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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Estudo diz que pais não atuam de maneira efetiva para proteger os filhos na Internet

Um terço dos pais acha que não tem controle sobre o que seus filhos veem.



Embora mais da metade (52%) dos pais acredite que os riscos que as crianças correm na Internet estejam aumentando – do cyberbullying à apresentação de conteúdo inadequado –, pouco mais de um terço deles (39%) conversa com seus filhos sobre as possíveis ameaças, mostra a nova pesquisa realizada pela Kaspersky Lab e pela B2B International. 

A pesquisa constatou que um em cada cinco adultos (20%) não faz nada para proteger seus filhos das ameaças da Internet, apesar de uma proporção semelhante (22%) já ter observado seus filhos em contato com ameaças reais online, como a exibição de conteúdo inadequado, a interação com estranhos e o cyberbullying. Ainda, 53% acham que a Internet afeta negativamente a saúde ou o bem-estar de suas crianças.

Um terço dos pais (31%) acha que não tem controle sobre o que seus filhos veem ou fazem online, e quase dois terços (61%) não conversam com as crianças sobre as ameaças virtuais.

Já quando tomam uma atitude, nem sempre são efetivas. Por exemplo, 28% dizem que verificam o histórico de navegação de seus filhos; mas nesse momento os danos já podem ter ocorrido. Apenas um quarto dos entrevistados (24%) usa algum tipo de software de controle de navegação.

“Hoje em dia, o uso de celulares e computadores para entrar na Internet, muitas vezes fora da vista dos pais ou durante suas atividades usuais, faz parte da vida dos jovens. Nosso estudo sugere que um número significativo de pais não se sente capaz de gerenciar as atividades nesses dispositivos. No entanto, é possível tomar várias medidas simples, e efetivas, para proteger as crianças. O importante é combinar medidas práticas, como a instalação de um software de controle para pais e a localização dos computadores nas áreas comuns da família, com um diálogo aberto com as crianças sobre as possíveis ameaças e como lidar com elas”, explica David Emm, pesquisador-chefe de segurança da Kaspersky Lab.

Kaspersky Safe Kids facilita a vida dos pais, protegendo as crianças contra ameaças e gerenciando suas atividades em dispositivos Windows, Mac OS X, iOS e Android.

Além de evitar que as crianças vejam algum conteúdo impróprio em sites e aplicativos, o software da Kaspersky Lab também previne a divulgação de informações confidenciais e ajuda os pais a gerenciar quanto tempo as crianças ficam conectadas à Internet em seus dispositivos.

Mais informações sobre ameaças online que afetam as crianças e recomendações para protegê-las estão disponíveis no portal educacional da Kaspersky Lab, em kids.kaspersky.com.

Data: 26.10.2016 | 11h05

Fonte: http://www.midianews.com.br/cotidiano/estudo-diz-que-pais-nao-atuam-de-maneira-efetiva-para-proteger-os-filhos-na-internet/278941

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

“Você tem 2 minutos para largar o celular”: avisos como esse não funcionam, diz estudo

É isso que muitos meninos e meninas ouvem quando estão brincando com aparelhos eletrônicos. Mas, segundo uma pesquisa recente, o alerta só faz com que a interrupção da atividade seja mais conturbada. 


Basta colocar um celular ou um tablet na frente de uma criança agitada para que ela sossegue na hora. O problema é quando a distração vira vício e o pequeno não consegue tirar os olhos – ou as mãos – da tela. Aí, o que muitos pais fazem é impor limites. E, quando o tempo de uso do equipamento (e a paciência) está estourando, vem o aviso: “Você tem dois minutos para sair desse tablet/celular/videogame!”.

No entanto, segundo um estudo recente da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, o hábito de alertar que o tempo de tela está acabando só piora o processo, não contribuindo para que a meninada se desvencilhe da tecnologia. Os pesquisadores notaram que crianças de 1 a 5 anos de idade que ouviam o aviso ficavam mais irritadas quando se separavam dos eletrônicos do que aquelas que não recebiam a intimação do pais.

Participaram do levantamento 28 famílias que, ao longo de duas semanas, documentaram informações como o tempo que passavam em frente às telas, o que os pequenos assistiam, em quais aparelhos, o que os pais faziam nesses períodos, o que motivava a atividade a acabar e o quão bravas ou amigáveis ficavam as crianças quando isso acontecia. Os resultados demonstraram que, na maior parte das vezes, a garotada reagia bem ao fim das brincadeiras com eletrônicos. O problema é quando ouviam a ordem de que, em poucos minutos, deveriam parar o que estavam fazendo. “Ficamos realmente chocados – ao ponto de pensarmos ‘bem, talvez os pais só deem o alerta pouco antes de algo ruim acontecer ou quando sabem que o filho vai ser resistente'”, diz Alexis Hiniker, autora do estudo. “No entanto, fizemos diversas análises e, de todos os jeitos, o aviso de que o tempo estava acabando sempre levava a reações piores”, relata a pesquisadora.

