Mostrando postagens com marcador celular para os filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador celular para os filhos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de março de 2017

Jogo da asfixia, “brincadeiras” que matam


As famílias, já naturalmente preocupadas com a segurança dos filhos, agora se deparam com mais um sinal de alerta que põe em risco a vida de crianças e adolescentes. Se trata do jogo da asfixia, também chamado desafio do desmaio, que pode causar graves sequelas à saúde e a irremediável morte de jovens que poderiam ter um futuro brilhante. Uma “brincadeira” que matou o brasileiro Isaque, de apenas 16 anos, encontrado morto por sua mãe – havia se enforcado com um cinto. Ocorrido nos Estados Unidos, é um dos mais recentes casos os quais demonstram que as brincadeiras atuais fogem da recreação e estão além do pular cordas e esconde-esconde.

A verdade é que a vítima, infelizmente, não é apenas o jovem e sim toda a família que seguirá a vida com a marca de um desafio mortal. Com bravura e amor, os entes familiares de Isaque se mobilizam para trazer ao público mais informações sobre o tema, para evitar que outros pais e mães chorem a morte precoce de jovens. E, pior, o mal uso da internet e das redes sociais servem como catalisador para que a prática se alastre mundo a fora, inclusive no Brasil onde já se registram mortes por conta do choking game.

A palavra desafio tem de ser um sinal de alerta para pais e professores. As brincadeiras perigosas são realizadas na maior parte da vezes por meninos, de 13 a 19 anos de idade. A busca de uma suposta mistura de euforia e prazer é feita pelos jovens como forma de desafio, de ruptura de fronteiras, visto que a maioria deles desconhecem as consequências e as sequelas daqueles que sobrevivem aos jogos mortais.

Além da morte, as brincadeiras perigosas acarretam em sequelas como cegueira - permanente ou temporária, convulsões, epilepsia, parada cardiorrespiratória, paraplegia e, até mesmo, incontinência para urinar e evacuar. Por isso, os pais devem estar atentos aos sinais que poderão indicar que o filho participa destes tipos de jogos mortais como dores de cabeça frequentes, sinais de vermelhidão e marcas no pescoço, irritabilidade diária ou frequente, bem como olhos vermelhos.

A medida preventiva mais imediata é monitorar constantemente o que os filhos fazem na internet, até para conhecer melhor seus pensamentos, expressões, amigos e quais práticas aderem. Monitoramento não é invasão de privacidade; monitoramento é atenção constante não apenas no ambiente virtual, mas nos detalhes do convívio cotidiano. O diálogo e a observação constante trazem importantes dados e informações aos pais que poderão apurar, de forma preventiva, se o filho participa de brincadeiras perigosas, se é agressor/vítima de ataques físicos ou virtuais ou ainda, evitar que os jovens se envolvam com pedófilos, criminosos ou traficantes nos aplicativos de comunicação instantânea ou na Dark Web.

Se o tema em pauta é um jogo, é cabível lançar aos pais um desafio: CHEGA DE MIMIMI! O desafio é tratar o jovem como um ser humano pensante e não como um bibelô de cristal. Precisamos de mais diálogo olho no olho, mais NÃOS, mais vigilância. O adolescente é inteligente o bastante para compreender as sequelas das brincadeiras perigosas e o adulto precisa de inteligência emocional para transmitir as informações de forma correta, precisa e sem rodeios. O medo de traumatizar a criança pode ser a causa de um enterro precoce.

Espero que essas dicas ajudem na proteção das pessoas que você ama!

Imagem: reprodução
Por: Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O que os pais precisam saber antes de dar um celular aos filhos


Embora não haja uma idade certa, especialistas salientam que o mais importante é que o filho tenha maturidade suficiente para saber usar corretamente.


Foto: PixaBay

‘Pai, mãe, posso ter um celular?’ Antes que surja a pergunta – ou no caso de a ainda não existir uma resposta – é preciso ponderar alguns aspectos. 

Embora não haja uma idade certa para que o aparelho passe para as mãos das crianças, os especialistas ouvidos pelo jornal português Diário de Notícias (DN) salientam que o mais importante é que o filho tenha maturidade suficiente para saber usar corretamente o celular. 

Antes dos dez anos, nem pensar, a não ser que os pais estejam divorciados, diz a psicóloga na área do comportamento Teresa Paula Marques, explicando que, nestes casos, o celular vai facilitar o contato com o pai e com a mãe. 

No entanto, como nos dias de hoje um celular não é apenas um celular, é um complexo equipamento com acesso ilimitado a Wi-Fi, é fundamental os pais terem noção dos riscos e estipularem algumas regras de uso. 

Deste modo, antes de presentearem o filho com um celular, os pais devem avaliar a necessidade de o menor ter o equipamento. Se existir, então, essa necessidade, os pais precisam saber se o filho tem ou não maturidade suficiente para usar o equipamento. 

Em caso negativo, a criança deve esperar mais uns meses; em caso afirmativo, os pais devem, assim, estipular um plano máximo para o preço do celular e escolher com o filho o modelo mais adequado. A reportagem do jornal explica que é bom deixar de lado os modelos mais recentes, uma vez que o uso é mais complexo e a segurança do menor pode ser colocada em risco. Ter em conta a possibilidade de boqueio de determinadas funcionalidades é também importante. 

Assim que a criança já sabe que vai ter um celular e qual será o modelo, são os pais que decidem o plano a ser contrato (pré ou pós pago). Porém, a opção mais indicada é o pré-pago e sem acesso à rede móvel. 

Dessa forma, os pais conseguem controlar melhor o uso do saldo e, não tendo as crianças acesso à internet, não há o risco de visitarem páginas indevidas. O acesso à internet deve apenas acontecer em casa – via Wi-Fi – e sob a vigilância dos pais, que devem se manter a par do que os filhos fazem com o equipamento. 

Mas, antes de vigiar o uso do celular, são necessárias regras e limites de utilização. Decidir a que horas é usado, e com que fim, as pessoas com quem podem trocar mensagens e os dias/horários em que podem conectar à Internet são alguns dos controles necessários.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/137301/o-que-os-pais-precisam-saber-antes-de-dar-um-celular-aos-filhos