terça-feira, 24 de novembro de 2015

Réu é condenado por pornografia de vingança e compartilhamento de fotos de pedofilia

Um homem foi condenado a 11 anos e 9 meses de reclusão por transmitir, divulgar e publicar na Internet fotos e vídeos com cenas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes e por armazenar esses dados em seu computador.

Reprodução: pixabay.com


Um homem foi condenado a 11 anos e 9 meses de reclusão por transmitir, divulgar e publicar na internet fotos e vídeos com cenas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes e por armazenar esses dados em seu computador. Ele também foi condenado por assediar e constranger uma menor de 11 anos induzindo-a a se exibir de forma pornográfica por meio de uma webcam. A sentença é da 1ª Vara Federal de Campinas/SP.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, o réu L.L.O. conheceu a vítima em 2011 por meio da rede social Orkut, fazendo-se passar por um adolescente de 15 anos. Ele pediu a menor em namoro pela Internet e, a partir daí, convenceu-a a realizar atos libidinosos diante da câmera do computador. Quando esta se recusou a atender aos pedidos e decidiu terminar o relacionamento virtual, o réu passou a ameaçá-la dizendo que publicaria nas redes sociais os vídeos e fotos que havia gravado, o que de fato veio a ocorrer.

A vítima decidiu contar o que estava ocorrendo para sua família e as investigações tiveram início após a denúncia feita por ela e sua mãe. Foi expedido mandado de busca e apreensão na residência do acusado, em Campinas, e decretada sua prisão preventiva. No local, os policiais encontraram uma grande quantidade de fotos e vídeos de conteúdo pedófilo armazenados em equipamentos de mídia, além de programas de compartilhamento no computador, resultando na prisão em flagrante de L.L.O.

Para a juíza federal que proferiu a sentença, o volume de material apreendido demonstra que a atividade do réu não se restringia apenas à vítima em questão. “O compartilhamento do material, tanto por ele produzido como de outras imagens que deliberadamente guardava em seus equipamentos demonstra, a toda força, o dolo no cometimento de cada uma das infrações penais”, diz a magistrada.

Ao publicar e compartilhar as fotos e vídeos da menor, L.L.O. teria praticado a chamada “pornografia de vingança”, expressão que remete ao ato de expor na internet fotos ou vídeos íntimos de terceiros sem o consentimento, geralmente contendo cenas de sexo explícito que, mesmo quando gravadas de forma consentida, não tinham a intenção de divulgá-las publicamente. Após o fim do relacionamento, uma das partes divulga as cenas íntimas na internet como forma de “vingar-se” da pessoa com quem se relacionou.

Junto com as publicações, o réu também divulgou o telefone, e-mail e o endereço do perfil da menor nas redes sociais. A decisão aponta que o propósito de vingar-se foi alcançado. A menor, moradora de cidade pequena, sofreu constrangimento sem medida, segundo depoimento da mãe, que afirmou ter sido necessário tratamento psicológico devido ao trauma emocional sofrido e a tentativa de suicídio da filha.

“O conjunto probatório formado nos autos mostra de forma clara e segura que o acusado, consciente e voluntariamente, armazenou fotografias e vídeos de conteúdo pedófilo, ofereceu, publicou, transmitiu, disponibilizou e compartilhou arquivos com o mesmo conteúdo, além de aliciar, assediar, instigar e constranger a menor, por meio de veículo de comunicação, a exibir-se de forma pornográfica e sexualmente explícita, restando evidentes a materialidade, a autoria e o dolo do acusado na realização de cada uma das condutas”.

L.L.O. foi condenado pelos crimes previstos nos art. 241-A, 241-B e 241-D, e seu parágrafo único, inciso II, todos da Lei nº 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). O réu não poderá apelar da sentença em liberdade, devendo continuar preso no estabelecimento em que se encontra recolhido. (JSM)

Fonte: JFSP | http://www.jornaljurid.com.br/noticias/reu-e-condenado-por-pornografia-de-vinganca-e-compartilhamento-de-fotos-de-pedofilia

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Jovens não conseguem diferenciar propaganda on-line de notícias, diz estudo



Em um estudo da Ofcom, publicado no Reino Unido, pesquisadores observaram que dois terços dos jovens entre 12 e 15 anos não conseguiam diferenciar entre um anúncio e os resultados de uma pesquisa do Google. Entre as crianças entre 8 e 11 anos o resultado era ainda mais evidente, quatro em cinco não identificavam as ações.