Atitudes positivas

Os especialistas notaram que os baixinhos lidavam melhor com a interrupção dessas atividades quando elas estavam inseridas em uma rotina ou quando a brincadeira acabava naturalmente, seja por falta de interesse, seja porque outra coisa ou pessoa chamou a atenção da criança. Os estudiosos notaram ainda que limitações da própria tecnologia (como falta de conexão WiFi ou término de bateria) também ajudam meninos e meninas a lidarem melhor com a necessidade de largar o celular ou tablet.

De acordo com os pesquisadores, os fabricantes poderiam pensar em desenvolver aparelhos que avisassem sozinhos que o tempo de uso está acabando. A família determinaria quantos minutos o filhote teria para brincar e, quando o período estivesse terminando, o próprio dispositivo alertaria. Aí, o pequeno teria que ficar brigando com a tela – o que, convenhamos, não faz muito sentido.

Por Luiza Monteiro 
10 maio 2016, 18h22 - Atualizado em 28 out 2016, 12h37

Fonte: http://bebe.abril.com.br/familia/voce-tem-2-minutos-para-largar-o-celular-avisos-como-esse-nao-funcionam-diz-estudo/

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Deixar crianças de 8 anos com tablets? Cuidado

Estudo sobre os hábitos de uso de tecnologias digitais por crianças até aos 8 anos deixa alguns avisos e conselhos aos pais. Cuidado com as sugestões de vídeos no YouTube, por exemplo.



Tornou-se comum os pais emprestarem aparelhos tecnológicos aos filhos para os entreter e sossegar. O problema é que isto começa a acontecer cada vez mais cedo e os pais desconhecem os riscos. Duas investigadoras portuguesas, Patrícia Dias e Rita Brito, publicaram na passada terça-feira um estudo – coordenado em 18 países pelo Joint Research Centre da Comissão Europeia – sobre os hábitos de uso de tecnologias digitais por crianças com idades até aos oito anos. A data de lançamento deste relatório, a 9 de Fevereiro, não foi escolhida ao acaso: corresponde ao dia europeu Safer Internet Day (Dia para uma Internet mais segura), que incentiva pessoas a terem mais cuidados no uso que dão a esta ferramenta, sobretudo jovens.

O trabalho das investigadoras representa o caso português. Neste relatório, abordam não só os hábitos das crianças e os riscos que estas correm, mas também analisam a atitude dos seus pais. A amostra estudada em cada país incluía dez famílias com crianças de 6 ou 7 anos de idade que utilizavam, pelo menos uma vez por semana, um dispositivo digital.

A primeira conclusão a que Patrícia Dias, da Universidade Católica Portuguesa (UCP), e Rita Brito, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação, UIDEF), chegaram é que é no YouTube que os jovens estão mais vulneráveis. No agregador de vídeos, mesmo que estes estejam a ver vídeos infantis, os perigos encontram-se nas sugestões que surgem ao lado destes, que incluem muitas vezes opções inapropriadas, como paródias ou imitações vulgares dos programas a que estão a assistir.

Para lá do website de vídeos, as investigadoras aperceberam-se ainda que crianças com idades inferiores aos 8 anos costumam sobretudo usar o tablet para jogar. Rita Brito afirma que “as crianças têm uma predisposição natural para jogos”. A escolha do jogo também depende muito do seu género, que tende a ser especialmente violentos no caso dos rapazes. “Há meninos muito jovens a jogarem Grand Theft Auto [um jogo classificado para maiores de 18 anos que tem como objetivo subir no mundo do crime organizado, envolvendo tráfico de droga, redes de prostituição e homicídios]”, exemplifica, acrescentando que estas crianças com menos de 8 anos "ainda estão a aprender o que é real ou não, o que é o bem e o mal”.

O fato de jogarem este tipo de jogos, inadequados para a sua idade, tem efeitos imprevisíveis para o seu crescimento. O problema, segundo a mesma, está na atitude dos pais que “encolhem os ombros”.

Considerando que na maioria dos casos não se trata de um comportamento negligente, Rita Brito acredita que os pais revelam sobretudo alguma ignorância sobre os vários riscos que os seus filhos correm. “Como as crianças ainda estão aprendendo a ler, os pais pensam que não há riscos”, explica a investigadora. Os pais tendem a acreditar que o diálogo com os filhos ajuda mais do que o estabelecimento de filtros nos dispositivos, quando nem sempre é o caso.

