 11 mil compartilhamentos e, por essa razão, a mulher retirou a identificação do menino, esclarecendo que resolveu escrever o texto com o intuito de os amigos verem que houve consequências para os atos do rapaz e que não devem cometer esta violência sobre os outros.

A forma de educar a criança foi posta em causa, através de alguns comentários, mas Terry garante ter liberdade para transmitir valores ao seu filho, e mostrar-lhe que alguém sofreu muito com as atitudes dele.

09:14 - 06/03/16- POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com.br/mundo/195379/mae-da-licao-em-filho-que-fez-bullying-atraves-do-facebook

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Justiça determina que mãe pague indenização a vítima de cyberbullying

Estudante criou página na internet para ofender colega. Cabe recurso da decisão.



Do G1, em São Paulo

O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Sul confirmou nesta quarta-feira (30) a decisão da juíza Taís Culau de Barros, da 1ª Vara Cível de Carazinho, que determina que a mãe de um adolescente que praticou cyberbullying pague uma indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil. Cabe recurso.

Segundo o TJ, o garoto criou uma página na internet para ofender um colega de classe. A vítima alega que fotos suas foram copiadas e alteradas dando origem a um fotolog (espécie de diário fotográfico). Na página, foram postadas mensagens levianas e ofensivas. Além disso, foram feitas montagens fotográficas nas quais o garoto aparece ora com chifres, ora com o rosto ligado a um corpo de mulher.

A vítima registrou um boletim de ocorrência e ingressou com ação cautelar para que o provedor fornecesse dados sobre da identidade do proprietário do computador de onde as mensagens foram postadas.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2010/07/justica-determina-que-mae-pague-indenizacao-vitima-de-cyberbullying.html

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Jogadores de RPG roubam fotos de crianças para promover fetiche no Instagram

Mãe conta como viu fotos de seu filho sendo usadas na conta de outra pessoa; 'brincadeira' têm versões sexualizadas.


Por BBC Brasil | 05/08/2015 09h21 - Atualizado em 05/08/2015 09h21


Muitos "jogadores" parecem ser adolescentes brincando, mas não é difícil encontrar versões sexualizadas da hashtag. (Foto: BBC) 

Se você costuma postar fotos dos seus filhos no Instagram, pode ser capaz, ao ler essa história, de querer mudar imediatamente as configuração de privacidade de sua conta.

Como parte de uma espécie de jogo de role playing (jogo de representação) fetichista, participantes roubam fotos de crianças em contas do Instagram de outras pessoas.

Depois, eles postam as fotos roubadas na própria conta, usando hashtags como #BabyRP ou #KidRP (RP sendo a sigla para role playing).

Nas legendas das fotos, eles inventam nomes e histórias para as crianças, convidando outras pessoas para serem "mãe" ou "pai" adotivos.

O BBC Trending conversou com Dana Pecina-Phillips, uma mãe que descobriu dezenas de fotos que ela havia postado do próprio filho em uma conta de Instagram onde a pessoa, aparentemente uma mulher, fazia essa "adoção virtual".

"Eu estava postando fotos do meu filho no Instagram e percebi que alguém havia curtido centenas de fotos dele. Achei estranho. Eu entrei no perfil dela e imediatamente vi que tinha fotos do meu filho. Meu coração parou", disse.

"Conforme ia clicando nas fotos e lendo as legendas, percebi que o que eles estavam fazendo era 'role playing' com meu filho. Entrei em pânico. Comentei dizendo que as fotos eram do meu filho e que era para ela tirá-las de sua conta. Mas ela deletou os comentários e continuou postando ainda mais fotos dele."

Participantes acham que por o perfil da pessoa ser público, as fotos também seriam e podem ser usadas à vontade. (Foto: BBC) 

BBC entrou em contato com esses jogadores de RPG e alguns aceitaram falar, sob condição de anonimato, por mensagem via Instagram.

Uma das pessoas disse: "BabyRP é como assumir um papel em um jogo. Alguém é um bebê, alguém é uma mamãe. Você só finge."

"A maioria das pessoas pega as fotos de outras contas do Instagram. Nós podemos usá-las porque não tem marca d'água nas fotos", disse outro.

"Não é errado. Se a conta é pública, as fotos também são", afirmou um outro.

Dana contou ter reportado as fotos e a conta ao Instagram centenas de vezes. (Foto: BBC)

Dana contou ter reportado as fotos e a conta ao Instagram "centenas de vezes".

"Eu sei que eles (o Instagram) sempre diz que trabalha rapidamente para tirar esses perfis do ar. Mas esse não foi o meu caso e nem de outras famílias que passaram pela mesma situação."

Contatado pela BBC, o Instagram afirmou: "Esse tipo de conteúdo viola nossos termos. Uma vez que um pai, mãe ou responsável reportar a foto, nós agimos rapidamente para remover a foto".

Conta privada

A maioria dos jogadores de RPGs no Instagram parece ser adolescentes brincando de ser pais e mães. Mas não é difícil encontrar versões sexualizadas da hashtag.

Mas por que essas pessoas participam desse "jogo"?

Um dos participantes disse à BBC: "A maioria dos role players faz isso para sair um pouco desse mundo. Eles podem ser alguém que é amado. Eu gosto porque se estou tendo um dia difícil, posso jogar e me divertir com meus amigos."

"Eu tenho saudades de ser uma criança", disse outro.

Restringir a conta do Instagram pode diminuir o risco de ter fotos roubadas. (Foto: BBC) 

Dana conta ter ficado muito revoltada por alguém estar fazendo esse tipo de coisa com as fotos do filho. "Mas também me senti culpada por ter postado as fotos, por ter sido inocente."

Como as pessoas apenas criam novas contas e seguem postando fotos, ela desistiu de procurar punição para elas.

"Eu agora tenho de viver com o fato de que alguém tem centenas de fotos do MEU filho salvas no computador ou no celular dela, e que eles podem usar do jeito que quiserem. É um sentimento horrível, de impotência."

Sophie Linington, do site The Parent Zone, recomenda tomar muito cuidado com quem você compartilha suas fotos. "Mantenha sua conta privada e não aceite pessoas que você não conhece. E se você quiser realmente compartilhar, coloque uma marca d'água e sempre desative o localizador".

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2015/08/jogadores-de-rpg-roubam-fotos-de-criancas-para-promover-fetiche-no-instagram.html