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quinta-feira, 15 de março de 2018

Discurso de ódio na Internet


Olá amigos!

Hoje gostaria de conversar com vocês sobre haters e discursos de ódio





Em 30 de junho de 2017, o parlamento alemão aprovou o projeto de lei que prevê multas e sanções para as redes sociais que não retiram, com brevidade, conteúdo relativo aos discursos de ódio e notícias falsas. A medida impõe novos conceitos de liberdade de expressão, já que possui disposições legislativas contra os discursos de ódio contra as minorias.

O dia 1º de janeiro de 2018 marcou o fim do período de transição (vacatio legis) da lei alemã para aperfeiçoar a aplicação da legislação nas redes sociais, mais conhecida como NetzDG (Netzwerkdurchsetzungsgesetz - Lei de Aplicação na Rede, em tradução livre).  Em sínese, toda e qualquer plataforma digital com mais de dois milhões de usuários deve implementar formas eficientes e efetivas de apurar denúncias e excluir conteúdo potencialmente ilegal. Desta forma, as empresas Facebook, Twitter, Google, YouTube, Snapchat e Instagram são diretamente atingidas pela lei, embora redes profissionais como LinkedIn e Xing estejam expressamente excluídas, assim como o serviço de mensagens WhatsApp.

Em caso de violação, as empresas podem ser multadas em até 50 milhões de euros. O cidadão alemão poderá denunciar violações (notícias falsas ou discursos de ódio) ao Departamento Federal de Justiça da Alemanha (BfJ), que disponibilizou um formulário online.

Dois casos relacionados à lei jpa repercutem na mídia. O primeiro caso refere-se à congressista Beatrix von Storch teve suas contas no Twitter e Facebook temporariamente suspensas depois de criticar felicitações de Ano Novo da polícia de Colônia em árabe, fazendo a seguinte observação: "O que diabos está acontecendo neste país? Por que um site oficial da polícia está postando em árabe? Vocês acham que isto irá apaziguar as hordas bárbaras e violentas de homens muçulmanos?", escreveu Von Storch, política do partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

O segundo caso refere-se a revista Titanic, que publicou dia 02/01 um tuíte irônico em árabe, que zombava de Beatrix von Storch, que acusou a polícia de tentar "apaziguar as hordas de homens bárbaros muçulmanos estupradores". A conta da revista no Twitter foi bloqueada, em razão da lei em vigor.

A liberdade de expressão nasceu sob o prisma dos direitos individuais, corroborado pelo conceito de liberdade, introduzido pelos movimentos revolucionários do século XVIII, como liberdade relacionada ao direito de todo indivíduo manifestar o seu pensamento, carregado da noção de individualismo.

A liberdade de manifestação de pensamento e de opinião se manifesta através da liberdade de expressão, que compreende duas dimensões distintas: a primeira, a exteriorização de seus valores e crenças intrínsecos, e a segunda, que trata de uma dimensão instrumental: a forma e os instrumentos para a sua exteriorização.

A informação, na realidade, é um poder. Ela tem o poder de influenciar, alterar a sociedade, por isso não pode ser tomada pela simples liberdade individual de informação, constitui-se um verdadeiro direito coletivo à informação.

A liberdade de expressão é o direito contemporâneo que emergiu da Independência Americana e da Revolução Francesa, integrante do plexo dos direitos correspondentes aos direitos civis e políticos, tem como objetivo a inserção de ideias do indivíduo perante o Estado e  a sociedade, a partir de sua afirmação e publicação. É certo que a liberdade de expressão é um direito fundamental, mas necessita ser apreciado e avaliado em conjunto com as demais disposições jurídicas. A liberdade de expressão não poderá ser analisada de forma individualista, sob pena de ferir o principio da dignidade da pessoa humana, previsto como no artigo 5º, incisos III (não submissão a tortura), VI (inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença), VIII (não privação de direitos por motivo de crença ou convicção), X (inviolabilidade da vida privada, honra e imagem), XI (inviolabilidade de domicílio), XII (inviolabilidade do sigilo de correspondência), XLVII (vedação de penas indignas), XLIX (proteção da integridade do preso), dentre outros dispositivos constitucionais.

