quarta-feira, 6 de julho de 2016

Brincadeira perigosa: polícia alerta sobre exposição de dados no Facebook


Uma das mais recentes envolvem perguntas dos pais aos filhos.



“As pessoas hoje devem tomar cuidado com o excesso de informações nas redes sociais”, esta foi a primeira frase dita pelo delegado Sidnei Alberto, assessor de comunicação da Polícia Civil ao ser indagado sobre o risco de brincadeiras que rotineiramente viram uma espécie de corrente nas redes sociais, em especial no Facebook.

A última delas, que vem sido discutida entre os usuários das redes sociais, é um tipo de questionário feito para crianças. “Pergunte ao seu filho e poste suas respostas - não trapaceie, poste exatamente o que ele disser!”. Assim começa a brincadeira que segue com uma sequência de perguntas que indagam desde o nome da criança, o nome do melhor amigo e até onde mais gosta de ir.

Porém, o que para muitos pais perece ser algo inofensivo pode ser uma oportunidade e tanto para que pessoas mal intencionadas hajam. E isso não vale apenas só para as brincadeiras, de acordo com o delegado. “Nas férias as pessoas anunciam que vão viajar, tiram fotos no aeroporto e no destino. Quem tiver acesso vai saber que a casa [dela] está sozinha", explica o delegado.

O delegado ressalta ainda que os erros em passar dados que deveriam se preservados não remetem-se apenas as redes sociais, mas também em deslizes feitos ao atender uma ligação telefônicas. “As pessoas dão nomes e viram vítimas. Ao atender o telefone tem que perguntar quem ligou e não dizer quem está falando”, diz o delegado.

Sidnei lembra dos vários golpes comumente aplicados em todo Estado, alguns até praticados por presidiários. Dois mais conhecidos são o golpe do falso sequestro e do falso frete. No primeiro o bandido liga dizendo que sequestrou um ente querido da vítima e a induz a dizer o nome desse parente que na verdade não foi sequestrada. Já no segundo caso,o bandido se passa por um parente da vítima que supostamente estaria com o carro quebrado na estrada e pede depósito de dinheiro.

Passar dados por telefone para bancos também são erros comuns segundo o delegado. “Desconfie quando um banco liga pedido para confirmar dados por telefone. Não se fornece dados pelo telefone. O banco tem [essas informações]. Se pedirem diga que vai até a agência e fornecerá tudo ao gerente.”, orienta o delegado.

Durante a conversa com o Jornal Midiamax, o delegado destacou que a maioria dos golpes aplicados vem de informações que a própria vítima fornece e a melhor forma de evitá-los é sempre desconfiar. “O que evita a maioria dos golpes é a desconfiança. As pessoas precisam ter um pouquinho de paranoia e entender que redes sociais não são feitas nem para deixar o nome completo por que é perigoso”, conclui o delegado.

Por Gerciane Alves

Fonte: http://www.midiamax.com.br/cotidiano/brincadeira-perigosa-policia-alerta-sobre-exposicao-dados-face-306971

terça-feira, 5 de julho de 2016

Saiba como se portar nas redes sociais para não ter problemas no mercado de trabalho


“As redes sociais são uma oportunidade de ouro para escrever o que se quer. Mas não necessariamente publicar”. A avaliação é de Rodrigo Collino, parceiro da Sociedade Brasileira de Coaching. Segundo ele, entre o momento em que surgem os pensamentos e a decisão de torná-los públicos, o filtro do bom senso deve ser acionado. Alguns cuidados são necessários para que os perfis individuais na internet não virem pedras no caminho dos profissionais que buscam oportunidades de trabalho ou já estejam empregados.

— A internet permite esse tempo de reflexão, que uma conversa presencial não dá — aponta o coach Rodrigo.

Na semana passada, o brasileiro Allan Goldman foi demitido do cargo de desenhista da DC Comics, após fazer um post relacionado ao estupro coletivo de uma jovem de 16 anos: “O que acontece se os 30 estupradores da menina alegaram que são mulheres? Segundo a ideologia de gênero dos esquerdistas, uma pessoa é o que sente, e sua biologia não importa”, escreveu, acrescentando: “Como a Justiça irá julgar o caso de uma mulher que foi violentada por 30 outras mulheres?”.

O estúdio alegou, em nota, que o artista não estava alinhado com os valores inegociáveis da empresa. Goldman disse ter sido alvo de censura.

De acordo com os especialistas da área, o caso não é exceção. A forma como as redes sociais são usadas já viraram critério de seleção de conduta para empresas, em diversos momentos.

— É uma vitrine para contratação, manutenção e até escolha de quem vai ser mandado embora — revela a gestora de carreiras Andrea Deis.

