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terça-feira, 21 de março de 2017

“O meu agressor anda comigo no bolso”

As ofensas, os e-mails difamatórios, as fotografias tiradas no balneário. Na era da internet, o bullying é uma mancha negra permanente. Nada se esquece e tudo se compartilha.


Já não é só das nove às cinco. É todo o dia e toda a noite, e acontece dentro de um objeto que transportamos para todo o lado. “O meu agressor anda comigo no bolso”, ouviu Rosário Carmona, psicóloga que acompanha crianças e jovens vítimas de abuso, um dia, no seu gabinete. O bullying é um fenómeno que existe em todas as escolas do mundo e desdobrou-se, com a chegada da internet , no cyberbullying. O gozo, a ofensa, a violência psicológica, as críticas, as ameaças e a chantagem acontecem 24 horas por dia, sete dias por semana, no ecrã de um telemóvel do qual os jovens estão cada vez mais dependentes. O cordão que os liga ao mundo onde estão os seus agressores serve também como principal escape a essa agressão.

As marcas não desaparecem nunca, porque da internet nada desaparece nunca. O direito ao esquecimento é fundamental para quem sofre de cyberbullying, já foi aprovado por todos os países da Europa, mas é preciso que o caso chegue a tribunal. A lei, em Portugal, já considera o bullying e o cyberbullying como crimes, puníveis com pena de prisão até cinco anos quando o agressor é maior de 16 anos.

O principal risco para as crianças é que os pais e os educadores por vezes relativizam este tipo de violência como uma coisa banal, como só mais uma parte de se ser adolescente. Só que o bullying acontece nas idades que nos definem, naquela altura em que ter muitos amigos, ser convidado para festas de aniversário, ou ser escolhido em primeiro lugar para as equipas na aula de Educação Física são as batalhas mais importantes do mundo. O bullying não é apenas gozar com miúdo que é mais baixo que os colegas de turma. É um ataque sistemático e premeditado a alguém que vai deixando de acreditar, à medida que lhe espezinham a auto-estima, que é digno de amor e respeito no futuro.

O bullying é um problema sério, com uma influência direta e documentada nas tendências suicidas dos jovens de todo o mundo. Em Portugal este fenómeno ainda não está bem estudado, até porque os pais e os educadores precisam de mais formação para identificarem os alertas nas crianças e para estarem atentos ao que se passa dentro dos computadores e dos telemóveis. “É essencial que os professores e os pais entendam que aquele miúdo mais calado ao fundo da sala, que chega a casa com dores de cabeça e dores de barriga pode não ser apenas uma criança tímida mas sim uma criança que já não comunica com medo de ser gozada”, defende, numa entrevista ao Observador, Rosário Carmona. A psicóloga será uma das oradoras no debate “Novas tecnologias: Uso ou abuso?” que acontece este sábado, em Aveiro, organizado pelo SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores.

Na semana passada, o caso da adolescente de Ponte de Lima que fugiu de casa cinco dias para se ir encontrar com um rapaz de 24 anos que já tinham sido identificado pela Polícia Judiciária como alguém “com perfil de predador online”, voltou a colocar a questão da segurança dos jovens no meio digital em primeiro plano. Infelizmente, já nem é possível contar os casos de homens — e algumas mulheres — que fingem serem outras pessoas na internet para aliciar jovens a enviar fotografias e vídeos em situações comprometedoras. Alguns chegam mesmo a convencer as vítimas a marcar um encontro, e não é preciso dizer o perigo que isso acarreta — ou é? “É sim. Parece óbvio para um migrante digital, que tem noção do que é a interação social antes da internet, mas nas redes sociais as coisas parecem sempre relativamente inofensivas. É só uma mensagem, qual é o problema? Se um homem nos abordar na rua começamos a correr ou chamamos a polícia, mas na internet expomo-nos mais, baixamos as defesas, somos desconhecidos, até podemos ser anónimos. Esta é a realidade de muitos adultos, e de muito mais crianças”, explica Rosário Carmona.