O valor contido na dignidade humana como fundamento da República Democrática é absoluto, infestável e irrenunciável. A despeito de se cogitar uma eventual relativização do direito à dignidade em termos de sua normatização, é importante esclarecer que a DIGNIDADE representa o valor absoluto de cada ser humano, sendo-lhe inerente e independente de qualquer requisito ou condição, tais como raça, cor, religião ou sexo.

Deixo com vocês algumas reflexões sobre racismo no vídeo abaixo

Abraços para todos,

Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

'Desafio da água quente': Popular no YouTube, 'brincadeira' já causou ferimentos e uma morte

O desafio consiste em jogar água fervendo em um amigo despreparado, ou instigar a beber a água por meio de um canudo


Um desafio que circula nas redes sociais e faz sucesso entre jovens está causando graves problemas. O Hot Water Challenge, ou 'desafio da água quente', consiste em jogar água fervente de surpresa em um amigo, gravar o momento e compartilhar no YouTube. Em outros casos, o objetivo é beber água em altíssima temperatura.

A 'brincadeira', porém, já causou queimaduras graves e, recentemente, levou uma menina de oito anos à morte. No fim de julho, Ki'ari Pope, da Flórida, tinha apenas oito anos quando sua prima a desafiou a beber água fervente por meio de um canudo. Ki'ari queimou a boca e a garganta, teve de ser levada ao hospital, onde passou por uma traqueostomia. Mesmo após a cirurgia, ela teve problemas respiratórios, ficou inconsciente e morreu poucas horas depois.

Na última segunda-feira, 7, a novaiorquina Jamoneisha Merritt, de 11 anos, sofreu queimaduras sérias quando seus amigos jogaram água fervente em seu rosto enquanto dormia. No mês passado, Wesley Smith, de dez anos, também foi queimado quando ele e seu irmão fizeram o desafio.

Os pais das vítimas agora estão se unindo com outros pais, mães e cuidadores para alertar sobre os perigos de reproduzir desafios publicados na internet, principalmente no YouTube. "Pais, falem com seus filhos sobre esses desafios. Não dê um celular para eles e deixe-os sozinhos. Fiquem atentos ao que eles estão fazendo", pediu a tia de Ki'ari, Diane Johnson, à CBS.

REDAÇÃO - O ESTADO DE S.PAULO
11/08/2017, 11:48

Fonte: http://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,desafio-da-agua-quente-popular-no-youtube-brincadeira-ja-causou-ferimentos-e-uma-morte,70001932854

quinta-feira, 7 de julho de 2016

YouTube Kids desembarca no Brasil

Como alguém que passou toda sua carreira trabalhando com conteúdo educacional para crianças, sempre tive um lugar reservado em meu coração para produções dedicadas à família e adoro ver meus canais favoritos no YouTube.

Atualmente, sou um pai de primeira viagem e conteúdo para crianças ganhou um significado totalmente novo em minha vida. Meu filho tem somente um ano e não consigo aguentar a ansiedade para descobrir quais serão seus interesses e curiosidades. Será que ele vai amar robôs e astronomia? Para quais questões ele vai procurar as respostas? O quê ele vai querer aprender ou criar?

Para o meu filho e também para milhões de outras crianças e famílias, fico feliz em compartilhar que hoje estamos lançando o app do YouTube Kids no Brasil. O app foi construído desde o princípio com as famílias e as crianças em mente, tornando a experiência de encontrar vídeos mais fácil e divertida.


Em seu primeiro ano, o YouTube Kids foi baixado mais de 10 milhões de vezes por famílias que o avaliaram como um dos melhores apps disponíveis para crianças. Essa versão do YouTube Kids, pela primeira vez lançada em português, coloca o conteúdo que tanto amamos no Brasil em destaque. São vídeos de criadores como Turma da Mônica, Patati Patatá, Vila Sésamo, Galinha Pintadinha, Manual do Mundo, Bob Zoom, Show da Luna, Ticolicos e muitos outros. Esse é nosso primeiro passo em reimaginar a experiência do YouTube para as famílias e agora está disponível gratuitamente na loja do Google Play e App Store.

Conheça alguns recursos do app:

Design lúdico

Seu filho de 4 anos pode já ser um expert em telas sensíveis ao toque, mas o design do aplicativo torna ainda mais fácil a descoberta de um vídeo do Manual do Mundo que responda àquelas dúvidas fundamentais: Por que o céu é azul? Com imagens maiores e ícones reforçados, fica fácil para que os dedinhos dos pequenos naveguem. Também incluímos uma busca por voz, para que seu filho encontre o que procura mesmo que ainda não soletre ou escreva.