James Thickett, diretor da Ofcom, considera que a internet ensina as crianças em diversos pontos e as faz descobrir diferentes pontos de vista, além de se conectarem com amigos e família, mas elas ainda precisam de ajuda para desenvolver um know-how do mundo on-line. 

Boa parte dos jovens também respondeu na pesquisa que acreditam nos resultados de buscas e que se estão lá é porque devem ser verdadeiros. A pesquisa da Ofcom também mostrou que os jovens entre 12 e 15 anos preferem o YouTube à televisão convencional, sendo que mais da metade deles não sabia os vloggers podem ser pagos por marcas para anunciarem um produto. 

Para as organizações que se preocupam com o conteúdo on-line, esses resultados não são boas notícias, uma vez que, há pouco tempo, grupos de vigilância do consumidor nos EUA entraram com queixas contra o app do YouTube para crianças por conta da publicidade. 

Embora a pesquisa tenha abrangido apenas o Google e o YouTube, as redes sociais como Instagram e Twitter também tem sido criticadas por conta de suas recentes aplicações de propagandas.

Por Jeferson Goncalves - em 23/11/2015 às 11h30
Via The Verge.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

TESTE: Você expõe seu filho na Internet?



Muitos pais gostam de compartilhar momentos especiais dos filhos nas redes sociais. Mas o excesso de exposição pode colocar a criança em risco. Faça o teste a seguir e avalie se você está se comportando de forma adequada on-line. 

Clique aqui é faça o teste!

Fonte: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/quiz/2015/03/01/voce-expoe-seu-filho-na-internet.htm

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Vício na vida digital afeta mais profundamente os jovens

Geração que não conheceu o mundo antes da internet criou forte vínculo com o universo virtual a ponto de virar problema de saúde pra alguns adolescentes.


Clique aqui para assistir o vídeo da notícia

Essa geração que não sabe o que era o mundo antes da internet acabou criando um vínculo fortíssimo com o universo virtual dos computadores e dos smartphones a ponto de isso virar problema de saúde pra alguns adolescentes.


A liberdade está logo ali, e elas no telefone. Mary e Savanna são amigas na corrida, na escola e no mundo virtual.

"Eu gosto de fazer vídeos", Mary conta.

"Eu adoro tirar fotos e seguir pessoas na rede", diz Savanna.

Mary pega o celular a cada dois minutos: "Às vezes estou entediada, vou jogar no celular, fico nas redes sociais e mando muitas mensagens de texto", comenta a jovem.

A ansiedade dos jovens com o celular foi detectada numa pesquisa com mais de 200 adolescentes de 13 anos nos Estados Unidos. Alguns disseram que preferiam passar uma semana sem comer a ficar sem o celular. Os mais conectados chegam a entrar nas redes sociais mais de 100 vezes por dia.

Um comportamento que muitas vezes está ligado à insegurança, necessidade de aceitação: 61% disseram que queriam ver se os amigos tinham curtido e comentado o que eles postaram, 36% queriam conferir se os amigos estavam fazendo um programa sem eles e 21% admitiram que a maior preocupação é saber se tem gente falando mal deles na rede.

Savanna diz que tem paranoia só de pensar nisso.

"Tive uma experiência ruim. Espalharam boatos na escola, disseram coisas horríveis, que eu sou esquisita. Passei por uma fase bem difícil e aprendi que nunca vou publicar uma coisa de que eu possa me arrepender", conta a menina.

O medo mudou o comportamento. Mary conta que não posta mais fotos dela para não correr o risco de ser ridicularizada.

"Só tiro fotos de flores, de coisas engraçadas. Eu ficaria triste se visse coisas ruins sobre mim", diz Mary.

A pesquisa mostrou que 94% dos pais não têm ideia dos problemas que os filhos enfrentam na rede. Os especialistas se surpreenderam com a quantidade de palavrões, pornografia e referências ao uso de drogas nas mensagens que os adolescentes de 13 anos publicam na internet.