“O papel dos professores é essencial e a formação de professores e auxiliares tem que ser uma prioridade nas escolas”, defende, na mesma sala, Júlia Azevedo, presidente do SIPE. “A tecnologia é ensinada em aulas específicas, mas como estamos sempre a correr para dar o programa resta pouco tempo para incluir nas aulas essas advertências essenciais em relação aos perigos que se escondem em algo que os alunos utilizam todos os dias”. Na opinião da professora, falta “flexibilidade de horários e conteúdos”. Rosário Carmona e Júlia Azevedo já têm ideias. Por exemplo, nas aulas de Português ou Psicologia um dos trabalhos podia ser conduzir uma entrevista com um especialista em cyberbullying, e, em Matemática, construir um gráfico com a evolução da prevalência deste problema nos vários países da Europa”, dizem à vez.

"As formas de subjugação e violência possíveis na internet são inúmeras. Por exemplo, um agressor pode criar uma página na internet e colocar insultos ou fotos da vítima, ou então pode fazer circulá-las pelo Whatsapp ou outro chat, ou criar grupos fechados por exemplo no Facebook onde circulam comentários ofensivos à pessoa alvo do cyberbullying".
Rosário Carmona, psicóloga clínica especializada em problemas da juventude 

Alguns dos casos mais conhecidos chegam-nos pela imprensa estrangeira. Amanda Todd tinha 15 anos quando se suicidou, em 2012, em sua casa, depois de uma fotografia do seu peito ter sido partilhada por um homem que a chantageou por mais de dois anos. Aydin Coban, o agressor de Amanda, foi preso na quinta-feira e vai passar 11 anos na prisão. Também Jessica Logan, uma jovem de 18 anos de Cincinnati, escolheu acabar com a própria vida depois uma imagem do seu corpo nu ter sido partilhada centenas de vezes pelo namorado na rede social pré-Facebook, o MySpace, depois de ela ter terminado a relação. A chantagem está quase sempre subjacente a esta forma de violência e os golpes chegam de várias direções.

“As formas de subjugação e violência possíveis na internet são inúmeras. Por exemplo, um agressor pode criar uma página na internet e colocar insultos ou fotos da vítima, ou então pode fazer circulá-las pelo Whatsapp ou outro chat, ou criar grupos fechados por exemplo no Facebook onde circulam comentários ofensivos à pessoa alvo do cyberbullying“, diz Rosário Carmona.

Os jovens que chegam ao seu consultório trazem histórias que a ficção não conseguiria conjurar. Rosário Carmona conta a história de um jovem que é vítima de cyberbullying e que sabe perfeitamente que existe um grupo no Facebook criado para dizer mal dele. “Às vezes, os seus agressores concedem-lhe acesso, outras vezes bloqueiam-no. Numa das consultas ele disse-me que não sabia se era pior estar lá dentro e ler o que diziam dele, ou se era quando não podia ver, porque ficava horas a imaginar as coisas horríveis que estariam a circular”, exemplifica a psicóloga que além de um jogo de tabuleiro para tentar que as crianças e os pais se reúnam à volta destas questões tem um livro de perguntas e respostas para educadores e pais — “iAgora?” — que deve sair no início de abril.
"Para um migrante digital é óbvio que a internet representa um outro mundo, porque existe a noção do que é ou foi a interação social antes da internet mas nas redes sociais as coisas parecem sempre relativamente inofensivas. É só uma mensagem, qual é o problema? Se um homem nos abordar na rua começamos a correr ou chamamos a polícia mas na internet expomo-nos mais, baixamos as defesas, somos desconhecidos, até podemos ser anónimos".
Rosário Carmona, Rosário Carmona, psicóloga clínica especializada em problemas da juventude 

Apesar de não existirem estudos exaustivos realizados recentemente no nosso país, existe um publicado em 2014 (comparando dados de 2010 e 2014) pelo EU Kids Online, uma plataforma financiada pela União Europeia e sediada na London School of Economics que estuda os hábitos de utilização da internet dos jovens europeus, em parceria com um outro projeto com o mesmo objetivo, o Net Children Go Mobile. Os investigadores entrevistaram 28 mil jovens e a conclusão é que o fenómeno está a crescer. Em Portugal, Dinamarca, Itália, Irlanda, Roménia, Bélgica e Reino Unido, os sete países analisados, os dados mostram um aumento dos oito para os 12 por cento.

O crescimento aconteceu sobretudo entre as raparigas, e entre o grupo mais jovem do estudo (nove aos 16 anos). Outro dado preocupante é que o contacto com imagens ou informação de cariz sexual através das redes socais também aumentou (de 26 para 28%) na mesma faixa. Em quatro anos, as raparigas, que já eram o grupo mais vulnerável, ficaram ainda mais expostas (de 12 para 19 por cento).