Conteúdo focado nas famílias

Desenvolvemos o YouTube Kids para ser a experiência ideal do YouTube para as famílias, permitindo que as crianças explorem sua imaginação e curiosidade. É possível navegar por conteúdo de canais e playlists em quatro categorias: Séries, Música, Aprender e Explorar. Pesquise conteúdos de interesse da família, seja um tutorial de como desenhar um dinossauro, aprender algo com a turma da Vila Sésamoou ainda ver os vídeos favoritos da Turma da Mônica ou Caillou.


Controles dos pais

Incluímos no app recursos que ajudam os pais na hora de controlar a experiência para suas famílias.


  • Aprenda como o app funciona: quando os pais abrem pela primeira vez o YouTube Kids, eles aprendem como nosso sistema recomenda conteúdo e também como podem denunciar um conteúdo impróprio. Sempre buscamos oferecer conteúdos adequados para as famílias, mas nenhum sistema é perfeito. Se você encontrar qualquer vídeo que considere inadequado, pedimos que o denuncie. Isso ajuda a tornar o YouTube Kids melhor para todos.
  • Configurações de busca: vamos pedir para você escolher o quão livremente seu filho poderá explorar o conteúdo. Ative a busca para acessar milhões de vídeos ideais para as famílias, ou então desative a busca para manter um ambiente mais limitado. Em todos os casos, os pais decidem qual a melhor forma de navegar.
  • Timer: deixe que o próprio aplicativo limite o tempo das crianças. O app avisa a criança que o tempo dela acabou e encerra a atividade.
  • Configurações de som: para te ajudar a ter tranquilidade, o app conta com a opção de desativar a música de fundo e os efeitos sonoros de clique e navegação.
  • Senha: os pais têm a opção de criar sua própria senha para o aplicativo, necessária para acessar as configurações do YouTube Kids.
  • Experiência sem login: o YouTube Kids funciona sem a necessidade de login e sem estar atrelado a uma conta. Também removemos as funcionalidades típicas de uma experiência autenticada, como upload de vídeos, compartilhamento etc.
  • Para a idade certa: quando os pais abrem o YouTube Kids pela primeira vez podem escolher entre três diferentes grupos de idade (pré-escolar, escolar ou todas as crianças), alterando a tela inicial com vídeos dentro dos interesses de cada fase das crianças.

Outra função interessante são os vídeos em 360°. Seja para explorar o oceano ou mesmo a superfície de Marte, as famílias podem aproveitar uma experiência imersiva. Basta mover o smartphone ou tablet para se transportar para um novo mundo. Para garantir que as famílias tenham uma experiência enriquecedora, também com vídeos que auxiliem no desenvolvimento dos filhos, o YouTube Kids terá playlists com curadoria de parceiros importantes, como a Fundação Lemann. E para deixar a experiência ainda mais completa, o YouTube Kids pode transmitir o conteúdo para uma TV usando Chromecast, Apple TV ou videogames compatíveis.

Estamos felizes em trazer o YouTube Kids ao Brasil e ansiosos em contribuir com uma experiência mais adequada para as famílias.

Postado por Antoine Torres, pai de primeira viagem e diretor do YouTube Kids para a América Latina.

quinta-feira, junho 30, 2016

Fonte: https://brasil.googleblog.com/2016/06/youtube-kids-desembarca-no-brasil.html

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pesquisa mapeia comportamento infantil no Youtube



Apesar de o Youtube ter classificação etária de 18 anos, seu público é composto, também, por adolescentes, crianças e bebês. Não é preciso navegar muito pelo site de compartilhamento de vídeos para se deparar com uma enorme quantidade de canais consumidos e até produzidos por crianças. Segundo levantamento da pesquisadora Luciana Corrêa, do ESPM Media Lab, que buscou mapear o comportamento infantil no Youtube, é possível identificar entre os cem canais de maior audiência na plataforma, 36 que abordam conteúdo direcionado ou consumido por crianças de zero a 12 anos. E mais: quando considerados os 110 principais canais infantis, o número de visualizações passa de 20 bilhões.


Para facilitar o reconhecimento de tendências, Luciana dividiu os canais selecionados para a pesquisa em sete categorias.