Por esse motivo, a jornalista Bruna Rossi, de 25 anos, pensa muito antes de clicar o botão virtual para enviar algo:

— Eu sempre uso o bom senso e um certo filtro na hora de publicar qualquer assunto pessoal nas redes sociais. Para mim, o ideal é não falar de temas relacionados ao trabalho e, sobretudo, nunca publicar reclamações, até porque esse não é um ambiente propício para isso — conta a jornalista, que tem a atitude aprovada por especialistas.

Confira dicas

Uso do português - Não subestime a importância de escrever corretamente na rede. Preste atenção e leia as publicações, ao menos, duas vezes, para evitar erros de grafia e outros problemas. Isso pode ser muito malvisto por um recrutador ou um gestor de sua empresa.

Cuidados - Palavras chulas e frases com conteúdos pejorativos devem ser evitadas em publicações na rede.

Indisposição - Publicações que possam causar indisposição entre colegas de profissão e chefes, mesmo que aparentemente tenham humor, não devem ser feitas.

Imagens - Se você não quiser ser malvisto, nada de postar imagens com conteúdo sexual ou que possam macular a imagem de alguém. Pega mal.

Críticas - O perfil na rede social não precisa ser mil maravilhas. Mas postar apenas críticas e reclamações também é muito ruim. 

Chefe - Por maior que seja o estresse, não fale mal do chefe na internet, se não quiser correr o risco de perder sua vaga. Nem fale de um antigo. Da mesma forma, durante uma entrevista de emprego, reclamar de gestores anteriores é uma péssima atitude do candidato.

Sigilo - O que acontece dentro da empresa deve ficar lá. Não é bom tratar de situações internas e de pessoas.

Análise - Se tem dúvida se seu perfil está adequado, nada melhor do que uma autoanálise. Reveja seus conteúdos publicados e verifique como repercutem. As pessoas que demonstram interesse no que você posta, por exemplo, são um bom sinal de como você lida com a rede social. Se estiver em busca de um novo trabalho, pergunte-se: essas pessoas vão ajudá-lo a chegar a um próximo emprego? Se empregado, tente imaginar como seu gestor avaliaria as postagens: teria um valor positivo ou negativo?

Desde cedo - Segundo o especialista Rodrigo Collini, os adolescentes devem começar a se preocupar com essas questões para construir perfis mais atrativos e coerentes, de acordo com o que querem para seu futuro profissional.

Configurações - A cada postagem no Facebook, é possível filtrar quem terá acesso a ele ou não, no ícone do globo terrestre. Há opções de “público”, “amigos” e para algumas pessoas restritas. Mas a gestora Andreia Deis considera que a ferramenta não é infalível e pode gerar confusões para a pessoa gerir.

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/emprego/saiba-como-se-portar-nas-redes-sociais-para-nao-ter-problemas-no-mercado-de-trabalho-19442315

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Insônia ou vício em rede social: qual problema vem primeiro?


As atualizações no Facebook não param de acontecer. O sono também não chega. Mas talvez você não esteja conseguindo dormir porque está conectado. Ou será que é a insônia que não te deixa desgrudar da internet? São essas as dúvidas que os especialistas estão buscando esclarecer. Que existem pessoas viciadas em redes sociais, isso já está comprovado. Mas, talvez, essa dependência esteja sendo motivada pela dificuldade em dormir.

Esse comportamento foi observado também ao longo do dia. Navegar no Facebook e em outras redes sociais de maneira exagerada durante o dia pode ser um sintoma da privação do sono, segundo um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos EUA. Os jovens que dormem pouco à noite passam mais tempo navegando na internet durante o dia.

Os pesquisadores analisaram as atividades de 76 estudantes. A equipe reuniu dados dos computadores e dos smartphones dos participantes usando um software especial. Os alunos também completaram questionários sobre sono, humor e engajamento no trabalho e nos estudos.

Os resultados mostraram que há uma ligação direta entre a falta crônica de sono e o aumento da navegação na web durante o dia, incluindo o uso do Facebook.

Além disso, um levantamento da Universidade de Pittsburgh, também nos EUA, revelou que ficar checando as redes sociais antes de dormir pode ser bastante prejudicial para o descanso, especialmente em jovens.

O estudo focou na relação entre o uso de redes e o sono de jovens adultos entre 19 e 32 anos. Mais de 1.700 jovens foram questionados sobre hábitos sociais, além de terem seus padrões de sono monitorados. Aqueles que checavam as mídias sociais mais frequentemente eram até três vezes mais propensos a ter menos qualidade de sono que os que não checavam a internet antes de dormir.

O que está em questão é se o uso de mídias sociais realmente causa esses problemas de sono, ou se são os padrões menos saudáveis de descanso que encorajam as pessoas a passar mais tempo nas redes. A luz emitida dos dispositivos eletrônicos pode causar “vontades emocionais, cognitivas e fisiológicas” de uso das redes, afirmam os estudiosos.