Cristina Ponte, uma das investigadoras da equipa que tratou os dados dos jovens portugueses no estudo, destaca que, no nosso país, o dado mais interessante é que as crianças têm um acesso à internet quase universal, o que também acaba por os expor mais a mais riscos.

Já em 2016, Tito de Morais, autor do “Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores” e fundador da página Miúdos Seguros na Net, disse que a violência propagada pelo espaço digital “atinge hoje entre 10 a 20% dos jovens portugueses mas “mas a sua verdadeira prevalência não se conhece”.

Repercussões perpétuas

Nos recreios dos idos anos 90, e nos de todas as décadas que lhe antecederam, as ofensas resolviam-se disferindo uma pior, ou, no máximo, um soco. A vergonha, fora nos casos mais graves, fazia mossa apenas até ao próximo miúdo ser gozado, ou pelo menos cessava quando a vítima se libertava das paredes das escola. Agora, o palco para este tipo de violência é, potencialmente, todo o mundo.

“Para que exista uma situação de bullying a violência tem que ser intencional, persistente e tem que haver um desequilíbrio de poder. Na internet tudo isto é mais fácil, mais rápido e mais abrangente”, explica Rosário Carmona, que completa com um exemplo.

“Uma das adolescentes que eu acompanho confessou que decidiu, com uma amiga, criar um email em nome de uma outra rapariga da escola e escrever, a partir daquele e-mail falso, e-mails para todos os rapazes da turma oferecendo-se para dormir com eles. Isto causa problemas complicados de perceção, e essa ‘fama’ é de uma grande violência para as raparigas nestas idades”.

Uma criança que seja vítima de cyberbullying não consegue ver um fim para o seu sofrimento e por isso “o risco de suicídio aumenta três vezes em relação ao bullying presencial”, diz Rosário Carmona.

O palco alarga-se e o controlo escorre-lhes das mãos. “Há duas características principais que distinguem os dois tipos de bullying. Uma é o palco e outra é o controlo. Uma fotografia comprometedora na internet pode ser partilhada centenas de vezes em poucos segundos, adquire uma exposição muito mais vasta, o palco é infinito. Por outro lado, o controlo deixa de existir como o conhecemos. Estou a ser agredida mas não o consigo evitar, não o consigo enfrentar. Não sei quem fez o site sobre mim, ou o print screen, quem publicou as ofensas ou as fotos, quantas pessoas viram, ou quando vai parar”, diz a psicóloga que há mais de uma década acompanha dezenas de jovens que todos os dias sofrem com este tipo de abuso cobarde e anónimo.
Terra de ninguém

Tal como na maioria dos casos de abuso fora dos meios digitais, as vítimas muitas vezes optam por não recorrer à ajuda dos pais, nem dos professores. Fecham-se, porque anteveem o pior caso denunciem os seus agressores: temem, em primeiro lugar, que a agressão se intensifique, depois têm vergonha de contar os abusos em si. Quando a vítima deixa de reagir ao abuso e depois volta a reagir, sem querer, está a ensinar ao agressor a partir de que ponto é que começa a obter uma reação “, diz Rosário Carmona.

Esperam que passe. Os pais, mesmo os que sabem, esperam que passe. “Só que raramente passa e os pais tendem a ignorar”, diz a psicóloga. Às vezes, na tentativa de ajudar, ainda causam mais ansiedade. “Alguns pais optam por retirar o computador, ou o acesso às redes sociais, ou o telemóvel. Alguns miúdos dizem-me que não falam com os pais porque têm a certeza que eles lhe vão retirar o telefone. Só que impedir o uso do telefone muitas vezes ainda desestabiliza mais”.

Isto apesar de Rosário Carmona defender uma restrição ao uso da internet e aconselhar que os pais controlem o que os filhos consultam, incluindo pedindo-lhes as passwords para as redes sociais, prometendo respeitar a privacidade e intervindo apenas em situações suspeitas. Alguns pais também lhe dizem que “não se querem meter” porque “não sabem utilizar muito bem a internet” mas, na opinião da psicóloga, os pais não precisam de saber utilizar redes sociais, ou qualquer outra plataforma, para proibirem alguma coisa que está claramente a afetar o comportamento dos seus filhos, ou pode colocá-los em perigo, ou quando têm alguma suspeita de que estejam a ser sujeitos a algum tipo de violência”.