A maior parte, 39, é de games (principalmente Minecraft), 27 canais são de youtubers mirins e youtubers teens, 22 são de programação de TV infantil (desenhos e novelas), 14 de desenhos e musicais infantis não disponíveis na TV, 7 de unboxing (abrir caixas de brinquedo e apresentá-los) e 1 canal educativo.

Apesar de se encontrarem na penúltima posição, os vídeos de unboxing são um fenômeno, na opinião da pesquisadora. No recorte de audiência dos 15 maiores canais infantis, de 0 a 2 anos de idade, seis abordam essa narrativa, atingindo uma audiência de mais de 1 bilhão de visualizações. “Os dados apontam que o crescimento destes canais está em uma curva ascendente e muito acentuada”, ressalta Corrêa.

Para Fernanda Furia, fundadora do Playground da Inovação e mestre em Psicologia de Crianças e Adolescentes, com relação às crianças, especialmente aquelas entre 0 e 2 anos, os vídeos unboxing não apresentam muitos benefícios. “Ao contrário, eles acabam tendo efeitos polêmicos no desenvolvimento de uma criança: geram mais expectativa para comprar um determinado brinquedo, estimulam a vontade de ter mais coisas e, muitas vezes, incentivam uma ostentação entre as crianças para ver quem possui mais. Além disso, este tipo de vídeo acaba estimulando um tipo de brincar pouco criativo”. 

A descoberta mais impactante da pesquisa, segundo Luciana, confirma uma tendência já apontada em estudos da Europa, que indica que quanto mais cedo a criança é inserida na plataforma, maior será o seu consumo quando for mais velha. “O consumo no Youtube será muito maior daqui a alguns anos. Está havendo uma migração da programação infantil da TV para a web”.

Impactos

A psicóloga Fernanda Furia considera a revolução digital importantíssima, e diz que ela deve ser abraçada, porém, com cautela, bom senso e consciência. “Precisamos desenvolver uma cidadania digital, ou seja, um uso responsável, ético e consciente das redes sociais e da tecnologia”, defende. Na sua opinião, a tecnologia não é, em si, nem vilã nem heroína. “A função e o impacto que ela tem na vida de uma pessoa é que precisam ser analisados com cuidado”, pondera.

Apesar da recomendação de especialistas de que aparelhos tecnológicos sejam usados apenas depois dos 2 anos de idade e, por no máximo, duas horas por dia, é o conteúdo consumido pelas crianças que deve merecer uma atenção especial dos pais, na avaliação de Fernanda. "O mais preocupante em todo este contexto é o tipo de jogo com o qual ela está brincando, com quem ela está se comunicando nas redes sociais e, principalmente, qual é a função que o uso das tecnologias está tendo na vida daquela criança e daquela família". Neste sentido, Corrêa endossa que sua pesquisa serve como um alerta para que os responsáveis nunca deixem de acompanhar o que a criança está vendo e ouvindo. “Tem que existir o cuidado com a mediação, afinal o Youtube é para maiores de 18 anos”, recomenda.

Youtuber mirim

Ian Pinheiro de Souza, de 11 anos, grava vídeos para o canal Hey Ian desde o ano passado. Autodidata, ele pensa o tema que quer abordar, grava, edita e manda para a plataforma. 

Apesar de afirmar que faz por diversão, ele espera lucrar com a atividade dentro de dois anos. “Para viver a vida do Youtube, é necessário confiança, carisma e foco”, ensina. O pequeno pretende seguir gravando vídeos para a plataforma por tempo indeterminado. 

Os pais de Ian não só acompanham seu trabalho, como o apoiam integralmente. Esta mediação é fundamental na opinião de Furia, que entende que os adultos devem ter mais consciência dos benefícios e, principalmente, dos riscos e abusos inerentes à internet. “Só assim poderemos ajudar as nossas crianças a crescer desenvolvendo uma visão crítica sobre os diferentes conteúdos online”, argumenta ela. 

Na opinião da psicóloga, a exposição de crianças não é um tema novo. Nas últimas décadas, há vários casos de celebridades mirins que fizeram sucesso em programas de TV e filmes. Porém, segundo ela, a internet proporciona uma dimensão bem maior. “Crianças e jovens que se expõem demais na internet podem ser uma porta de entrada para abusos de vários formatos, como pedofilia, estímulo excessivo ao consumismo, exploração por parte das grandes marcas para vender mais... Além disso, como todo este conteúdo produzido pelas crianças ficará registrado para sempre na internet não sabemos como elas vão lidar com isso quando crescerem”, alerta.