Perturbação

Hábito. Quem verifica as redes sociais muitas vezes durante o dia tem até duas vezes mais risco de perturbação no sono do que quem passa menos tempo nesses aplicativos e sites.

Especialistas pede atenção

Um número significativo de jovens adultos pode estar sofrendo com o vício em internet, de acordo com uma pesquisa feita pela empresa de marketing Digital Clarity. As informações são da rede britânica BBC. 

Segundo os dados, 16% dos pesquisados apresentaram sintomas do vício, admitindo gastar mais de 15 horas por dia na internet.

O levantamento foi feito com 1.300 jovens adultos, de idades entre 18 e 25 anos.

Os especialistas estão divididos sobre o que é uma desordem de dependência da internet, mas apresentam uma lista de afirmações que devem despertar atenção sobre um possível vício:

Passar horas online.

Ficar irritado ao ser interrompido durante a navegação na internet.

Sentir-se culpado após passar muito tempo na internet.

Isolar-se da família e de amigos devido a atividades excessivas nas redes.

Sentir euforia quando está conectado e pânico quando está offline.

Facebook tem o efeito da cocaína

Até 11% das pessoas sofrem de alguma forma de dependência de tecnologia – e um estudo de tomografia mostrou que o Facebook afeta o cérebro de uma forma semelhante a drogas como a cocaína.

Segundo o “Metro UK”, o professor Ofir Turel, da Universidade Estadual da Califórnia, em Fullerton, monitorou os cérebros de 20 voluntários e descobriu que o sistema “amígdala-corpo estriado”, envolvido no vício em drogas, foi afetado quando essas pessoas viam imagens relacionadas ao Facebook.

“O sistema impulsivo pode ser comparado ao acelerador de um automóvel, enquanto o sistema inibitório pode ser comparado ao freio. Em vícios, existe uma aceleração muito forte associada com o sistema impulsivo, muitas vezes relacionada a um sistema inibidor em mau funcionamento”, explicou ele.

Os voluntários tiveram que pressionar botões quando viam imagens relacionadas à rede social e aos sinais de trânsito. “Os participantes responderam a estímulos do Facebook mais rápido do que o fizeram para os sinais de trânsito. Isso é assustador, uma vez que significa que os usuários podem responder a uma mensagem de Facebook em seu dispositivo móvel antes de reagir às condições de tráfego, caso estejam eles usando a tecnologia enquanto na estrada”. 

App ajuda a combater excessos

Como os smartphones são mais interessantes para as crianças que muitos brinquedos, o desenvolvedor norte-americano Raul Gutierrez criou um aplicativo que une a obsessão das novas gerações pelo celular com a oportunidade de ensinar alguns conceitos básicos de programação: o The Everything Machine.

O nome do app foi inspirado no filho de Gutierrez: quando mais novo, o garoto chamava o smartphone do pai de “a máquina que faz tudo”. Gutierrez quis que seu filho e outras crianças não só jogassem seus games de corrida favoritos no celular, mas entendessem o funcionamento do giroscópio que faz a “mágica” acontecer. Com o The Everything Machine, as crianças podem desconstruir e montar do zero as próprias máquinas, usando os recursos do aparelho.

Em uma interface colorida, baseada em um simples tocar e arrastar, é possível combinar diferentes elementos que formam um smartphone para criar aparelhos totalmente novos. 

Fonte: http://www.otempo.com.br/interessa/insônia-ou-v%C3%ADcio-em-rede-social-qual-problema-vem-primeiro-1.1237575

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Oitenta por cento das pessoas com 18 anos de idade acreditam que os jovens correm perigo de abuso sexual on-line, aponta pesquisa global do UNICEF/Ipsos


Novo estudo do UNICEF mostra que oito a cada dez pessoas de 18 anos de idade acreditam que os jovens correm perigo de ser abusados sexualmente ou explorados on-line e mais de cinco a cada dez acham que seus amigos têm comportamentos de risco ao usar a internet.

Perils and Possibilities: Growing up online (Perigos e possibilidades: Crescendo on-line –disponível somente em inglês) baseia-se em uma pesquisa de opinião internacional com mais de 10 mil pessoas de 18 anos de idade de 25 países, como o Brasil, revelando as perspectivas dos jovens sobre os riscos que enfrentam ao crescer em um mundo cada vez mais conectado. Em cada país, cerca de 400 pessoas foram entrevistadas.