A internet são fios invisíveis. Fios que ligam toda a gente sem que ninguém perceba quem está ligado a quem. “É muito possível que uma situação de cyberbullying se passe durante muito tempo sem ninguém reparar, porque muitas vezes os agressores não ofendem publicamente. Uma das minhas pacientes estava sentava nas aulas na mesma carteira que a sua agressora e aquilo deixava-a tão angustiada que começou a baixar consideravelmente o seu aproveitamento escolar”. Só mais um exemplo.

O cyberbullying, diz Rosário Carmona, é uma “terra de ninguém” porque “a escola não quer assumir o problema e os pais não sabem o que se passa, por isso também não agem. É por isso que a formação e a educação das crianças é tão importante. É absolutamente essencial que os pais saibam ensinar aos jovens as competências para lutarem eles contra isto: assertividade, interação, tolerância à frustração, regulação do comportamento e adiamento da recompensa”, explica.

O que isto quer dizer, basicamente, é que há ferramentas que ajudam a lutar contra todas as adversidades da vida, e que os jovens estão a perder, porque hoje a regulação dos comportamentos é sempre feita através de um estímulo externo. Depende-se do iPad para uma criança comer, por exemplo, o que quer dizer que a paciência para esperar, a capacidade para esperar pela resolução de uma situação desagradável, a resiliência, tudo isto está em causa quando falamos não do uso mas do abuso da utilização da internet.

Rosário Carmona pergunta a Júlia Azevedo em que deve focar a apresentação que irá fazer em Aveiro. “Sinais de alerta, sinais de alerta, sinais de alerta”, responde a professora, que não se cansa de frisar que a formação é essencial para todos os membros da comunidade escolar que têm de estar preparados para identificar estes alunos. “Tanto as vítimas como os agressores”, diz a professora, “porque os agressores, muitas vezes já foram vítimas e as vítimas estão a um click de se tornarem agressores”.

Por Ana França
Imagem: reprodução

Fonte: http://observador.pt/especiais/o-meu-agressor-anda-comigo-no-bolso/

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Uso de smartphone por crianças gera polêmica

Para especialistas, pais devem esperar o máximo de tempo possível para expor crianças à tecnologia e definir regras claras para o uso.




Não faz muito tempo, muitos pais se perguntavam com que idade seus filhos deveriam ter acesso à chave do carro. Hoje, a questão é mais complicada: com que idade eles podem ter um smartphone? O celular inteligente, afinal, é a chave para o acesso irrestrito à internet e aos muitos benefícios e perigos que isso envolve. Mas, ao contrário de dirigir um carro, que é legal em alguns Estados a partir dos 16 anos, não existe nenhuma diretriz legal para um pai determinar quando a criança está pronta para manusear um smartphone.

O assunto vem sendo cada vez mais debatido, à medida que as crianças começam a ter em mãos um celular cada vez com menos idade. Em média, elas recebem seu smartphone com 10 anos, segundo a empresa de pesquisa Influence Central – em 2012, a idade média era de 12 anos. Em alguns casos, o celular chega ainda mais cedo, aos 7 anos, por exemplo. “Acho que a idade vai diminuir mais porque os pais estão ficando cansados de dar o seu celular para os filhos usarem”, disse Stacy DeBroff, diretor executivo da Influence Central.

Essa redução de idade tem enfrentado resistência, disse James P. Steyer, executivo da organização sem fins lucrativos Common Sense Media, que analisa conteúdo e produtos para famílias. Ele tem uma regra estrita em sua casa: seus filhos só terão um smartphone quando começarem o ensino médio, depois de ter aprendido o valor da comunicação cara a cara. Outros pais podem achar que os filhos estão prontos mais cedo. “Nenhum filho é igual ao outro, não existe um número mágico. A idade de uma criança não é tão importante quanto a responsabilidade ou nível de maturidade”, diz o executivo.

Parâmetros. Então, como determinar a idade correta? Quanto mais tempo você esperar para dar um smartphone a seu filho, melhor. Segundo alguns especialistas, 12 anos é a idade ideal, ao passo que outros falam em 14. Todos concordam que, quanto mais tarde, mais seguro, pois os smartphones se tornam uma distração que vicia e distrai a criança do trabalho da escola ao mesmo tempo que a expõe ao bullying na internet, pedófilos e mensagens de caráter sexual. “Quando mais tempo mantiver a caixa de Pandora fechada, melhor”, disse Jesse Weinberger, um analista de segurança na internet que dá palestras para pais, escolas e autoridades policiais no estado norte-americano de Ohio. “Sem o aparelho, não há nenhuma conexão com esse lado sombrio da comunicação.”