Na China, pais de adolescentes viciados dopam os filhos. Quando eles acordam, descobrem que foram internados numa clínica de tratamento.

A realidade foi mostrada no documentário Web Junkie, algo como "Viciados na rede".

A China foi um dos primeiros países a considerar o vício na internet como risco à saúde pública. Muitos jovens se desesperam quando ficam sem internet.

Uma preocupação de psicólogos e psiquiatras é com as emoções. Como demonstrar e perceber, usando apenas mensagens de texto? Estamos diante de uma geração que muitas vezes prefere escrever a conversar pessoalmente.

Mary admite: "Eu tenho medo, não gosto de conversar. Às vezes, fico triste, com raiva e prefiro descarregar escrevendo".

O psiquiatra Larry Sandberg diz que evitar as conversas pode afetar a empatia, a capacidade de se colocar no lugar dos outros. "Você não consegue fazer isso virtualmente. E essa é uma habilidade essencial em qualquer relacionamento", afirmou.

Na casa de Savanna, os pais criaram uma regra para frear os exageros.

"Quando eu vou dormir, eu entrego o celular a eles para não passar a noite ligada", conta a jovem.


Data: 11/11/2015 21h12 - Atualizado em 13/11/2015 20h52
Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/11/pesquisa-revela-que-94-dos-pais-nao-sabem-o-que-filhos-fazem-na-internet.html

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Jovens são detidos por divulgarem foto íntima de adolescente em redes sociais


Um dos detidos era namorado da garota de 14 anos. De acordo com a polícia, ele tirou a foto da menor nua e fez montagens antes de amigo divulgar em redes sociais



Dois jovens residentes em Confresa foram detidos pela Polícia Civil na tarde de quarta-feira (11) por armazenar imagens pornográficas de uma adolescente de 14 anos. Um menor de Vila Rica também está envolvido no crime. 

Os dois rapazes, com 18 e 17 anos, foram autuados em flagrante por estarem as com as fotografias pornográficas da adolescente no celular. Eles são suspeitos de produzir montagens de fotográficas pornográficas e repassarem via aplicativo de celular, WhatsApp, para outras pessoas.

A denúncia foi feita pela mãe da vítima, que procurou a Polícia Civil para relatar que havia fotos de sua filha de 14 anos, nuas, circulando pelas redes sociais. 

Conforme o delegado de polícia, André Rigonato, as diligências apontam que as fotos íntimas da menor foram divulgadas depois que ela terminou relacionamento amoroso com um deles. 

“Tudo indica que o adolescente de 17 anos tirou escondido uma foto da adolescente nua e fez montagens pornográficas usando fotos do rosto tiradas do Facebook da adolescente, vindo a repassar através do WhatsApp para outro adolescente da cidade de Vila Rica (1.259 km a Nordeste). Tendo esse último enviando as imagens para outras redes sociais”, destacou o delegado André Rigonato.

Os menores terão sua responsabilização apurada mediante ato infracional. Já o jovem de 18 anos, responderá pelo crime de armazenar imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes. 

De acordo com a legislação penal, o simples fato de adquirir, possuir ou armazenar pornografia de criança e adolescente constitui crime tipificado no Artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena de reclusão de 01 a 04 anos.

EM 13 DE NOVEMBRO DE 2015 AS 09H56
Fonte: ExpressoMT com Assessoria | http://www.expressomt.com.br/matogrosso/jovens-sao-detidos-por-divulgarem-foto-intima-de-adolescente-143269.html

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Professor: aprenda a combater o bullying durante as aulas

Confira 5 dicas para lidar com essa situação em sala de aula

Fonte: Shutterstock

Muitos professores enfrentam um grande desafio: o combate ao bullying em sala de aula. Essa prática costuma ocorrer no ambiente escolar e está associada a intimidações e agressões frequentes praticadas contra um estudante, podendo ser na forma física ou psicológica. Como consequência, isso pode gerar uma sensação de angústia no aluno podendo prejudicar o seu aprendizado ao longo do ano.

