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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Bullying infantil: como lidar com a situação e proteger os nossos filhos



Cada vez há mais crianças sofrendo de atos violentos, intencionais e repetidos nas escolas e parquinhos. Na maioria dos casos, calam-se e têm medo de contar em casa que estão a ser vítimas de bullying. Como é que um pai e uma mãe devem proceder?

Como reagem os pais ao serem confrontados com esta realidade? Quão perturbados ficam ao pensarem que os seus filhos podem estar a ser vítimas de violência contínua e intencional na escola? O ideal é estarem sempre atentos a todos os sinais e conversarem muito com as crianças. É importante que estas percebam que estão apoiadas e têm a quem recorrer, sem problemas, se forem maltratadas de alguma forma.

Para a ajudar a estar alerta a todos os sinais, criámos um pequeno guia sobre o bullying infantil.
O que é?

Segundo a APAV, “é uma forma de violência contínua que acontece entre colegas da mesma turma, da mesma escola ou entre pessoas que tenham alguma característica em comum (por exemplo: terem mais ou menos a mesma idade; estudarem no mesmo lugar)”.

Existem características específicas que chamam a atenção do agressor?

A forma de ser da vítima é uma das características mais “chamativas”. Se a criança for calada, mais sensível e frágil faz com que esteja mais exposta às agressões. Também o físico faz com que se possa tornar, infelizmente, “diferente” dos outros (ser mais baixa ou mais alta, magra ou gorda, usar óculos ou aparelho nos dentes). O fato do agressor não estar, muitas vezes, sozinho dá-lhe ainda mais força.

Que tipos de bullying existem?

Segundo a APAV, existem seis tipos de bullying:

Físico
  • Empurrar, amarrar ou prender;
  • Dar bofetadas, murros ou pontapés;
  • Cuspir, morder;
  • Roubar dinheiro ou outros bens pessoais;
  • Rasgar roupa e/ou estragar objetos.

Sexual
  • Insultar ou fazer comentários de natureza sexual;
  • Obrigar à prática de atos sexuais.

Verbal
  • Chamar nomes;
  • Gritar;
  • Gozar, fazer comentários negativos ou críticas humilhantes;
  • Ameaçar.

Social
  • Deixar de fora dos trabalhos de grupo e/ou dos jogos;
  • Inventar mentiras;
  • Espalhar rumores, boatos ou comentários negativos ou humilhantes.

Cyberbullying
  • Espalhar informação falsa, assediar/perseguir, incomodar e/ou insultar através de SMS, MMS, e-mail, websites, chats, redes sociais.

Homofóbico
  • Contar (ou ameaçar contar) a outras pessoas, contra a nossa vontade, segredos ou informações sobre a nossa sexualidade;
  • Discriminar com base na nossa identidade e expressão do género sexual (relacionado com a maneira como nos vestimos ou nos expressamos);
  • Fazer comentários negativos de cariz sexual e/ou gestos obscenos;
  • Praticar toques sexuais indesejados ou outros atos sexuais contra a nossa vontade;
  • Fazer comentários e/ou piadas homofóbicas;
  • Denegrir a nossa imagem junto de outras pessoas, inventando mentiras ou espalhando rumores/informação falsa;
  • Excluir propositadamente do nosso grupo de amigos e/ou forçar o afastamento dos amigos ou das pessoas que nos são mais próximas;
  • Deixar de fora das atividades, dos desportos/jogos e/ou das coisas que gostamos de fazer.

Como se sentem as crianças vítimas?

Em primeiro lugar ficam com um medo tremendo dos agressores. Têm medo de contar à família e sofrer represálias, acham que ninguém vai acreditar neles e que os amigos vão ignora-las. É muito normal nestes casos que as vítimas deixem de querer ir à escola (inventam que se sentem doentes, por exemplo), pioram as notas nas provas, perdem a vontade de fazer atividades ao ar livre e isolam-se em casa. A perda de apetite, suores, pesadelos frequentes, batimento cardíaco acelerado e enjoos são também sintomas que os pais devem estar alerta. 

Como é que os pais devem lidar com a situação?


  • Devem conhecer bem a escola e grupo de amigos dos filhos (também para dar espaço a estes miúdos a denunciar algo aos pais), por exemplo;
  • Ao mínimo sinal de desconforto da criança é muito importante saber o que a levou a tê-lo;
  • Baixou uma nota porque não percebeu bem a matéria? Ou será que anda ansiosa e com medo? Os pais devem falar com os professores as vezes que forem necessárias para saber como está a ser o rendimento da criança na escola;
  • O incentivo à partilha de problemas é muito importante. Se uma criança sentir que pode falar abertamente com os pais sobre tudo é meio caminho para partilhar com eles o que lhe está a acontecer;
  • Fazer uma espécie de diário dos acontecimentos que podem estar a criar o bullying é muito importante para futuras queixas.