"A internet e o telefone celular revolucionaram o acesso de pessoas jovens à informação, mas os resultados da pesquisa mostram o quão real é o risco de abuso on-line para meninas e meninos", disse Cornelius Williams, diretor associado de Proteção Infantil do UNICEF. "Globalmente, um a cada três usuários de internet é criança. Os resultados de hoje fornecem importantes insights dos próprios jovens. O UNICEF espera amplificar a voz dos adolescentes para ajudar a resolver a violência, a exploração e o abuso on-line e assegurar que as crianças possam tirar o máximo proveito dos benefícios que a internet e o telefone celular oferecem".

O novo relatório conclui que os adolescentes parecem confiantes com a sua própria capacidade de se manter seguros, com quase 90% dos entrevistados acreditando que eles podem evitar perigos on-line.

Entre os brasileiros, 86% disseram que sabem como evitar esses riscos. Outros 80% disseram que sabem como lidar como pessoas que fazem comentários indesejados ou pedidos online sobre sexo.

Globalmente, cerca de seis a cada dez disseram que conhecer novas pessoas on-line é de alguma forma importante ou muito importante para eles, mas apenas 36% acreditam fortemente poder dizer quando as pessoas on-line estão mentindo sobre quem são.

Mais de dois terços das meninas (67%), em todo o mundo, concordam fortemente que ficariam preocupadas se recebessem comentários ou pedidos sexuais por meio da internet, em comparação com 47% dos meninos. Quando ocorrem ameaças on-line, mais adolescentes procuram seus amigos do que pais ou professores, mas menos da metade concorda fortemente saber como ajudar um amigo enfrentando um risco on-line.

Outros resultados do relatório:
No Brasil, 94% dos entrevistados acreditam que as crianças e os adolescentes correm risco de ser abusados ou usados sexualmente on-line. Na América Latina e no Caribe e na África ao sul do Saara, dois terços apontaram esse risco, em comparação com 33% dos entrevistados no Oriente Médio e Norte da África.
Dois terços dos entrevistados na África ao sul do Saara e na América Latina e no Caribe (no Brasil, 62%) acreditam ou acreditam fortemente que seus amigos se colocaram em risco on-line, em comparação com 33% nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Pessoas com 18 anos de idade nos Estados Unidos e no Reino Unido são as mais confiantes de poder evitar perigos on-line, com 94% concordando parcialmente ou concordando fortemente em poder proteger-se nas mídias sociais. No Brasil, esse percentual também foi alto: 86% disseram que sabem como evitar os perigos de situações de risco on-line.
Adolescentes na África ao sul do Saara parecem valorizar mais conhecer novas pessoas on-line, com 79% dizendo que esse tema é importante ou muito importante. No Brasil, esse percentual também foi alto: 72,5%. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, 63% dizem que não é muito importante ou nada importante conhecer novas pessoas on-line.
83% dos entrevistados nos 25 países disseram que contariam a um amigo se eles se sentissem ameaçados on-line, em comparação com 69% que contariam a seus pais. Apenas 38% disseram que contariam a um professor. No Brasil, o percentual de entrevistados que contaria a amigos é ainda maior: 86%. Os brasileiros também demonstraram ter uma confiança maior em seus pais e professores: 83% disseram que contariam a seus pais e 46% a um professor.

Para contribuir com a prevenção da violência on-line, o UNICEF divulgará, em suas redes sociais durante o mês de junho, informações para incentivar uma atitude positiva dos adolescentes e jovens no uso seguro da internet. A ação faz parte da iniciativa Internet sem Vacilo, do UNICEF, criada em parceria com o Google e a organização não governamental SaferNet.

Esse trabalho é uma contribuição para os esforços da Aliança Global WePROTECT, que se dedica a acabar com a exploração sexual on-line de crianças por meio de uma ação nacional e global. O UNICEF, com a Aliança Global WePROTECT, está pedindo aos governos nacionais para que estabeleçam respostas coordenadas entre sistemas de justiça penal, incluindo a aplicação da lei, e os setores de Bem-estar Infantil, Educação, Saúde e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), bem como a sociedade civil, para proteger melhor as crianças de abuso e exploração sexual on-line.

Assista o vídeo aqui: 



Nova Iorque/Brasília, 7 de junho de 2016 

Fonte: UNICEF

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Brincadeira virtual, perigo real: vamos falar sobre exposição das crianças na internet?


“Já pensou se a gente pudesse assistir agora a toda nossa infância, os primeiros beijos atrapalhados da adolescência, os vestidos bufantes das festas de 15 anos, as noites viradas nas casas das amigas conversando até amanhecer, rever o menino mais bonito da escola vestido de mulher na gincana de 1993? Não estou falando de fitas VHS toscas nem de ajustar o tracking do videocassete, mas sim de filmes em HD, editados com legendas, artes espertas e muitos emoticons. Em menos de dez anos nossos filhos vão ter acesso a uma infinidade tão grande de imagens suas e de seus amigos que poderão fazer longas metragens e até mesmo séries sobre suas vidas. Mas e se, no meio do caminho, alguém filmar uma filha sua em algum momento mais íntimo e isso for compartilhado em grupos da escola, grupos de pornografia de pedófilos, abusadores, do seu próprio marido e de pré-adolescentes que não ainda aprenderam o que é um espermatozoide? Perco horas pensando em como falar em tom não professoral com as crianças de dez anos ou mais. Não quero parecer uma inspetora de colégio de freiras quando explico que consentimento é a palavra de ouro.”