Sugestão: Instalem aplicativos didáticos

Em vez de aproveitar os aparelhos com aplicativos educativos e didáticos, as crianças tendem a navegar pela rede, tal como os adultos. A investigadora revela que “em dez famílias estudadas, apenas uma menina tinha uma aplicativo de inglês para aprender”. A responsabilidade também é do mercado, pois “não há muitos aplicativos educativos em português”.

Outra das conclusões surpreendentes do estudo é o modo como as crianças conseguem utilizar as novas tecnologias de forma tão autônoma numa idade tão precoce. “Usam tecnologia sem medo. Exploram e carregam em tudo”, afirma Rita Brito.

No entanto, a responsável pelo estudo rejeita que a solução seja retirar de todo a presença dos aparelhos. Segundo a própria, “há muitos estudos que mostram que a tecnologia ajuda as crianças”. Essa ajuda vem não só com conhecimento. Nos jogos, por exemplo, desenvolve-se a "coordenação motora e reflexos".

O que Rita Brito aconselha é a adoção de medidas de controle parental, como bloqueios com códigos de acesso ou filtros de conteúdos. Segundo a investigadora, estas restrições não são usadas pelos pais simplesmente porque eles não sabem como o fazer.

JULIEN VERGÉ  | 12/02/2016 - 17:23

Fonte: https://www.publico.pt/tecnologia/noticia/quando-criancas-brincam-com-tablets-1723069

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sem exageros: saiba como usar apps para crianças de forma positiva


A família se encanta ao ver o seu mais novo membro deslizar com desenvoltura os dedinhos em telas sensíveis ao toque. Não demora muito para alguém comentar que as crianças de hoje já nasceram adaptadas às novas tecnologias ou que se tratam de verdadeiros gênios. Mas para elas, saber usar não significa estar pronto para isso, ou que tenham discernimento para escolher o conteúdo.

O uso indiscriminado de celulares e tablets pode comprometer o crescimento intelectual e motor de crianças e adolescentes. Em 2014, a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria divulgaram uma pesquisa que condenava o uso de tablets e smartphones por crianças com até dois anos. Entre três e cinco anos, a exposição à tecnologia deveria se limitar a uma hora por dia e duas horas até os 18 anos.

Segundo o estudo, crianças que usavam aparelhos digitais apresentaram déficit de atenção, obesidade, problemas de sono, agressividade, demência e dependência. Se seu filho não morar em uma caverna, ele estará exposto diariamente aos aparelhos móveis, dentro e fora de casa. Então, é melhor limitar o tempo em frente às telas e escolher bem o aplicativo que ele usa.

"Muito embora sejam atraentes e, desde muito cedo, exista um interesse pelos aparelhos eletrônicos, quanto mais tarde as crianças puderem usá-los, melhor", diz a psicopedagoga Sandra Lia em entrevista ao UOL. "Os pais devem ficar atentos e selecionar e oferecer jogos com atividades adequadas à faixa etária de seus filhos, propostas que estimulem a percepção, a concentração e o raciocínio lógico na resolução de problemas".

Lia, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia) seção São Paulo, lembra que jogos violentos devem ser evitados, mesmo que a criança receba estímulo dos amigos. "O melhor caminho é o diálogo para aprofundar o entendimento pela escolha. Deve-se apontar os significados do jogo tanto na vida dele, como na história das pessoas na vida real".

Segundo a psicopedagoga Rebeca Lescher, que trabalha com jogos eletrônicos desde 2006, o ideal é escolher aplicativos que estimulem o aumento de vocabulário, a atenção, a concentração e a memória, além de desafios de lógica e de construção e quizzes. "Aconselho os pais a limitarem horários, pois deve haver hora para estudo, brincadeiras ao ar livre, esportes e artes. E, principalmente, para o ócio, onde a brincadeira pode surgir espontaneamente".

"Ficar simplesmente jogando, sem pausa, pode empobrecer o convívio com outras crianças", diz Lescher. "Também recomendo evitar que usem na hora das refeições, pois é importante que a família possa conversar entre si".

Lia e Lescher concordam que é difícil, se não impossível, manter os pequenos longe da tecnologia. É necessário, porém, a supervisão dos pais e que o uso desses aparelhos não seja desculpa para aquietar os filhos em determinadas situações.

"Existe o lado perverso deste avanço tecnológico de entretenimento", conta Lescher. "Quando você não consegue mais a atenção de seu aluno/filho/amigo/namorado/marido, pois não conseguem deixar de olhar para seu celular, nem por um segundo".

Fabio Andrighetto
Colaboração para o UOL, em São Paulo

14/01/2016 | 06h00 

Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/01/14/apps-para-criancas-podem-ser-aliados-ou-viloes-sabia-o-que-escolher.htm#fotoNav=38