BY SARA CHAVES
Fonte: http://saberviver.sapo.pt/bullying-como-lidar-situacao/

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Bullying nas escolas: três depoimentos pungentes e um guia para os pais


Em abril de 2011, reportagem de VEJA sobre o bullying colheu uma série de depoimentos pungentes de vítimas da tortura física e psicológica praticada por colegas, da mesma natureza que levou a americana Bethany Thompson a se matar – a garota de apenas 11 anos não suportou as constantes provocações que ouvia por causa das marcas no rosto de anos de radioterapia, a que se submetera na luta contra um câncer.

Cinco anos atrás, o massacre do Realengo, no Rio, escancarou a gravidade do estigma do bullying. Antes de sair para matar 12 alunos da escola em que havia estudado, Wellington Menezes de Oliveira postou na internet vídeos em que dizia querer expiar as agressões que sofrera durante a adolescência. “Evidentemente, por piores que tenham sido as agressões impingidas a ele, elas não justificam nem explicam todo o bárbaro episódio, produto de uma mente perversa e doentia. O caso reforça, porém, a ideia de que o bullying não pode continuar a ser negligenciado pelas escolas brasileiras nem pelos pais”, dizia a reportagem.

VEJA de 20 de abril de 2011 observava que, embora o termo em inglês só tenha sido incorporado ao cotidiano das escolas brasileiras em anos recentes, as raízes do fenômeno são imemoriais. “Desde que o mundo é mundo, os seres humanos diferentes são alvo de troças e covardias”, dizia a reportagem. “Mas, no atual estágio da civilização, tornam-se inaceitáveis as desculpas clássicas para não fazer nada contra a tortura psicológica e física de crianças e adolescentes que se destacam da média por algum defeito – gagueira, uso de óculos com lentes ‘fundo de garrafa’, dificuldade de locomoção, obesidade mórbida ou magreza excessiva – ou até pelo desempenho acadêmico estelar, que também pode servir para atiçar a inveja e a vingança dos medíocres.”

Confira abaixo três relatos publicados por VEJA – e clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

Quando L.B., 15 anos, entrou na adolescência, uma deformação em sua face direita, fruto de uma doença congênita, começou a motivar piadas por parte dos colegas, especialmente dos meninos. Elas foram se tornando mais cruéis. “Me chamam de feia, boca torta e até perguntam se eu estou grávida na bochecha”, conta a menina, que sofre sem nenhum amparo do colégio estadual onde estuda desde janeiro, em São Paulo. “Aproveitam para me humilhar quando os professores não estão olhando”, diz L.B., que tenta esconder seu rosto com o cabelo. Tímida e sem amigos, ela acredita que pode superar o problema submetendo-se a uma série de cirurgias plásticas, já programadas. As cicatrizes das humilhações que sofre todos os dias, no entanto, ficarão para sempre em sua memória.

Por quase uma década, o administrador de empresas C.J., 28 anos, tinha medo até de atender o telefone de casa. Os trotes dos colegas de classe eram um tormento. Ele se tornou alvo constante de humilhações e ameaças simplesmente porque tirava notas altas e os estudantes o achavam “bonzinho demais”. De uma cidade no litoral paulista, mudou de colégio três vezes, mas sua fama migrava com ele. Ao esbarrar com alguém que sabia de seu histórico, o roteiro do bullying se repetia. Várias vezes, ele fingia estar doente para não ir à escola. Chegou até a desistir de participar da viagem de formatura do colégio por medo. “Disseram que, se eu fosse, a experiência seria um inferno”, rememora. Apesar de hoje levar uma vida normal, o administrador ainda guarda as sequelas. “Quando vejo um grupo rindo do meu lado, acho que é comigo “, ele diz.

Há mais de um ano, o gaúcho M.T., 14 anos, tornou-se alvo de ofensas anônimas em redes sociais. Dois meses depois, as humilhações deixaram o ambiente virtual. Numa festa, o garoto apanhou de um colega mais velho diante de toda a turma. O próprio agressor identificou-se como o autor dos xingamentos on-line. “Passei a ser perseguido por todo o grupo dele. Até os meus amigos estão com medo de andar comigo”, conta. Procurada pelos pais, a direção do colégio particular onde ele estuda, em Porto Alegre, só deu atenção ao caso quando soube que estava prestes a parar na polícia. A única providência foi reunir agressor e vítima para que selassem as pazes. M.T. continua sendo agredido, e a escola limitou-se a sugerir que os pais contratassem um segurança particular.

