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terça-feira, 11 de abril de 2017

Não vaza: Facebook vai punir quem divulgar pornografia de vingança


O Facebook está combatendo a pornografia de vingança e, agora, anuncia novas ferramentas que vão ajudar os usuários quando imagens íntimas próprias ou de pessoas conhecidas forem compartilhadas sem permissão. A ação atinge tanto o Facebook quanto o mensageiro Messenger e a rede social de fotos Instagram.

"Esta novidade é parte de nossos esforços para ajudar a construir uma comunidade mais segura, tanto no Facebook como fora dele", notou a rede social em declaração. "De acordo com um estudo conduzido nos Estados Unidos com vítimas do compartilhamento de imagens íntimas sem consentimento, 93% das pessoas afetadas por esse compartilhamento relataram angústia emocional, e 82% afirmaram sofrer prejuízos em aspectos sociais, profissionais e outras importantes áreas de sua vida".

Agora, se você encontrar alguma imagem que se encaixe em pornografia de vingança, você poderá denunciar a foto clicando em uma seta no canto superior direto dela — o botão "..." também oferece essa opção.

"Membros especialmente treinados do nosso time de Operação de Comunidade irão revisar os conteúdos, e removê-los caso violem nossos Padrões de Comunidade. Em muitos casos, nós também vamos suspender a conta de que compartilhou essas imagens íntimas sem permissão", deixou claro a rede social. Medidas cabíveis: O que fazer se as suas fotos e vídeos íntimos forem divulgados na internet?

A foto denunciada também vai "sumir" do Facebook, já que a plataforma vai impedir que ela seja compartilhada. "Se alguém tentar compartilhar a imagem depois que ela foi denunciada e removida, nós vamos alertar essa pessoa que a imagem viola nossas políticas e que nós vamos impedir sua tentativa de compartilhamento".

POR FELIPE PAYÃO
Data: 05/04/2017

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/facebook/115592-nao-vaza-facebook-punir-divulgar-pornografia-vinganca.htm

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Estupro, câmeras e likes

O que leva agressores a postar imagens da violência sexual e a nossa incapacidade de detê-los.


Passaram-se pouco mais do que seis meses desde que o caso de uma menina de 16 anos foi vítima de um estupro coletivo que chocou o Brasil, quando outro crime bárbaro tomou as manchetes. Há duas semanas, o Brasil ficou sabendo que uma menina de 11 anos foi brutalmente violentada por cinco homens no Distrito Federal.

Os requintes de crueldade são sempre os mesmos nesse tipo de caso: uma gangue de moleques, um homem maior de idade, a vítima acuada ou drogada, a violência. E uma câmera. Tudo é filmado pelo celular e compartilhado nas redes sociais.

O mal, claro, não é só dos brasileiros. Na semana passada, um estupro coletivo em Upssala, uma cidade universitária na Suécia, foi transmitido pelo Facebook Live para um grupo fechado de espectadores na noite do sábado, 21 de janeiro. Depois de uma série de denúncias, policiais chegaram ao apartamento onde o crime ocorreu e prenderam três homens de 18, 20 e 24 anos. Programas de televisão suecos dizem que circulam dois vídeos na rede: no primeiro o crime em si e, no segundo, a vítima é obrigada a dizer que não foi estuprada.

O que está por trás desse comportamento bizarro? O primeiro motivador é a cultura do estupro. O homem não acha que o ato que comete é crime porque parte do pressuposto que o corpo da mulher lhe pertence. E que o fato de ela estar inconsciente, drogada, bêbada ou simplesmente ter ido ao encontro dele é uma forma de consentimento. Sempre bom frisar que não, não é.

Por isso, a hipótese é de que encarem as imagens como uma nova modalidade de pornografia. Um estudo do Centro de Prevenção a Violência Sexual dos Estados Unidos mostrou que um dos principais motivadores da Violência Sexual é o sentimento de impunidade. E a cultura do estupro não influi somente nas atitudes dos homens.

No começo do ano passado, uma adolescente americana passou a responder judicialmente pelo crime de estupro porque que filmou uma amiga sendo violentada e transmitiu as imagens pelo Periscope.

Nas imagens, a vítima chora, diz “não” e pede para o agressor – um homem de 29 anos que ambas conheceram no dia anterior em um shopping Center - que pare. Enquanto isso, a adolescente que filma, brinca e ri. Uma seguidora estarrecida ligou para a polícia. A promotoria acredita que a adolescente que fez o vídeo pode até ter tentado intimidar o estuprador com o telefone, mas à medida que a transmissão foi gerando likes, desistiu do propósito. O filme durou 10 minutos.