O trecho acima, retirado de uma crônica do livro A Mamãe é Rock, da jornalista e socióloga Ana Emília Cardoso, reforça um alerta para um perigo cada vez mais iminente na rotina dos nossos filhos: asuperexposição na internet.

Pais orgulhosos publicam fotos em suas redes sociais, muitas vezes sem se dar conta de determinadas situações que podem permitir a utilização das imagens de forma inadequada, até mesmo criminosa. Exemplos? Fotos e vídeos de crianças nuas, doentes, que identifiquem o local onde moram, a escola onde estudam.

Mas o risco mais comum é o de cyberbullying. Diversos são os casos que ouvimos sobre jovens que são expostas na internet pelos ex-namorados que, muitas vezes magoados com o fim do relacionamento, publicam fotos e vídeos íntimos do casal ou de brincadeiras feitas entre amigos que acabam tomando uma repercussão monstruosa.

– Quem posta uma imagem (ou vídeo) em um site ou rede social deixa de ter o controle sobre sua utilização. No momento que uma fotografia é postada, um grupo de pessoas terá a acesso e qualquer uma delas poderá replicar seu conteúdo e assim por diante. Além disso, quanto maior for a circulação das imagens na web, mais difícil se torna sua exclusão da rede mundial de computadores – explica a Delegada de Polícia da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos, Greta Moura Anzanello.

Se isso acontecer com meu filho, como devo proceder?
É importante ressaltar que existem mecanismos para tal exclusão em páginas específicas do Facebook e do Google, por exemplo.

Greta explica que, para casos mais extremos, é possível entrar com uma ação de ordem judicial para a remoção dos conteúdos desde que atentem a imagens de abuso sexual infantil ou conteúdo em resposta a solicitações oficiais válidas, tais como notificações de direitos autorais que atendam aos requisitos da Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital.

Os pais podem ajudar a proteger seus filhos tomando conhecimento dos riscos relacionados e tomando algumas precauções:

EVITE FOTOS QUE MOSTREM:

…o local de trabalho dos pais
…os filhos nus ou tomando banho
…usando uniforme escolar
…pistas de onde a criança mora
…registro de localização
…que ostentem objetos de valor
…que mostrem cenas engraçadinhas mas constrangedoras
…que mostrem imagens de outras crianças sem autorização dos pais das mesmas

E, principalmente, pense bem antes de postar:
Fotos que serão constrangedoras no futuro
Fotos com legendas que denigrem a imagem da criança como bobinho etc.

PRECAUÇÕES COM OS EQUIPAMENTOS EM CASA:
  • Utilize antivírus tanto no computador quanto no smartphone, mantendo-o atualizado.
  • Utilize senhas fortes.
  • Proteja as pastas em que estão as imagens com criptografia.
  • Evite armazenar imagens em contas de e-mails.
  • Não salve fotos em pen drives, pois são fáceis de perder.
  • Ao apagar as fotografias, não envie apenas para a lixeira: use programa para destruir o arquivo.
  • Utilize verificação em duas etapas em redes sociais e contas de e-mail.
  • Utilize senha nos dispositivos em que forem armazenadas as fotografias

QUEM CONTATAR

Departamento Estadual de Investigação Criminal (DEIC) da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul (PCRS) na Delegacia de Polícia especializada na investigação de crimes cometidos através da Internet, a Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI)
Telefones: (51) 3288-9876 / (51) 3288-9817 e (51) 3288-9818 e 0800 510 2828
Whatsapp e Telegram: (apenas para mensagens de texto): (51) 8418-7814
Site: www.pc.rs.gov.br/denuncie

DEPOIMENTOS

A jornalista Ana Emília Cardoso é casada com o comunicador Marcos Piangers e mãe da Anita, 11 anos, e da Aurora, quatro. O casal já tem, por conta do trabalho, uma superexposição nas redes sociais e, em casa, utiliza com as filhas “o diálogo real e reto”, como define Ana. 