A mesma reportagem de VEJA alertava: o bullying é mais prevalente do que as estatísticas fazem supor. Isso porque a maioria das vítimas, por medo e vergonha, resiste a denunciar o assédio. Na mesma edição de VEJA, especialistas ensinavam aos pais como reconhecer e enfrentar o problema.


SINAIS TÍPICOS

• Resistência a ir à escola

• Dor de cabeça, febre e até taquicardia momentos antes de sair de casa

• Perda de apetite e insônia

• Tendência ao isolamento

• Crises de choro na volta do colégio

• Queda no desempenho escolar


O QUE FAZER

• Provocar o assunto em casa. Na maioria das vezes, as vítimas têm vergonha e medo de falar à família sobre o bullying

• Comunicar o problema à escola, que deve tratar o caso com vigor, sendo cobrada sobre isso

• Não incentivar a criança a revidar. Só vai gerar ansiedade e pressão sobre alguém que, nessas circunstâncias, tem extrema dificuldade de se impor

• Orientá-la a procurar um adulto na escola no momento em que sofrer a agressão

• Nos casos mais graves, em que os estragos na vida da criança são expressivos, recomenda-se buscar amparo psicológico.

Por: Da redação 02/11/2016 às 7:09

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reveja/bullying-nas-escolas-tres-depoimentos-pungentes-e-um-guia-para-os-pais/

segunda-feira, 11 de abril de 2016

14 coisas que todo pai deve saber sobre bullying


Muito se ouve falar sobre bullying, mas o que sabemos sobre o assunto? Segundo a educadora Cléo Fante essa forma de violência é uma das que mais cresce no mundo, uma triste realidade; ela ocorre em diversos lugares e pode acontecer de várias maneiras.

Uma pesquisa do IBGE, de junho de 2013, mostrou que "um de cada cinco adolescentes, entre 13 a 15 anos, pratica bullying no Brasil, sendo 26,1% meninos e 16% meninas".

Aquilo que muitas vezes parece inofensivo poderá, emocional e fisicamente, afetar a pessoa que está recebendo a ofensa. Por isso é importante orientar todos da família sobre o assunto para que não sejam nem vítimas e nem agressores do bullying.

Veja o que dizem alguns especialistas no assunto e que são importantes saber:

1. O que significa

Bullying, explica a psicopedagoga clínica e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Quézia Bombonatto, "é uma palavra inglesa usada para atos agressivos, violência física ou psicológica, intencionais e contínua, cuja intenção é um desejo consciente de maltratar outra pessoa, realizado por um indivíduo, ou grupo contra outro indivíduo, ou grupo, sem motivo claro".


2. Classificação

O bullying está classificado na nova Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) como:

Verbal: intimidação através de palavras cruéis, insultar, xingar e apelidar pejorativamente os atributos de uma pessoa como aparência, religião, etnia, deficiência, orientação sexual, etc.

Moral: difamar, caluniar, disseminar rumores.

Sexual: assediar, induzir e/ou abusar.

Social: ignorar, isolar e excluir.

Psicológico: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear, infernizar.

Físico: agressão e/ou intimidação física envolvendo constante atitude de bater, chutar, fazer tropeçar, bloquear a passagem, empurrar, e tocar de forma indesejável, inadequada e agressiva, como puxar as calças de alguém para baixo publicamente.

Material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem.

Virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social. Intimidação pela internet que ocorre ao se espalhar mentiras e falsos rumores por e-mails, mensagens de texto e nas redes sociais; ao compartilhar mensagens sexistas, racistas e homofóbicas criando uma atmosfera ofensiva e agressiva, mesmo que não de forma direta.

3. Onde ocorre

Em muitos ambientes, na família, nas escolas e universidades, na vizinhança, no trabalho, clube, no playground do condomínio, nas redes sociais, porém o mais conhecido e divulgado ocorre no ambiente escolar.

4. As vítimas, quem são

Quézia Bombonatto diz que "são crianças que não se posicionam, são mais tímidas, com características diferentes que dão origem à descriminação devido à etnia, raça e com algum problema físico, que leva o agressor a atormentá-la e pegar no pé".

5. Os agressores, como são

Triana Portal, psicóloga clínica, explica que tendem a ser impulsivos, ter maior liderança e ascensão no grupo, a trazer modelos agressivos de casa que veem como qualidades, ser populares, manipuladores, ter boa opinião sobre si, ser fisicamente maiores e mais fortes que as suas vítimas, usar o bullying para se autoafirmar e se posicionar no grupo, e não se importar com a vítima.