Sabendo disso, separamos a seguir 5 métodos para combater o bullying em sala de aula. Confira abaixo:


1 - Observe o comportamento dos alunos
O primeiro passo para identificar a ocorrência de bullying é observar as atitudes dos estudantes. Caso perceba alguma mudança negativa e repentina de comportamento em algum aluno, isso pode não ser um bom sinal. Caso isso ocorra, procure conversar com o estudante e peça para que ele seja sincero com você, oferecendo ajuda. Não espere demais para tomar uma atitude.

2 - Converse com os envolvidos individualmente
No caso de identificar o praticamente e o aluno que está sofrendo o bullying, o mais indicado a fazer é conversar com ambas as partes envolvidas de maneira individual. Chame cada um dos envolvidos para ter uma conversa, em um ambiente onde você possa ouvi-los com calma, dando toda a atenção para defender o estudante que está sofrendo, deixando a vítima em uma situação mais confortável.

3 - Ouça os dois lados
Durante a conversa, é importante ouvir as duas partes envolvidas no caso. Por mais que a vontade seja a de defender a vítima, é preciso também prestar atenção nos alunos que praticaram a ofensa, observando o que eles têm a dizer. Assim, você pode identificar o motivo pelo qual esse tipo de agressão é cometida, ou seja, o que está por trás daquele bullying praticado. Caso você identifique algum problema, é possível indicar um especialista fora do ambiente escolar para trabalhar melhor com o assunto em questão, auxiliando tanto os agressores, quanto a vítima.

4 - Deixe o aluno livre para desabafar
É importante que a vítima esteja livre para falar sobre os próprios sentimentos. No entanto, não tente forçá-la a isso caso ela não queira. Uma estratégia interessante para estimulá-la a expressar o que sente é através da escrita, por exemplo. Você pode propor que o estudante escreva em um papel como foi o seu dia na escola ou quais os seus sentimentos naquele momento, por exemplo. Isso pode ajudá-lo a prestar um melhor auxílio ao aluno.

 

Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/11/12/1133584/professor-aprenda-combater-bullying-durante-aulas.html

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Especial Sexta-feira 13: Cyberbullying como tema dos filmes de terror

Hoje é sexta-feira 13. Existem muitas pessoas que acreditam em diversas superstições ruins ligadas a esse dia, principalmente também existe vários filmes de terror como as do Jason que possuem a denominação dia de hoje. 

Outras pessoas preferem entrar no clima deste dia assistindo filmes de terror. Para aqueles que gostam desse estilo, darei dicas de filmes que envolvam o cyberbullying e o terror cinematográfico. O mais interessante é que um desses filmes é baseado em uma história real.

A maioria das pessoas que pratica cyberbullying o faz porque acredita que nunca serão descobertas ou que nada ou quase nada acontecerão com elas, afinal, a lei (não somente no Brasil, mas como na maioria dos países) é muito branda nos crimes contra a honra. 

No entanto, nesses filmes mostram que, muitas vezes, os agressores podem não sofrer punições por meio da lei, mas de vítimas enlouquecidas pela agressão. E isso não é pura ficção, na realidade existem diversos casos assim, tanto que, como eu havia dito, um dos filmes é baseado em fatos reais. 



“#Horror” está cheio de sangue e rede social que mata

NOVEMBRO 10TH, 2015

A escritora Tara Subkoff está trazendo o sangue e sustos contemporâneos para sua estreia como diretora com o filme #Horror. O longa-metragem é baseado em uma história verdadeira sobre um grupo de meninas cyberbullies que começam a ser aterrorizadas na vida real.

O longa traz no elenco as atrizes Chloë Sevigny, Natasha Lyonne, Taryn Manning e Timothy Hutton, e faz um paralelo interessante entre a prática de bullying na internet e todo o horror e conflito interno (que consequentemente passa para o exterior) que as vítimas de agressores online passam.



“#Horror”: um conto de horror teen e mais que atual

Inspirado em fatos reais, um grupo de meninas de 12 anos de idade enfrentam uma noite de horror quando o vício compulsivo de um jogo de mídia social online torna um momento de cyberbullying em uma noite de loucura.


A cineasta Tara Subkoff explora o mundo rarefeito da costa leste privilegiada através de um grupo de meninas, deixadas sozinhas e que são perseguidas por um assassino. O filme examina um mundo de crueldade e alienação através de um jogo online onde ganhar likes vem com o custo de vidas humanas.