Num estudo publicado este ano, a Common Sense Media entrevistou 1.240 pais e crianças e concluiu que 50% das crianças admitiram estar viciadas nos smartphones. E, para 66% dos pais, seus filhos usavam muito os aparelhos móveis, com o que 52% das crianças concordaram. Cerca de 36% dos pais disseram que discutem diariamente com os filhos sobre o aparelho.

Há um aspecto biológico a considerar também. O córtex pré-frontal, parte do cérebro de controla o impulso, só está totalmente desenvolvido em torno dos 20 anos. Em outras palavras, os pais não devem ficar surpresos com o fato de as crianças mais novas com smartphones não conseguirem se controlar.

Prós e contras. Sem dúvida, os smartphones trazem benefícios. As crianças têm acesso a aplicativos, incluindo ferramentas educacionais para estudo e conexão com amigos. Mas também são um passo para jogos que desviam a atenção do estudo, aplicativos de redes sociais, nos quais aproveitadores estão à espreita. No fim, os contras podem superar os prós. Ao negar um smartphone para os filhos, eles ainda assim terão acesso a ferramentas por meio de aparelhos como PCs e tablets.

Uma opção é começar com aparelhos móveis simples, em que se possa apenas enviar mensagens ou telefonar. Cabe aos pais determinar quando seu filho realmente está pronto para um smartphone.

Por Brian X. Chen - THE NEW YORK TIMES | 23/07/2016 | 03h00

/TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Fonte: http://link.estadao.com.br/noticias/cultura-digital,uso-de-smartphone-por-criancas-gera-polemica-nos-eua,10000064537

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Adolescente é vítima de assédio sexual pela Internet em Pres. Prudente


Uma adolescente de 12 anos foi vítima de assédio sexual pela Internet, em Presidente Prudente. O caso foi relatado pela própria mãe da jovem, que procurou a Polícia Civil para registrar a ocorrência.

De acordo com o Boletim de Ocorrência elaborado na Delegacia Participativa nesta sexta-feira (22), a adolescente conversava em uma rede social pelo celular quando um indivíduo solicitou-lhe amizade, que foi aceita. O indivíduo passou a conversar com a jovem e disse-lhe que estava triste, pois havia terminado um relacionamento. Ele passou a envolvê-la na conversa, falando de sua intimidade.

O aliciador passou a dizer para a adolescente que possuía um perfil falso na rede social, em nome de mulher, em que tinha várias amigas da vítima. Caso a jovem não tirasse uma foto pessoal e lhe enviasse pela Internet, ele iria postar as conversas que estavam tendo naquele momento, segundo o BO.

Em princípio, a vítima tirou uma foto em que aparecia vestida com pijama e a enviou ao aliciador. No entanto, o homem passou a exigir fotos que mostrassem a jovem nua, sob a ameaça de divulgar na Internet suas conversar e a imagem em que aparecia de pijama. Após muita insistência e chantagens do indivíduo, a vítima, então, lhe enviou fotos em que se exibia nua e mostrando o seu rosto.

Ainda conforme o BO, a mãe contou à polícia que o aliciador passou a pedir para sua filha pegar uma cenoura, introduzi-la no ânus e enviar-lhe uma foto com a cena, mas a adolescente não atendeu ao apelo. Então, o aliciador ligou para a adolescente, através da rede social, e passou a insistir, dizendo que, se a jovem não fizesse o que lhe estava sendo pedido, ele iria postar as outras fotos nas redes sociais.

Nesse momento, conforme o relato apresentado no BO, a vítima chamou sua irmã mais velha, que tentou conversar com o indivíduo, mas ele não respondeu e desligou a ligação. A mãe bloqueou a filha na rede social e depois verificou que o perfil do indivíduo não estava mais cadastrado.

A mãe informou à polícia que as conversas e fotos foram salvas e que poderá oportunamente apresentá-las, caso seja necessário.

23/04/2016 11h59 - Atualizado em 23/04/2016 12h02

Fonte: http://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2016/04/adolescente-e-vitima-de-assedio-sexual-pela-internet-em-presidente-prudente.html