Outro exemplo de como a barbaridade tem sido exposta nas redes sociais é o caso de um indiano, Cecil Burrows, que foi preso no ano passado também nos Estados Unidos, mais precisamente no estado de Maryland, acusado de ser um coach de filmes de estupro. Ele foi preso depois de que imagens feitas por ele circularam nas redes sociais e acabaram nas mãos da polícia. No vídeo feito com o telefone, ele pode ser ouvido dando orientações aos dois homens que violentam uma mulher semi-consciente, enquanto ela implora o fim. Ele foi preso.

O discurso das empresas de tecnologia é de que já existem ferramentas para denunciar conteúdo impróprio e que elas agem o mais rápido o possível nesse tipo de situação. O problema é que nem sempre essa velocidade é suficiente para frear a transmissão ou a propagação dessas imagens dantescas. É verdade que elas servem de prova dos crimes, mas embora ajude, a prisão dos agressores não é suficiente para recompor a moral, a autoestima e a saúde física e mental das vítimas, tão machucadas e humilhadas.

31.01.2017 - 14H51 - ATUALIZADO ÀS 31.01.2017 15H00 | POR MARIA LAURA NEVES

Fonte: http://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2017/01/estupro-cameras-e-likes.html

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

CYBERBULLYING: 39 MIL PÁGINAS DA WEB SÃO DENUNCIADAS POR VIOLAR OS DIREITOS HUMANOS EM 2016



A organização não-governamental (ONG) SaferNet recebeu em 2016 denúncias contra 39,4 mil páginas da internet por violações de direitos humanos. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira, o conteúdo estava hospedado em 61 países, sendo que 58,9% estava em inglês e 24,2% em português. Após as reclamações, 11,9 mil endereços foram removidos pelos servidores. O serviço de denúncia é operado em parceria com o Ministério Público Federal e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

As denúncias sobre indícios de pornografia infantil envolvem 17,6 mil endereços virtuais. Sobre racismo, chegam a 11,4 mil páginas e incitação de crimes contra a vida totalizam 5,2 mil casos.

Cyberbullying e sexting

O canal de ajuda da Safernet, que oferece orientação e auxílio ao usuário, recebeu ao longo do ano passado 312 pedidos relacionados à intimidação ou discriminação na rede, o chamado cyberbullying. Quantidade semelhante às solicitações de apoio por vítimas do vazamento de fotos e vídeos íntimos, prática conhecida como sexting.

– Em uma série histórica de 10 anos é a primeira vez que o cyberbullying ocupa primeiro lugar. Há um reflexo da própria polarização crescente no mundo e no Brasil. Então, a internet como caixa de ressonância na sociedade, acaba reverberando esse sentimento que está presente e que tem crescido, de intolerância, de não respeito às diferenças – enfatizou o presidente da Safernet, Thiago Tavares.

Ainda sobre os pedidos de ajuda recebidos pela ONG, foram 273 solicitações de pessoas que tiveram problemas com dados pessoas, como contas virtuais invadidas ou vazamento de informações. Há ainda o registro de 128 casos de pessoas que relatam sofrimento devido a conteúdos de ódio e violência.

A rede tende, como explica Tavares, a amplificar os efeitos de comportamentos nocivos. No caso do bullying, por exemplo, a intimidação que poderia ficar restrita a um espaço é multiplicada e ganha permanência. 

– Muitas das humilhações que aconteciam na hora do recreio se perpetuam na rede por dias, semanas, meses. Se propagam para muito além dos muros da escola – analisa o presidente da Safernet.

Orientação

Em relação ao vazamento de fotos ou vídeos que podem gerar constrangimento, Tavares acredita que a melhor maneira de evitar o problema é alertando os jovens sobre os riscos do compartilhamento sem reflexão. 

– É preciso mostrar às crianças que, uma vez que o conteúdo é produzido e compartilhado, você não tem controle sobre o uso que será dado àquele conteúdo – acrescentou.

Para orientar os usuários nesse sentido, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br) lançou hoje uma série de guias para pais, educadores e jovens sobre comportamento no ambiente virtual. Entre os temas abordados estão justamente o cyberbullying (intimidação ou perseguição virtual), o racismo, o discurso de ódio, os nudes (fotos íntimas) e o sexting (vazamento de imagens íntimas). O material está disponível gratuitamente na internet.

Além das orientações gerais, o material contém exemplos elaborados a partir de situações reais que tiveram repercussão midiática. 

– A gente pegou esses casos, fez uma simulação de conversa e acabou fazendo histórias para que as pessoas vejam que aquilo faz parte da vida real, do dia a dia – destacou a assessora jurídica do Nic.br, Kelli Angelini.

As cartilhas abordam os temas pelo aspecto da prevenção, para evitar que os jovens sejam vítimas dessas situações, mas também informam como se deve reagir nesses casos. 