“Eu sempre dou uma olhada nas conversas do WhatsApp com as meninas. A gente conversa tão abertamente sobre todos os assuntos com elas que não temos medo de que vejam assuntos ‘proibidos’ no computador. Sempre falo sobre os perigos pra Anita, num papo reto: não converse com estranhos na internet, na vida real. Seja empática, olhe as pessoas nos olhos, mas não dê intimidade. Com relação à privacidade, tomo dois cuidados básicos: não divulgo endereços que frequentamos, não faço check-in nem posto fotos com insígnias de escola, por exemplo. Não é pelo fato de meu marido ser conhecido, faria isso de qualquer forma. Para proibir o acesso à internet, teríamos que dar exemplo e não tenho uma rotina tão definida para criar leis em casa como “celular só até as 21h”. Prefiro assim: fez o tema? Fez a tua parte nas tarefas da casa? Então, está liberada. A Aurora sonha com o dia em que terá um “SUSSULAR” só dela, com internet ilimitada, claro!

Alessandra Nunes, mãe da Giovana, oito anos, trabalha na área de TI e vê o uso dos aparelhos tecnológicoscomo algo natural na rotina da família.

“A Gi sempre teve muito acesso aos dispositivos desde um ano e meio para 2 anos, acho que até por isso, se tornou algo natural. Não é uma obsessão, que tenho que ficar proibindo ou escondendo celular e tablets. Ela tem tablet, TV smart e celular, mas, ao contrário do que a maioria deve estar pensando, ela, muitas vezes, passa dias sem usar. Sempre que quer ver, acessar ou baixar um app diferente, vem e me pergunta se pode. Ano passado, dei o celular para ela e apresentei o WhatsApp: ela amou, agora tem grupo até dos coleguinhas da escola, onde sempre estou dando uma espiada. O controle é mesmo presencial, estou sempre conversando, perguntando e explicando para ela o que é legal e o que não é. Principalmente, porque agora que ela já sabe ler e escrever, aprendeu a pesquisar no Google e YouTube. Também temos regras sobre os momentos que pode e não pode: por exemplo, hora de estudo, é hora de estudo, aí só pode fazer pesquisa para ajudar no tema ou nos trabalhos. Quanto à exposição, tenho alguns cuidados, mas até por trabalhar com internet, vejo com menos preocupação, pelo acompanhamento e orientações que damos a ela. Apesar de ter apenas oito anos, é uma criança tranquila e madura – a gente explica, coloca os limites, e ela aceita ou nos questiona. Meu maior medo são questões em relação a pornografia e pedofilia, por isso faço tanta questão de acompanhar de perto e de uma forma que ela se sinta segura para conversar com a gente, expor alguma situação ou dúvida.”

Marcisiane Roberta Soares, mãe do Matheus de 4 anos e 7 meses é blogueira de maternidade no blog Odisseia Materna e já lida com a superexposição do filho.

“Ainda não deixo que o Matheus acesse sites. Ele tem liberado o Netflix no perfil dele, onde pode livremente escolher os desenhos. A tevê fica no quarto dele, porém estou sempre de olho, e a porta permanece aberta. Durante a semana, ele assiste TV das 19h às 20h e, nos finais de semana, deixo mais livre. Ele tem tablet, porém utiliza apenas apps de jogos instalados. O controle do que ele assiste é através do meu monitoramento. Sou formada em Magistério, então tenho em mim uma mãe educadora. Como mãe blogueira, tenho cuidado com fotos dele que divulgo tanto por preservá-lo (no futuro quando crescer ele pode querer meu pescoço, hahahaha) quanto por medo de pedofilia. Este é o meu maior medo. Infelizmente, não sabemos onde vai parar um foto divulgada em rede social que pode circular o mundo. Outro medo seria sequestro. Então cuido com as informações de locais onde vamos.”

Christian Buffara é advogado, pai do Gael de três anos e meio e divide com a esposa, Fernanda, a liberação do acesso à internet.

“No inicio, a relação do Gael com a internet era na procura de desenhos antigos como Os Três Porquinhos, Chapeuzinho Vermelho, desenhos mais lúdicos e que não passam com frequência na grade da tv aberta e fechada. Com o passar do tempo, começamos a buscar vídeos de animais tais como cachorros, tigres, leões. Depois, passamos a assistir a vídeos engraçados para descontração e muitas risadas. Hoje, nossa procura na internet está focada em desenhos antigos da época da minha infância como por exemplo He-Man, Liga da Justiça, Thundercats, uma vez que, nestes desenhos, há mais ação do que a violência em relação aos atuais (Vingadores, Hulk…). O acesso a internet é sempre feito junto comigo ou com a Fernanda. Nossa preocupação sempre é evitar que pessoas estranhas tenham acesso às fotos do Gael, restringimos o acesso das publicações aos nossos familiares e amigos, porém sabemos que, mesmo assim, o risco de acesso por terceiros/estranhos é grande.”