Criado em 08/12/15 09h39 e atualizado em 08/12/15 11h21
Por Bruna Ramos Fonte:Portal EBC

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Jovens não conseguem diferenciar propaganda on-line de notícias, diz estudo



Em um estudo da Ofcom, publicado no Reino Unido, pesquisadores observaram que dois terços dos jovens entre 12 e 15 anos não conseguiam diferenciar entre um anúncio e os resultados de uma pesquisa do Google. Entre as crianças entre 8 e 11 anos o resultado era ainda mais evidente, quatro em cinco não identificavam as ações.

James Thickett, diretor da Ofcom, considera que a internet ensina as crianças em diversos pontos e as faz descobrir diferentes pontos de vista, além de se conectarem com amigos e família, mas elas ainda precisam de ajuda para desenvolver um know-how do mundo on-line. 

Boa parte dos jovens também respondeu na pesquisa que acreditam nos resultados de buscas e que se estão lá é porque devem ser verdadeiros. A pesquisa da Ofcom também mostrou que os jovens entre 12 e 15 anos preferem o YouTube à televisão convencional, sendo que mais da metade deles não sabia os vloggers podem ser pagos por marcas para anunciarem um produto. 

Para as organizações que se preocupam com o conteúdo on-line, esses resultados não são boas notícias, uma vez que, há pouco tempo, grupos de vigilância do consumidor nos EUA entraram com queixas contra o app do YouTube para crianças por conta da publicidade. 

Embora a pesquisa tenha abrangido apenas o Google e o YouTube, as redes sociais como Instagram e Twitter também tem sido criticadas por conta de suas recentes aplicações de propagandas.

Por Jeferson Goncalves - em 23/11/2015 às 11h30
Via The Verge.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Mais de um terço dos professores são vítimas de bullying virtual


Engana-se quem pensa que o bullying virtual – o cyberbullying – é um abuso que acontece apenas contra crianças e jovens. Agora, nem os professores estão escapando dos insultos virtuais. E o mais impressionante é que as agressões não vêm apenas dos estudantes, mas dos pais também.

Um novo estudo realizado na Inglaterra descobriu que mais de um terço dos professores tem sido vítimas do cyberbullying. A maior parte dos abusos, 72%, veio através dos alunos, mas mais de um quarto foi iniciado pelos pais.

No total, 35% dos professores entrevistados disseram já ter sido vítimas de cyberbullying, dentre os quais 60% eram mulheres. 

A maior parte das agressões acontece nas redes sociais. Alguns grupos foram criados no Facebook, por exemplo, especificamente para unir críticas e ofensas a professores. Em alguns casos, estudantes postaram vídeos de professores no YouTube, ou colocaram comentários degradantes em sites voltados para estudantes darem notas aos professores (como o ratemyteachers.com).

Os pais responderam por 26% dos comentários abusivos na internet. Muitas vezes, eles iniciaram campanhas negativas na web contra outros alunos também. 

Casos de crianças que sofrem bullying on-line são bastante conhecidos e só agora o abuso contra os professores nas redes sociais está recebendo atenção, pois é um problema crescente. O custo humano de tudo isso é alto. 300 professores vítimas de cyberbullying foram entrevistados, e relatos de problemas psicológicos e tendências suicidas foram comuns.

Esse novo fenômeno ilustra bem a nova visão que os pais estão tendo sobre a escola e os professores – que muitas vezes são tratados como mercadorias ou objetos que devem ser essencialmente produtivos. O professor já não é visto como alguém que deve ser apoiado para o desenvolvimento da educação, e as queixas dos pais são cada vez mais comuns (bem como o sentimento de que seus filhos podem tudo). 

Algumas redes sociais resolveram combater a situação. O Facebook oferece dicas para professores e promete responder a denúncias de assédio moral dentro de 24 horas. “Essas discussões online são um reflexo do que está acontecendo offline”, afirmou um porta-voz do Facebook. 

Tradução: http://hypescience.com/mais-de-um-terco-dos-professores-sao-vitimas-de-bullying-virtual/
Fonte: http://www.bbc.com/news/technology-14527103