6. Prejuízos emocionais

Triana avisa que alguns sinais mostram se alguém está sendo vítima de bullying, como ter "tristeza profunda (depressão), irritação, autoestima baixa, medo, vergonha, queda no rendimento escolar, retraimento social, infelicidade, ansiedade, alterações do sono ou apetite, recusa em ir à escola expressa ou oculta através das dores de barriga ou de cabeça". Já Quézia dá a dica de verificar alguma apatia ou comportamento atípico, pois os danos sociais e psicológicos são grandes.

7. Atitudes da família

As duas especialistas concordam que ao perceberem que um filho está sendo vítima do bullying é preciso "conversar para identificar a dor da criança, aproximar-se dos filhos, dialogar bastante, trabalhar a resiliência da criança, preparando-a para lidar com a questão, buscar a escola para um trabalho conjunto pedindo auxílio e intervenção e prevenção mostrando como esse comportamento é inadequado".

8. O papel da escola é prevenir

Muitas escolas não estão preparadas para lidar com o bullying, mas Quézia Bombonatto defende que a escola precisa fazer uma conscientização e prevenção nas salas de aulas e nos pátios durante os intervalos e nos corredores, mostrando quão inadequado esse comportamento é, que deve haver "intolerância zero com o bullying".

9. Lei que dá suporte às vítimas

Está em vigor a lei nº 13.185/2015 que estabelece o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) no Brasil, para prevenir e combater essa prática. A nova legislação determina que as escolas devem prevenir, conscientizar e combater o bullying, obrigação também reforçada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, além de oferecer suporte psicológico e jurídico quando a vítima sofre dano físico ou moral.

10. Como proceder quando os filhos forem vítimas de bullying

Vitor Mattoso, advogado do projeto 'Bullying Nunca Mais', recomenda "conversar detalhadamente com o filho para não se omitir informações importantes; anotar tudo e agendar uma reunião com a direção da escola, sem alarde; não falar com o agressor, mas com os pais ou responsável por ele; ser discreto, expor os fatos e ver o que será feito para solucionar o problema; anotar telefones, e-mail da escola; manter a comunicação e demonstrar interesse".

11. Registrar Boletim de Ocorrência (BO)

"Esta é uma questão delicada e vai depender do contexto", explica Vitor Mattoso. Se for por um desentendimento de colegas, geralmente não se registra BO; mas se for após muitas ameaças verbais, como 'vou te quebrar todinho', 'vou te matar' ou 'vou acabar com você', pode ser interessante, e se ainda causar dano físico, sim o BO deve ser registrado", consultando um advogado para orientação.

12. Como saber quando o filho pratica bullying

É preciso estar atento ao comportamento do agressor, pois ele acumula conflitos e sofrimentos e descarrega essa carga negativa em outra pessoa. A família mais a escola devem ajudar. Os pais também precisam reconhecer as falhas e defeitos dos filhos e não culpar outros pelos erros deles, para não incentivar o comportamento negativo. Os valores invertidos, modelos ou padrões impróprios e tensões do contexto doméstico são liberados no ambiente escolar, dizem os especialistas.


13. Como as crianças veem o bullying

Robert Sege, diretor da divisão de família e defesa da criança no Boston Medical Center, diz que "elas sofrem com bullying quando entram na escola, interagindo com outras crianças. Cada uma tem uma reação, medo, introversão ou mesmo agressão. É importante garantir segurança e tranquilidade para elas na escola, conversar com diretores e professores contando o que aconteceu e o que será feito para acabar com o bullying,mostrando no lar a confiança na criança em superar essa situação.

14. O que não é bullying

Bullying é uma agressão, porém nem toda agressão será bullying. Desentendimentos, discussões e até brigas de curta duração em que a vítima supera, tem reação ou ignora a atitude, não são bullying."Para uma agressão caracterizar-se bullying é preciso que o agressor tenha vontade de ferir a vítima, repita a agressão sempre, que tenha muitas pessoas assistindo a vítima ser agredida e que a vítima aquiesça, ceda à ofensa recebida", explica Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional da Unicamp.

Estimulem seu filho a ter confiança, independência e agir quando precisar, essa é a proteção maior que se pode dar a ele contra o bullying. Conversem e pratiquem formas seguras de responder à intimidação, como "Isso não é legal", "Deixe-me sozinho", ou "Deixe-me passar", aconselha o psicólogo, Ph.D. e professor na University of California, Shane Jimerson. Pais, ensinem aos filhos o respeito por si mesmo e pelos outros por preceito e pelo exemplo, vocês são a chave que capacita as crianças para prevenir e conter os casos de bullying.

Por: Sônia Penha

Fonte: http://familia.com.br/10506/filhos/14-coisas-que-todo-pai-deve-saber-sobre-bullying