– O melhor mecanismo para coibir isso é a instrução. Você instruir esses adolescentes que há punição se for feito isso e também fazer com que eles se coloquem no lugar das vítimas – disse Angelini.

07/02/2017- 20h40min - Atualizada em 07/02/2017- 20h40min

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2017/02/em-um-ano-39-mil-paginas-na-web-sao-denunciadas-por-violar-os-direitos-humanos-9715752.html

Foto: Por acaso

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Manda nudes?

Com apps como o WhatsApp, enviar fotos de si mesmo nu ganha nome e fica popular, mas gera medo de vazamentos




Fotos de nudez do ator Stênio Garcia, 83, e de sua mulher vazaram na semana passada e geraram rebuliço nas redes sociais – só no dia do vazamento, houve mais de 71 mil menções relacionadas a "nudes" no Twitter, segundo medição da empresa de monitoramento Scup. O número é três vezes maior que a média do mês.

Fotografar-se nu não é, obviamente, um comportamento restrito ao ator. E não só fotografar, mas também "mandar nudes" – expressão que ficou popular na Internet para o ato de enviar fotos sensuais principalmente por apps de mensagens.

Segundo pesquisa on-line do Instituto Qualibest com 579 pessoas feita na semana passada, 12% dos entrevistados já compartilharam fotos ou vídeos da própria nudez na Internet. O levantamento reflete a população internauta brasileira de 16 a 30 anos.

O WhatsApp é o principal aplicativo para esse tipo de troca de mensagens, escolhido por 87% dos usuários. O Snapchat, em que as fotos desaparecem após serem vistas, aparece na segunda posição, com 25%.

A universitária Tatiana (nome fictício), 20, de São Paulo, e o namorado têm até dia para enviar nudes: quartas-feiras. O casal mora em cidades diferentes e escolheu esse dia para matar a saudade.

"O nude é uma forma de se relacionar a distância. Nos sentimos mais próximos e até ganhamos confiança, pois estamos mandando algo bastante íntimo", afirma.
Na opinião da psicanalista Marielle Kellermann, que pesquisa a relação entre psicanálise e tecnologia, a instantaneidade dos aplicativos de mensagem exacerba o exibicionismo. "Eles despertam e potencializam a vontade intrínseca das pessoas de valorizar o corpo", diz.

O estudante João Godoy, 19, criou um um grupo no WhatsApp com mais nove amigos e amigas só para mandar imagens sensuais.

A brincadeira, que durou quatro dias, era temática – os assuntos foram de "cowboy" a "dia do estudo". "Meu amigo tirou uma foto deitado em cima da cama, do lado de vários livros." No final, eles escolhiam a melhor imagem.

AS ORIGENS

"Manda nudes" virou uma expressão popular depois que o publicitário Vinícius Curi, 27, criou uma página no Tumblr com esse nome. Ali, ele alterava imagens conhecidas, como o logo da "Sessão da Tarde", para "Manda Nude". As ilustrações viralizaram na rede.

"No começo fiquei assustado, porque diziam que o meme incentivava as pessoas a mandarem fotos peladas. Depois percebi que muita gente acabou discutindo os perigos", diz Curi.

Entre os riscos está o vazamento das imagens, que já provocaram casos de suicídio no Brasil. A ONG SaferNet, que oferece auxílio psicológico a vítimas do crime, atendeu a 224 casos desse tipo no ano passado, um crescimento de 120% em relação a 2013.

Isabela (nome fictício), 15, é uma das vítimas da exposição indesejada. Colegas da escola da menina criaram um grupo anônimo no WhatsApp com o objetivo de divulgar fotos íntimas suas para todo o ensino médio.
"Eu fiquei muito mal, me sentindo muito culpada", conta a garota, cujo maior medo é que as imagens cheguem até seus pais. "Eu não tinha conhecimento de que isso poderia me prejudicar para o resto da vida."

Das denúncias recebidas pela SaferNet, 81% são de mulheres. E a maior parte dos outros 19% são de homens que marcaram encontros com outros homens e passaram a ser ameaçados de ter sua orientação sexual revelada.

"Trata-se de uma questão de gênero. Geralmente os homens heterossexuais não procuram ajuda e não sofrem grande consequência. As mulheres sentem um impacto social grande", afirma a coordenadora psicossocial da SaferNet, Juliana Cunha.

Godoy, o estudante que montou o grupo de WhatsApp para trocar imagens íntimas, diz que não tem medo de suas fotos vazarem. O motivo: ele ser homem.

"Se alguém recebe uma foto de homem, fala só: 'Nossa, que merda'. Se é de uma menina, a foto se espalha."