Tatiane Gallas, pedagoga, e o marido Vagner Vidal, com os filhos Davi, 3 anos, e Manuela, 10

“Como o Davi ainda é pequeno, ele não usa a internet, só mesmo algumas vezes para assistir a alguns desenhos, e sempre acompanhado, com supervisão. Já a Manu utiliza para fazer pesquisas para as tarefas da escola e também para entretenimento. Procuramos sempre dialogar e explicar que a internet possui coisas boas e outras nem tanto. Oriento sempre, que em caso de quaisquer dúvida, deve perguntar para mim ou para o pai e que, em hipótese alguma, converse com pessoas estranhas. Também considero importante ter um tempo limitado para navegar, mesclando com outras atividades importantes como a leitura, as brincadeiras e também os deveres. Crianças na internet precisam de supervisão de um responsável. Procuramos também filtrar os sites que ela utiliza e estar sempre por perto. Uma olhadinha no histórico de pesquisas do Google se faz necessária para que haja mais tranquilidade. Outra medida que acho importante é adiar e até evitar alguns perfis nas redes sociais. Minha filha criou recentemente, depois de muita discussão e apontamentos, um canal no YouTube e uma conta no Instagram (onde coloca fotos de bichinhos fofos), porém eles são muito supervisionados e monitorados, ela só grava e posta com a nossa presença. Não acessa todos os dias e é monitorada sempre. Tudo com muito controle e sem prejudicar os estudos e outras atividades. A minha preocupação é igual a de outras mães, os perigos que a internet pode proporcionar, como o contato com pessoas má intencionadas, por exemplo. O medo nos acompanha sempre. E ainda temo não conseguir acompanhar tudo o que se está passando com eles. Precisamos ficar alertas e estar presentes para evitar aborrecimentos e outros acontecimentos tristes.”

Por Vanessa Martini | 09-06-2016 às 12h04

Fonte: http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/brincadeira-virtual-perigo-real-vanessa-martini/

terça-feira, 28 de junho de 2016

Crianças vítimas de bullying precisam de apoio, não de antidepressivos, alerta ativista


Uma ativista da saúde mental disse que crianças estão recebendo prescrições de antidepressivos por terem sido vítimas de bullying, e afirmou que isso é um equívoco.

Natasha Devon, assessora de saúde mental do Departamento de Educação britânico, disse que, em vez de medicamentos, crianças e jovens que são vítimas de bullying precisam receber apoio.

“Se uma criança é submetida a bullying e apresenta sintomas de depressão por isso, o que é preciso é que o bullying pare”, disse Devon na Conferência de Diretores Escolares.

“A criança precisa voltar a sentir-se em segurança. Ela não precisa necessariamente de antidepressivos ou de terapia.”

Ela disse que os problemas de saúde mental entre crianças nas escolas são muito piores do que as pessoas pensam. 

“Acho que muitas dessas dificuldades podem ser evitadas se adotarmos o enfoque correto”, ela acrescentou. “Se não, vamos estar dando com uma mão e tirando com a outra. E correremos o risco de medicalizar a infância.”

Ela falou da pressão que crianças e adolescentes enfrentam na escola, dizendo que a educação tornou-se algo “fortemente competitivo”. “Não é possível impor pressão adulta a uma mente infantil e esperar que a criança lide bem com isso. Ser criança ou adolescente hoje em dia é mais difícil do que jamais foi no passado.”

Nick Harrop, gerente de campanhas da ONG YoungMinds, que trabalha pela saúde mental e o bem-estar de crianças e adolescentes, disse que os antidepressivos nunca devem ser o único recurso empregado com crianças.

“Os clínicos gerais muitas vezes prescrevem antidepressivos a jovens porque não sabem o que mais fazer”, ele disse ao The Huffington Post UK.

“Os serviços de saúde mental para crianças e adolescentes variam de qualidade e disponibilidade segundo o lugar onde a pessoa vive. Em muitas áreas, a espera por atendimento é longa demais e os critérios de aceitação de pacientes são rígidos demais, porque os provedores de atendimento estão sobrecarregados.”

“Acreditamos que os antidepressivos podem ter utilidade no tratamento de alguns problemas de saúde mental, mas nunca devem ser o único recurso empregado.”

“Também é importantíssimo que os adolescentes e seus pais tenham informações plenas sobre os efeitos possíveis dos antidepressivos. Os adolescentes e seus pais precisam ter informações, para poderem decidir com base nelas se o enfoque medicamentoso é o mais indicado.”

Em março deste ano foi revelado que o número de menores de idade britânicos para os quais foram prescritos antidepressivos subiu mais de 50% entre 2005 e 2012. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou as cifras e disse que o aumento na utilização dessas drogas para tratar crianças e adolescentes é preocupante.

Ao longo desses sete anos, o número de menores de idade no Reino Unido para os quais foram receitados antidepressivos subiu 54%.