O anúncio de que Tara havia escrito e iria dirigir o filme veio em fevereiro de 2014, junto com a revelação do elenco. Em uma entrevista com a revista Elle, a diretora afirmou que ela se inspirou em uma conversa que teve com uma das filhas de seus amigos, que tinha sido vítima de cyberbullies.


[A ideia] começou porque eu perguntei à filha de meu amigo ‘o que é horror para você?’ Esta menina havia sido brutalmente agredida virtualmente… Agora, eu fui vítima de bullies quando criança, mas eu sempre podia mudar de escola. Eu poderia sempre ir pra casa. Agora você não pode… quando o bullying te segue até em casa, e não há escapatória e não há fim, isso é o horror. E para muitas garotas, isso é apenas a vida.


IFC Midnight vai lançar o filme nos cinemas e em vídeo sob demanda a partir do dia 20 de novembro. Assista ao trailer neste link: https://www.agambiarra.com/horror-trailer



Longa de terror 'Amizade Desfeita' se esgota em narração virtual
ANDRÉ BARCINSKI
ESPECIAL PARA A FOLHA
13/11/2015 02h28


No futuro, quando estudiosos pesquisarem a indústria do cinema do século 21, "Amizade Desfeita" será citado como o primeiro filme em que as redes sociais não afetaram apenas a temática de um filme, mas sua estética. É um produto engenhoso e feito de encomenda para um público-alvo específico e numeroso: jovens que gostam de cinema de terror e não conseguem se relacionar sem a ajuda do mundo virtual.

Dirigido pelo russo Levan Gabriadze, o filme é um sucesso impressionante. Custou US$ 1 milhão e já rendeu, no mundo todo, quase 63 vezes seu orçamento.

O longa tem 83 minutos e é inteiramente narrado a partir da tela do computador de uma jovem. O écran do cinema é ocupado pela tela de um Macbook, e toda a "ação" –chats, trocas de e-mails, pesquisas no Google e conversas via Skype– acontecem ali. Não há cenas externas, a não ser algumas sequências de vídeos trocados entre os internautas.



A história gira em torno do suicídio de uma adolescente, Laura Bairns (Heather Sossaman), que se matou com um tiro depois que um vídeo comprometedor foi postado no Facebook. Um ano depois da tragédia, cinco colegas de classe de Laura fazem um chat via Skype, quando são incomodados pelo que aparenta ser um hacker.

O suspense aumenta quando a figura começa a enviar perguntas para os participantes, seguidas por ameaças. Finalmente a figura se identifica: é Laura Bairns. Será um trote? Algum maldoso que entrou na conta de Laura e está assustando seus colegas?


MENSAGENS DE MORTOS

A coisa funciona bem por uns dez ou 15 minutos, e o filme consegue construir um clima envolvente de mistério. Quem é essa figura que se faz passar por uma menina morta? Será o espírito de Laura Bairns? Um dos participantes do chat compartilha um site sobre mensagens do além-túmulo, em que uma frase se destaca: "Não responda a mensagens de mortos". Tarde demais. Os cinco já estão falando com "Laura".

O problema é que o filme se resume a isso: uma hora e vinte e três minutos de ação virtual. Os sustos vêm quando um personagem abre um e-mail com um vídeo chocante ou alguém é subitamente atacado por um espírito (ou pessoa?) que surge de repente.

É o que a crítica norte-americana Pauline Kael chamava, em uma brincadeira com a expressão "Filme B", de "Filme Bu": aquele que assusta não pelo clímax de uma cena bem construída, mas por chocar o espectador com fantasmas que pulam na tela.

É uma pena. "Amizade Desfeita" fala de temas que sempre geraram grandes histórias de terror: a maldade de adolescentes com seus pares, bullying, tensão sexual e competição na escola ("Carrie "" A Estranha" é um bom exemplo). Mas ao abdicar do cinema para fazer um filme por Skype, o diretor abusa do artifício e perde toda a tensão e medo que a história poderia criar.

AMIZADE DESFEITA 
DIREÇÃO: Levan Gabriadze
ELENCO :Shelley Hennig, Moses Jacob Storm, Renee Olstead
PRODUÇÃO EUA, 2014, 16 anos
QUANDO: em cartaz