Por: MATEUS LUIZ DE SOUZA | JÚLIA BARBON
DE SÃO PAULO

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Pornografia da vingança: tendência criminosa e o marco civil



Escrito por Paula Furlan
30-12-2013

O aplicativo Lulu foi o estopim (mais um) para uma tendência virtual perigosa: a pornografia da vingança ou revenge porn, em inglês. O nome é autoexplicativo: ex-namorados, namoradas, amantes e cônjuges publicam na internet fotos e vídeos íntimos do então companheiro ou companheira. De lá para sites de pornografia e serviços de prostituição o caminho pode ser curto.

No Brasil, o Marco Civil da Internet busca alternativas para punir essa prática. Na última quarta-feira (11), o deputado Alessandro Molon, relator do projeto de lei, divulgou uma nova versão do relatório.

Um dos pontos que o deputado toca é a tentativa de impedir o chamado "revenge porn" (vingança pornô, em inglês), já que recentemente, foram divulgados vários casos de mulheres que tiveram imagens privadas "espalhadas" pela rede. A nova versão do Marco Civil prevê que as pessoas que tiverem imagens suas de sexo ou nudez divulgadas sem autorização poderão utilizar novos mecanismos para acelerar a retirada do conteúdo.

Uma adolescente brasileira cometeu suicídio após tomar conhecimento que fotos em que estava nua circulavam pela rede.

Nos Estados Unidos, pessoas que tiveram fotos sem roupa publicadas na rede contra a sua vontade buscam mudanças na lei para punir responsáveis. Segundo o site da BBC, há casos de hackers que invadiram e-mails ou "nuvens" online para roubar fotos de mulheres. Dezenas de outras mulheres tiveram fotos suas publicadas pelo site Texxxan.com. Algumas perderam empregos e namorados. Uma cogitou o suicídio.

A Dra. Ana Paula Siqueira, especialista em Direito Digital do SLM Advogados, afirma que o Marco Civil da Internet, que tramita como PL 2.126/2011 na Câmara dos Deputados, destaca a preocupação em reforçar a liberdade de expressão do usuário na rede. Porém, já existe previsão Constitucional sobre esse tema. Todos têm o direito de manifestar a opinião, mas o anonimato é vedado pelo ordenamento jurídico.

“O projeto de lei facultou aos provedores de aplicativos (email, nuvens de dados, redes sociais, blogs, etc.) a guarda dos registros dos acessos dos usuários. Por outro lado, o que é um contrassenso, diz expressamente sobre a responsabilidade do provedor de conexão, cabendo a essa manutenção e guarda, sob sigilo e em ambiente seguro, dos registros de conexão à internet (identificação do endereço IP , a data e hora de início e término da conexão) por um prazo de um ano. E mais: existem softwares gratuitos, como o TOR, que mascaram qualquer IP, bloqueando a identificação do usuário. E nada impede que um brasileiro alugue um servidor lá fora e use o serviço como ponte para navegar anonimamente e fazer o que bem entender na Internet.

No entanto, no projeto, não existe a previsão do notice and take down, muito utilizado nos USA, que permite aos advogados enviarem notificações extrajudiciais a empresas provedoras de serviços, como Google, YouTube, Facebook, etc, solicitando a remoção de conteúdo, como no caso da atriz Carolina Dieckmann.

“Sobre a privacidade e o “revenge porn”, já temos proteção legal no nosso ordenamento jurídico. O crescente uso de redes sociais e a associação cada vez mais frequente de fotos das pessoas na internet são alguns dos responsáveis pela enxurrada de exploração da imagem e de muitas ações judiciais devido ao seu uso incorreto”, ressalta Ana Paula.

A prática é um desdobramento de outra muito comum entre adolescentes e que também tem origem nos Estados Unidos, o "sexting". Em maio de 2010, a Quarta Turma do STJ definiu que a justiça brasileira pode ser acionada em caso de violação no exterior ao direito de imagem, constatada pela internet. Neste caso, contrato entre as partes fixava a Espanha como foro e envolvia uma cidadã que vive no Brasil. Outro caso a se destacar é o do Google, que terá de indenizar em R$ 50 mil uma mulher que teve vídeo íntimo publicado na internet. A 3ª turma do STJ entendeu que, apesar de não poder ser responsabilizada pela circulação das cenas, a empresa se comprometeu a remover os links e descumpriu o acordo, devendo a obrigação ser convertida em perdas e danos.

“Assim, todos que se sentirem lesados pela divulgação não autorizada de imagens podem procurar um advogado que ingressará com a ação judicial cabível”, finaliza a advogada.

Fonte: http://b2bmagazine.consumidormoderno.uol.com.br/index.php/internet/item/3343-pornografia-da-vinganca-tendencia-criminosa-e-o-marco-civil