A Dra. Helen Webberley, clínica geral da www.oxfordonlinepharmacy.co.uk, disse que os pais devem procurar orientação médica antes de tomar qualquer decisão de deixar de a seus filhos os antidepressivos que tenham sido receitados para eles.

“Se os pais estão preocupados com os medicamentos receitados para seu filho, a recomendação é que continuem a dar o medicamento, mas procurem um clínico geral ou especialista o quanto antes para discutir o assunto”, ela disse anteriormente ao HuffPost UK.

Para maiores informações sobre medicamentos de saúde mental para crianças, procure o site HeadMeds.org.uk , da YoungMinds.

Por: The Huffington Post UK | De Amy Packham
Publicado: 08/06/2016 14:47 BRT Atualizado: 08/06/2016 14:47 BRT
Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2016/06/08/criancas-bullying-antidepressivos_n_10337018.html?utm_hp_ref=equilibrio

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Como uma professora deu uma poderosa lição sobre bullying usando duas maçãs



A professora britânica Rosie Dutton encontrou uma criativa e bem eficaz maneira de se falar com as crianças sobre os efeitos do bullying.

Ela só precisou de duas maçãs.

Por fora, as frutas eram aparentemente iguais: grandes, bem vermelhas, daquelas que selecionamos na feira. 

Só que, antes de levá-las para a sala de aula, Dutton bateu uma delas no chão repetidamente, mas de maneira delicada. As crianças não souberam disso. 

Então ela apresentou as duas maçãs na aula e as crianças descreveram as semelhanças de ambas as frutas. 

"Eu peguei a maçã que tinha jogado no chão e comecei a dizer às crianças o quanto eu não gostava dela, que eu a achava nojenta, com uma cor horrível e que o cabinho era muito curto. Eu disse a elas que, por eu não gostar daquela maçã, queria que elas também não gostassem, então elas deveriam xingar a fruta."
As crianças olharam para Dutton com estranhamento, mas começaram a passar a maçã para os coleguinhas, sempre com um xingamento: "Você é fedida", "nem sei por que você existe", "você deve ter vermes dentro de você. 

"Nós realmente ofendemos aquela pobre maçã. Comecei a me sentir mal por ela."

Em seguida, Dutton encorajou as crianças a passarem a segunda maçã de um coleguinha para o outro, mas desta vez, dizendo palavras gentis. "Você é uma maçã adorável", "sua casca é bonita", "que cor bonita você tem". 

Depois a professora segurou as duas maçãs e, junto com as crianças, falaram sobre suas semelhanças e diferenças. As duas continuavam iguais. 

Então Dutton cortou as duas maçãs ao meio. A maçã elogiada era clarinha, fresca e bem suculenta por dentro. 

Já a maçã xingada estava toda machucada e molenga por dentro. 

"Acho que as crianças tiveram uma espécie de iluminação naquele momento. Elas realmente entenderam, o que vimos no interior das maçãs, os machucados, os pedacinhos partidos, era como cada um de nós se sente quando alguém nos maltrata com suas ações ou palavras", explica Dutton em seu post no Facebook sobre a experiência. 
"Quando as pessoas sofrem bullying, especialmente as crianças, elas se sentem péssimas por dentro e e muitas vezes não demonstram nem falam como estão se sentindo. Se a gente não tivesse cortado aquela maçã para ver seu interior, nunca teríamos percebido quanta dor causamos a ela."

Na semana anterior, Dutton havia compartilhado com as crianças uma situação em que ela ficou triste com as ofensas de uma pessoa. 

"Diferentemente de uma pessoa, nós podemos impedir que isso aconteça. Podemos ensinar às crianças que não é certo dizer palavras grosseiras umas pras outras, e discutirmos os efeitos destas grosserias. Podemos ensinar às crianças a defender os coleguinhas e parar qualquer tipo de bullying, assim como uma aluna de hoje, que se recusou a dizer grosserias para a maçã."

A esclarecedora lição foi dada em uma aula sobre emoções, chamada Relax Kids. Especificamente nesta aula, Dutton e a escola oferecem ferramentas e técnicas para as crianças lidarem com seus sentimentos e emoções, além de maneiras de superar qualquer tipo de estresse ou ansiedade. 

Mas Dutton diz que essa postura vale para todas as aulas. Especificamente na aula sobre emoções, as atividades promovem o trabalho em equipe, o respeito, o apoio aos colegas, a resolução d conflitos, a autoestima e a confiança, e locais para onde as crianças podem recorrer caso precisem de ajuda. 

A saúde mental de crianças e adolescentes tem se mostrado uma questão fundamental no Reino Unido, onde a ansiedade, o cyberbullying e os pensamentos suicidas estão aumentando entre jovens alunos ao mesmo tempo em que o atendimento nos serviços de saúde tem sido negado a muitas pessoas.

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2016/06/23/professora-bullying-macas_n_10631442.html